lizadas para avaliar o desempenho de protocolos de encaminhamento. Com base nestas métricas, serão executados vários testes nos protocolos referidos, analisando o seu desempenho e comparando o desempenho de cada um, e m diversas situações simulando ambientes reais:
Transferência de dados m a m(end-to-end) e atraso(average de- lay), é uma das principais medidas estatísticas a ter em conta para o cálculo do desempenho no encaminhamento de dados, obtendo valores que podem ser provo- cados por meios externos relativamente ao contexto da rede. Estas são as medidas de ecácia de uma política de encaminhamento. Estas medidas caraterizam o tempo desde a geração do pacote pela fonte até à sua receção na camada de apli- cação do destino. Por conseguinte, esta medida inclui todos os atrasos na rede, tais como, las de buer, tempos de transmissão e atrasos induzidos por processos de encaminhamento.
Routing Overhead, é uma métrica que dene o número de total de pacotes de controlo gerados pelo protocolo de encaminhamento e transmitidos pela rede, sendo expresso em bits por segundo ou pacotes por segundo. É muitas vezes pro- porcional ao número de nós que compõe a rede, mais propriamente o número de nós entre a fonte e o destino. À medida que o número de nós entre a fonte e o destino aumenta na rede, estando a fonte e o destino cada vez mais dependentes dos nós intermediários para encaminhar o tráfego, maior será o tráfego na rede devido à multiplicação do tráfego por difusão.
Tempo de aquisição de rota, é obtido contando o tempo entre o início de uma ligação e a ocorrência de troca de dados entre os dispositivos. Mais inclinado para os protocolos de encaminhamento Reativos(on-demand), referindo-se ao tempo ne- cessário para estabelecer uma rota(s) quando é requerida a comunicação.
Percentagem de entrega fora de ordem, reporta-se a uma medida externa do desempenho de encaminhamento, quando não existe ligação ou existe falha na ligação entre dispositivos. É de particular interesse aos protocolos da camada de transporte, como a camada TCP, que preferem na ordem de entrega.
Eciência, é uma medida "interna"aos protocolos de encaminhamento. A eciên- cia do protocolo pode ou não afetar diretamente o desempenho do encaminhamento
de dados. Por exemplo, se o tráfego de pacotes de controlo e pacotes de dados par- tilharem o mesmo canal e a capacidade do canal for limitada, o excesso de pacotes de controlo poderá congestionar o canal e afetar o desempenho de encaminhamento de dados.
Para além destas métricas estudadas, existem outros rácios úteis para moni- torizar a eciência interna de um protocolo (havendo outros que os autores de [22, 13] não consideram):
O número médio de bits de dados transmitidos/bits de dados entregues; sendo isto considerado como uma medida na eciência da entrega de dados.
O número médio de bits de controlo transmitidos/bits de dados entregues; este valor mede a eciência do protocolo, dando assim uma contagem dos pacotes de controlo necessários trocar entre os dispositivos durante a permuta de pacotes de dados na rede, para que seja estabelecido o canal de comunicação entre os dispo- sitivos. Assim pode-se analisar o overhead, que é criado pelos pacotes de controlo na rede.
O número médio de pacotes de controlo e de dados transmitidos/pacotes de dados entregues; este valor por sua vez, em vez de medir a eciência algorítmica pura em termos de contagem de bits, tenta capturar a eciência de um protocolo no que toca ao acesso do canal, devido ao custo de acesso ao canal ser alto, consequência da contenção assentada na camada de ligação.
Para estas métricas que avaliam o desempenho dos protocolos e estruturas de redes sem os Ad Hoc, devemos considerar o "contexto"em que o desempenho é medido. Para isto, os parâmetros essenciais que deverão ser variados são os seguintes:
1. o tamanho da rede, alterando o número de nós que formam a rede;
2. a conectividade da rede, que consiste no número médio de vizinhos de um nó (grau médio de um nó);
3. percentagem de mudança da topologia, resume-se à velocidade com que uma topologia de rede muda a sua estrutura geográca (velocidade dos nós);
4. capacidade de ligação, velocidade efetiva do link de ligação em bits/segundo, após a contabilização de perdas devido ao múltiplo acesso;
5. aplicação ou padrões de tráco, sendo um dos parâmetros essenciais no de- sempenho dos protocolos de redes. Este parâmetro descreve a adaptação dos protocolos aos padrões de tráfego uniforme, não uniforme ou por rajadas; 6. A mobilidade dos dispositivos na rede, tratando um estudo de quando e
em que circunstâncias a correlação temporal e espacial é relevante para o desempenho de um protocolo de encaminhamento.
Com o uso destes e outros parâmetros de avaliação dos protocolos de rede Ad Hoc, faz-se a analise e teste aos protocolos referenciados ao longo do capitulo, avaliando o desempenho de cada um e a comparação dos resultados oferecidos por cada um destes. Contudo, um protocolo Ad Hoc deve funcionar de forma ecaz através de uma grande variedade de contextos de funcionamento e do ambiente onde é implementada.
Em resumo, as características e métricas de avaliação de desempenho dos pro- tocolos de rede apresentados, diferenciam as redes Ad Hoc relativamente às redes tradicionais com os ou redes infraestruturadas. De certa forma, nestas questões de avaliação do desempenho dos protocolos de redes sem os Ad Hoc, destacam-se as métricas de desempenho que podem ajudar e promover comparações signicati- vas do desempenho do protocolo em cada ambiente simulado. Assim, reconhece-se que cada um dos protocolos de redes Ad Hoc tendem a ser os mais adequados para contextos particulares das redes e menos adequados para outros.