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3.6 Det strukturelle perspektivet

3.6.3 Utledning av tredje hypotese

Como qualquer out ro sist ema vivo, sist emas sociais são comunicat ivos, quer dizer que eles produzem e processam inf ormações que podem ser vist as como mat éria prima básica do seu met abolismo com um ambient e selecionado. Devido à dist inção axiomát ica - f eit a pela t eoria - ent re sist ema e ambient e, o social enquant o sist ema se encont ra separado do seu ambient e psíquico e biológico. O sist ema social é vist o como compost o por comunicações, ist o é por t roca de mensagens e inf ormação. Os seres humanos enquant o pessoas e indivíduos não pert encem ao sist ema, mas f azem part e do seu ambient e de maneira que passa a const it uir algo como a razão ext erna da exist ência dele. Conf orme Hj∅rland; Nicolaisen (2005), t o be r i gor ous and consi st ent , syst ems t heor y had t o dr op al l r ef er ence t o act or s and t hei r sel f -i nt er pr et at i ons, whi ch wer e not hi ng but ‘ psychi cal syst ems’ t hat f or m par t of t he envi r onment f or ot her syst ems.

Tal pressupost o t eórico se adapt a sobremaneira à comunicação at ravés do Ciberespaço, onde ela ocorre inclusive "f isicament e" separada das pessoas e indivíduos. A dif erença ent re sist ema e seu ambient e é int ermediada exclusivament e por limit es de sent ido14. Áreas de sent ido – campos cognit ivos e do imaginário – passam a const it uir os principais “ t errit órios” em sist emas de inf ormação.

13 O t ermo co-sist ema indica que o sist ema evolui paralelament e com out ro, f ormando o seu

ambient e.

14 Sent ido = Aquilo que ocorre at ualment e mais t udo aquilo que a part ir daí é capaz de ocorrer.

Sent ido pode ser vist o como um est ado de percepção do sist ema, ou, se quiser, seu "observador int erno".

Pesquisas e f ormulações t eóricas nas áreas cient íf icas acima apont adas most ram como o processo de surgiment o - a gênese - de t ais sist emas, que via de regra se encont ra longe do equilíbrio, ocorre de maneira aut o-organizada, ut ilizando para t ais f lut uações que parecem casuíst icas. Longe do equilíbrio quer dizer: uma sit uação inst ável, caót ica, um pont o crít ico, uma mudança acelerada. Em t al est ado, f lut uações aparecem em massa.

A aut o-organização ocorre mediant e processos de inf ormação, os quais inst ruem e f uncionalizam est rut uras emergent es at ravés de realiment ação de t al f orma que aument am as chances de um colet ivo aut o-organizado a ser "apont ado" num processo de seleção social. Trat a-se, port ant o, de processos de inf ormação que levam uma organização ao "sucesso".

Na Sociedade de Inf ormação, o Ciberespaço e especif icament e a rede, por um lado, e as organizações sociais (empresas, equipes, depart ament os, part idos, et c.) por out ro lado, f ormam co-sist emas, servindo-se mut uament e de ambient e, o que aument a sua capacidade de aut o-organização. Em princípio, t al capacidade se baseia numa série de crit érios, a ver:

O sist ema const it ui seus próprios element os (inf ormações, mensagens) como unidades f uncionais. A int eração ent re sist ema cibernét ico e sist ema social (ambos vist os como operacionalment e f echados e separados) modif ica, assim, o grau de disponibilidade de element os f uncionalizáveis em pot encial;

Cada sist ema se ref ere a est a aut oconst it uição j á a nível "biogenét ico", ist o é

nas relações ent re os seus element os. Assim, o princípio da aut o-organização (suas regras e sua lógica) é permanent ement e reproduzido. Quando uma part e dest a aut oconst it uição depende da int eração ent re inf ormações do Ciberespaço e do sist ema social, t al dependência mút ua t ambém se reproduz e passa, assim, a f azer part e de cada sist ema, at ravés de int erpenet ração e acoplament o est rut ural;

Inf ormação – enquant o mat éria ou energia sócio-biogenét ica do sist ema - é processada de f orma aut oref erencial. O sist ema não se ref ere, port ant o, a uma "essência" ont ológica, a valores sociais "et ernos" ou a uma moral ou cost umes det erminados por f ora. Ele se const it ui e se modif ica merament e pelas incert ezas ("f lut uações") ocorrent es no próprio processo comunicat ivo

que se reproduz em t orno de cont eúdos const ruídos, que muit as vezes parecem surgir casuist icament e.

O sist ema se baseia num princípio de seleção que f az com que ele possa escolher de uma paisagem complexa de valores (dados, inf ormações) sem t ranspor os seus próprios limit es. Est a escolha é realizada em processos comunicat ivos. Para t al, o sist ema precisa de uma organização básica mut ualíst ica, quer dizer: uma at ribuição dos seus element os a unidades apt as para se comunicar, por exemplo palavras e imagens (LUHMANN, 1996). A disponibilidade de t ais unidades se mult iplica pela int eração ent re sist ema cibernét ico e sist ema social.

No processo de comunicação, uma série de element os composit ores se t ransf orma em inf ormação (seqüenciada em símbolos), que se replica (EIGEN; WINLER, 1989), passando a const it uir um produt o social aut o-organizado, independent e da consciência de um suj eit o humano15. É por isso que os sist emas virt uais do Ciberespaço podem acoplar-se ao processo de reprodução dos element os composit ores do sist ema ou organização social. A organização pode, assim, ser vist a como um sist ema dinâmico, impulsionado por condições ext ernas que f erem o seu equilíbrio (PRIGOGINE, 1996). O Ciberespaço pode, em det erminadas circunst âncias, const it uir uma dest as condições ext ernas.

Uma vez desequilibrado, surge um comport ament o complexo, imprevisível, que é caract erizado por correlações e f ormação de coerência ent re os element os. Novas est rut uras emergem.

Aplicamos aqui conceit os básicos e a abordagem de uma t eoria de sist emas sociais como part e int egrant e de uma t eoria geral de sist emas. Est a se baseia numa concepção part icular de comunicação enquant o processo f undament al que const it ui sist emas sociais. O Ciberespaço, nomeadament e a Int ernet ou rede como co- sist ema e ambient e de comunicação aument a as relações possíveis ent re os element os (mensagens), mult iplicando-os e ampliando assim os graus de liberdade e opções alt ernat ivas, o que realiment a o cont eúdo da própria comunicação. O sent ido de uma mensagem, em comparação com uma mensagem verbal ligada à int eração ou memória diret a sof re um alargament o imenso, em ext ensão e int ensidade, mesmo dent ro de um campo muit o específ ico.

15 O t ermo aut oref erência é separado do seu lugar clássico na consciência humana ou no suj eit o e é

Inf ormação é selecionada de um leque de possibilidades, de um horizont e de alt ernat ivas, que lhe dá sent ido. Inf ormação signif ica aqui um event o t emporalizado e perecível. Ela perde o seu valor quando é repet ida. Mas ela deixa um ef eit o est rut ural no sist ema, o qual, ent ão, j á não é o mesmo. Esses ef eit os servem ao processo de comunicação como horizont e de possibilidades para out ras comunicações dent ro do mesmo campo de sent ido. A noção de Weber de sent ido é aqui duplament e t ransf ormada. Primeiro, porque não se t rat a mais de sent ido individual de um suj eit o-agent e, mas de sent ido (signif icado) at ribuído por comunicações (at os ou produt os colet ivos). E segundo, porque esse sent ido inclui agora t odas as possibilidades de escolha que dele f azem part e, inclusive as não realizadas.

O papel do Ciberespaço, t omado ele próprio como sist ema não det erminíst ico de sent ido, consist e ent ão em cooperar (uma vez que conect ado, at ivado) com a t ransf ormação de dif erenças em inf ormação, em novidade, dif erenças essas emergent es no ambient e do respect ivo sist ema comunicat ivo.