5.1 Retten til kollektive forhandlinger og inngrepsadgangen
5.3.4 Utgangspunktene og rammene for inngrepsvurderingen
O programa piloto vem de encontro a tudo aquilo que foi referenciado anteriormente. Deste modo propõem-se a sua aplicação em três fases distintas.
Numa fase inicial propõem-se a aplicação do projeto a uma única unidade do CHTMAD, sendo este aplicado a um número restrito de doentes, cerca de metade dos utentes internados nesta unidade em questão, com previsão de alta durante o período de aproximadamente 6 meses. Após esta primeira fase, é realizada uma reunião de concelho, de modo a avaliar a eficácia do programa e quais os principais obstáculos encontrados, promovendo desta forma uma melhoria do mesmo.
Após a otimização do programa, segue-se então uma segunda fase, que consiste na aplicação do mesmo a todos as unidades que constituem o centro hospitalar, tendo como grupo controlo aproximadamente 50% dos utentes do CHTMAD e decorrendo durante o período de um ano. De forma a avaliar a eficácia do programa aplicado, são realizados inquéritos não só aos utentes, como também aos seus cuidadores com o objetivo de averiguar qual o seu grau de satisfação face aos serviços prestados durante a aplicação do projeto “To Care”.
Por último, este é assim aplicado a toda a comunidade de utentes que faz parte integrante do CHTMAD, durante um período indeterminado de tempo, com avaliações periódicas, nomeadamente auditorias internas e externas, tendo por base a Norma Nº. 018/2016, de 30 de dezembro.
C. Algoritmo do Programa de Reconciliação Farmacoterapêutica
O programa de Reconciliação Farmacoterapêutica pode ser aplicado em três momentos clínicos diferentes:
• Internamento hospitalar;
• Transferência entre unidades de saúde; • Alta hospitalar.
Geralmente a reconciliação farmacoterapêutica deve ocorrer 24-48h após o internamento hospitalar. No internamento hospitalar deve proceder-se à recolha da história farmacoterapêutica do doente, de forma o mais completa possível. A recolha da história clínica ocorre em cinco domínios distintos:
1. Fontes: os medicamentos que o utente traz para o hospital, receitas médica que possua, bulas de medicamentos que já utilizou, informação prestada pelo próprio utente, familiar ou outro prestador de cuidados.
2. Acesso: a forma como o doente obtém os medicamentos (comprados pelo doente ou disponibilizados)
3. Medicamentos:
• Medicamentos antes do internamento (nome, dose, via de administração, frequência, classe farmacoterapêutica);
• Formas farmacêuticas (spray, gotas, creme, implante injetável, etc.);
• Medicamentos homeopáticos, fitoterápicos, vitaminas e suplementos e antibióticos
4. Revisão de sistemas: avaliação neurológica, génito-urinária, gastrointestinal e motora; 5. Processo de uso: forma como o doente armazena os medicamentos, como é realizada
a sua administração e descrição de alergias.
Ainda no internamento hospitalar deve proceder-se à comparação da lista de medicamentos pré-internamento hospitalar com a prescrição feita aquando do internamento, e ainda comunicar e registar as discrepâncias encontradas e justificar as mudanças realizadas.
A reconciliação farmacoterapêutica a nível da transferência entre unidades de saúde ocorre quando não existe prescrição eletrónica. Aqui deve proceder-se à comparação entre a lista de medicamentos pré-internamento hospitalar + a prescrição à saída com a prescrição à entrada na unidade de saúde, bem como comunicar e registar as discrepâncias encontradas e justificar as mudanças realizadas.
A alta hospitalar também deve ser considerada um momento de reconciliação faramacoterapêutica, onde se deve ter em consideração a comparação da lista de medicamentos pré-internamento + prescrição de internamento com a prescrição aquando da alta. Também deve ser efetuada a comunicação e o registo das discrepâncias encontradas e justificar as mudanças realizadas. A orientação do doente ou do cuidador, também constitui uma atividade de reconciliação faramcoterapêutica importante no momento da alta, devendo considera-se ferramentas de adesão à terapêutica e Teach
Back.
O algoritmo do Programa de Reconciliação Farmacoterapêutica encontra-se esquematizado na Figura 1.
D. Considerações Finais
Tendo em conta as condições atuais da sociedade, a implementação de um sistema que vise a reconciliação terapêutica, torna-se assim uma vantagem, não só para os doentes em questão, como também para todos os profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados ao público em geral.
Este projeto, permitirá assim um controlo mais eficaz da terapêutica de cada doente, reduzindo os casos de polimediação, que são uma constante nos dias de hoje, que por sua vez, levará a um menor número de admissões a nível hospitalar e consequentemente a uma redução dos custos envolvidos em cada admissão.
A implementação do projeto “To Care” vem desta forma promover benefícios em diversas vertentes, nomeadamente a nível da prestação de cuidados de saúde, a nível económico e até mesmo social.
Referências Bibliográficas
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Foram e respondidos a 40 questionário,