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Utmarksbasert næringsutvikling og forholdet til kommunal planlegging i Stor-Elvdal19

Os benefícios da utilização das actividades participativas no projecto de design ultrapassam a sua utilidade no quadro do próprio projecto. Sanoff (2000) identifica quatro características fundamentais da actividade participava:

1. Participation is inherently good.2. It is a source of wisdom and information about local conditions, needs, and attitudes, and thus improves the effectiveness of decision making. 3. lt is an inclusive and pluralistic approach by which fundamental human needs are fulfilled and user values reflected. 4. It is a means of defending the interests of groups of people and of individuals, and a tool for satisfying their needs that are often ignored and dominated by large organizations, institutions, and their inflated bureaucracies. 3

As metodologias participativas podem ser encaradas como uma forma democrática de criar, seleccionar, hierarquizar e validar ideias, permitindo ao mesmo tempo que o utilizador ou cliente participe activamente no processo criativo.

Tal não significa que as metodologias participativas atenuem o papel do designer no processo; pelo contrário, este, para além de conceber possíveis soluções, tem aqui um trabalho acrescido de traduzir ou filtrar os objectivos do problema do design numa linguagem clara e perceptível ao “não-designer”.

Sendo este processo mais árduo, quais as mais-valias do uso de metodologias participativas para o designer? As vantagens, entre outras, são: permitir gerar o maior número de ideias possível, em tempo reduzido, para a criação de um conceito ou para a solução de um problema; e poder verificar quais as opções preferidas para um determinado grupo de pessoas.

Para além destas vantagens, existe uma enorme riqueza de informação que resulta destes encontros, riqueza essa que é igualmente benéfica para utilizador e para o designer. Existe, neste contexto, uma troca de experiências entre o designere o utilizador que ultrapassa o processo de design.

3 T. L.: 1. A Participação é inerentemente positiva. 2. É uma fonte de conhecimento e informação sobre condições, necessidades e atitudes locais, e isto melhora a assertividade das tomadas de decisão. 3. É uma abordagem inclusiva e pluralista através da qual são satisfeitas necessidades humanas fundamentais e se reflectem valores do utilizador. 4. É um meio de defesa dos interesses de grupos de pessoas e de indivíduos, e uma ferramenta para satisfazer as suas necessidades, as quais são frequentemente ignoradas e dominadas por grandes organizações e instituições, e as suas burocracias inflacionadas.

Participatory experience is not simply a method or set of methodologies, it is a mindset and an attitude about people. It is the belief that all people have something to offer to the design process and that they can be both articulate and creative when given appropriate tools with which to express themselves. (Sanders 2002)4

Não se trata de criar uma metodologia participativa apenas para ajudar o designer a resolver o seu problema de design; trata-se de criar um método de difundir o próprio processo de design: de democratizar o design.

As metodologias participativas podem ser vistas também como forma de divulgar o acto de design em si. Jones (1978) identificou esta necessidade, não apenas para divulgar a actividade propriamente dita, mas como necessidade de angariação de intervenientes para o processo.

Perhaps the most obvious sign that we need better methods of designing and planning is the existence, in industrial countries, of massive unsolved problems that have been created by the use of man-made things, e.g. traffic congestion, parking problems, road accidents, airport congestion, airport noise, urban decay and chronic shortages of such services as medical treatment, mass education and crime detection. These need not be regarded as accidents of nature, or as acts of God, to be passively accepted: they can instead be thought of as human failures to design for conditions brought about by the products of designing. Many will resist this view because it places too much responsibility upon designers and too little upon everyone else. If such is the case then it is high time that every one who is affected by the oversights and limitations of designers got in on the design act. (Jones 1978)5

Em relação ao valor atribuído ao envolvimento do público nos processos participativos, Sanoff (2000) refere a seguinte lista de indicadores, derivada das conclusões de um estudo levado a cabo por Lach e Hixson (1996):

1. Abertura do processo aos utilizadores/ co-responsáveis 2. Diversidade de pontos de vista

3. Participação efectiva

4 T. L.: A experiência participativa não é simplesmente um método ou um conjunto de metodologias; é uma atitude mental e uma atitude acerca das pessoas. É a crença segundo a qual todas as pessoas têm algo a oferecer ao processo de design, podendo ser quer articuladas, quer criativas, quando lhes são fornecidas as ferramentas apropriadas com as quais se exprimirem.

5 T. L.: Talvez o sinal mais evidente de que se precisa de mais e melhores métodos de design e planeamento é a existência, em países industrializados, de uma quantidade massiva de problemas por resolver, os quais foram criados por objectos feitos pelo homem, como sejam tráfego congestionado, problemas de estacionamento, acidentes rodoviários, congestionamento nos aeroportos, ruído dos aeroportos, decadência urbana, e limitações crónicas em serviços como apoio médico, educação para todos e detecção do crime. Estes não têm de ser considerados acidentes da natureza ou actos de Deus, de modo a serem passivamente aceites: ao invés, devem ser encarados como falas humanas na criação de condições desencadeadas pelos produtos de design. Muitos resistirão a esta visão porque ela coloca demasiada responsabilidade nos designers e pouca nas restantes pessoas. Se assim é o caso, então já é altura de todos aqueles que são afectados pelos lapsos e limitações dos designers se envolveram no acto do design.

4. Integração das preocupações dos utilizadores/co-responsáveis 5. Troca de informação

6. Poupança de tempo 7. Poupança de custos