• No results found

Utfordringer ved bruk av kvalitative metoder

As atitudes polivalentes de um profissional de Secretariado Executivo, segundo Neiva e D´Elia (2009), o fazem assumir um lugar importante nas organizações atuais, por isso, o estudo do agir secretarial vem ganhando crescente estima. Tal afirmação pôde ser vista nos anúncios analisados, como apresenta o Quadro 8, onde as atitudes exigidas foram nomeadas e ranqueadas, de acordo com o número de anúncios que solicitaram cada uma das atitudes apresentadas.

Quadro 8 - Atitudes exigidas aos profissionais de Secretariado Executivo

Atitudes exigidas Quantidade de anúncios

Organização 7 Pro atividade 6 Flexibilidade 6 Comprometimento 5 Desenvoltura 4 Liderança 4 Discrição 3 Profissionalismo 3

Fonte: Dados da pesquisa/2013..

À primeira vista, percebe-se que as diferença quantitativa expressiva. Embora, não faça parte do espoco deste estudo, acredita-se que as atitudes são mais bem analisadas no decorrer do processo de seleção do candidato. Porém, a presença das exigências das atitudes apresentadas no Quadro 8, indicam que, além de um profissional capacitado pelo conhecimento e pela técnica, o seu comportamento na organização tem sua grande relevância, como afirmam Baldwin, Bommer e Rubin (2008). De acordo com Fleury e Fleury (2004), o conceito de competência só alcança seu real significado, inserido no contexto organizacional, quando transforma-se em ação.

É importante ressaltar ainda que, de acordo com Dutra (2004), só se pode falar em competência quando a mesma é competência em ação, ou seja, apesar de requeridas com menor frequência nos anúncios, a atitude, o saber agir é imprescindível a todo profissional.

Foi exigida em sete anúncios a organização ou a maneira de agir de forma organizada. Tal exigência sugere que o profissional de Secretariado Executivo necessite dessa

forma de agir para conseguir gerir com êxito as competências múltiplas que lhe são indispensáveis no atual contexto do mercado de trabalho, como afirmam Bianchi, Alvarenga e Bianchi (2003).

Na realidade, as atribuições do secretário executivo são múltiplas e exigem dele essa organização, pois sem ela, ele corre o risco de perder-se em suas inúmeras atividades cotidianas. Como um agente de resultados, segundo Neiva e D´Elia (2009), o profissional de Secretariado Executivo precisa de organização para gerir seu tempo e o tempo do seu gestor.

A proatividade foi solicitada em seis anúncios. Essa atitude plena de iniciativa e antecipação, também revela a exigência de um profissional que não somente execute atividades operacionais (GUIMARÃES, 2006), mas que assuma uma postura de coparticipação no processo gerencial da empresa, que tenha uma visão holística dela e que assessore seu executivo de maneira ativa (NEIVA; D´ELIA, 2009), conquistando seu espaço na estrutura organizacional da empresa.

A flexibilidade remete à necessidade do profissional de ser um agente de mudanças, adaptando-se rapidamente a elas, apoiando seu gestor em suas decisões e, muitas vezes, promovendo mudanças no interior das organizações (NEIVA; D´ELIA, 2009). Essa capacidade de ser flexível no ambiente de trabalho em um contexto de rápidas transformações em todas as áreas devido à globalização e ao avanço tecnológico, faz do secretário executivo um profissional diferenciado no mercado (BIANCHI; ALVARENGA, BIANCHI, 2003).

Dentro da dimensão da flexibilidade, é possível associar esse tipo de atitude exigida do profissional de Secretariado com o que está descrito nas Diretrizes Nacionais para os cursos de Secretariado Executivo, quando as mesmas indicam que para o exercício da profissão é preciso saber lidar com modelos inovadores de gestão (BRASIL, 2005), modelos estes que são cada vez mais recorrentes no contexto organizacional atual.

Os dados obtidos quanto à necessidade de um profissional comprometido com a organização está relacionado ao fato de que o secretário executivo precisa ser um profissional que participa ativamente na consecução dos objetivos organizacionais, como um agente de resultados, de acordo com a teoria de Neiva e D´Elia (2009).

Quando se aborda a exigência do comprometimento, cabe a lembrança do conceito de entrega, desenvolvido por Dutra (2004). O autor afirma que além de possuir conhecimentos, habilidades e atitudes, o profissional precisa ser um agente de transformação, entregando-se a empresa com todas as suas competências e, desta maneira, agregar verdadeiro valor a ela.

A desenvoltura foi exigida em quatro anúncios. Essa atitude enquadra o profissional de Secretariado Executivo em um agente facilitador, conforme Neiva e D´Elia (2009) o apresentam, exercendo com excelência seu papel de comunicador na empresa, sendo um efetivo elo entre a alta gestão e os demais colaboradores e agindo como porta voz da diretoria.

A liderança também foi solicitada em quatro anúncios. O profissional de Secretariado Executivo tem sido cada vez mais introduzido nas organizações como líder de equipes, coordenando o trabalho de diferentes pessoas e ajudando o seu gestor também por meio do exercício da liderança. Segundo Neiva e D´Elia (2009), o espaço fértil para o crescimento da liderança do secretário executivo advém de sua posição estratégica na organização, onde ele se torna um formador de opiniões. Porém, para exercer tal liderança, as autoras ressaltam a necessidade de um profissional facilitador das relações, com aptidão para construir relações interpessoais sadias no ambiente de trabalho.

Vale ressaltar que a liderança exigida também reforça o que afirma Dutra (2004), quando afirma que o conhecimento das competências ajuda a explicar a relação entre as pessoas e a empresa, ou seja, tal conhecimento torna mais propício o desenvolvimento da liderança dentro da organização.

Discrição e profissionalismo foram atitudes exigidas em três anúncios cada uma. Por exercer uma função de confiança, e entendendo o profissionalismo como uma postura ética e responsável no trabalho, os resultados vão ao encontro do Código de Ética do Profissional de Secretariado Executivo (BRASIL, 1989). A relação entre discrição e comportamento ético pode ser feita por meio do que versa o Artigo 6º ao frisar a necessidade que existe do secretário agir com ética diante de tanta informações privilegiadas que ele possui, guardando sigilo absoluto sobre assuntos e documentos que lhe são confiados.

De fato, as atitudes exigidas do profissional de Secretariado Executivo dispostas nos anúncios analisados, traçam o perfil de um profissional organizado, participativo e comprometido. Nas Diretrizes Nacionais, Brasil (2005), no Artigo 4º, o perfil traçado do profissional é de alguém com “iniciativa, criatividade, determinação, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência das implicações e responsabilidades éticas do seu exercício profissional”.

Não obstante a dissonância cognitiva, que segundo Baldwin, Bommer e Rubin (2008) trata-se da incompatibilidade entre o comportamento e a atitude, é necessário frisar a importância da atitude no meio organizacional, pois com pressões sociais ou mesmo verticais dentro da empresa, o secretário executivo precisa agir com profissionalismo e ética

independente das circunstâncias que o rodeiam e do comportamento dos demais colaboradores. E é essa união entre o discurso e a ação (BITENCOURT, 2005), que faz com que o secretário conquiste a confiança dos seus gestores, que ele tanto necessita para o exercício exímio de sua profissão.

Em sua posição organizacional estratégica, o comportamento ético, líder e flexível do secretário tem feito com que sua presença seja cada vez mais imperativa nas empresas de hoje, que estão descobrindo um profissional polivalente e multifuncional que se adequa às necessidades do mercado de trabalho atual. No próximo capítulo, serão expostas as considerações finais da presente pesquisa, de acordo com os dados obtidos e analisados.