5 Oppsummering og forslag til endringer
5.2 Forslag til forbedringer i lovverket
5.2.3 Utfordringer knyttet til etablering av nytt lovverk
Qual efeito? DEFINE AS ATITUDES E AS CONDUTAS.
Essa trajetória histórica (tempo) e as culturas e saberes (território) criam valores, crenças e ações que ancoram as representações sociais desses sujeitos assentados sobre os saberes que buscam na escola para o seu projeto de vida
FONTE: Elaborado pela autora desta pesquisa
A opção de trabalharmos a partir das topologias é porque elas nos permitem visualizar os elos de uma grande teia de sentidos que formam os saberes de mulheres e homens de uma comunidade. Neste caso, a Topologia, aqui apresentada, funda-se numa relação dialética entre os seus elementos constituidores: Quem sabe? O que sabe? E qual efeito?
Desta forma a primeira pergunta (Quem sabe?) remete às condições nas quais ocorrem a produção e a circulação das representações sociais dos assentados. Neste estudo, essas
7 Segundo Junqueira (s/d) e Dixmier (1981), a topologia refere-se ao "layout físico" e ao meio de conexão dos
condições de circulação encontram seus referenciais, no campo psicossocial, que articula a perspectiva do desejo pela terra que determina o seu projeto de vida de ser assentado. Um campo de significações no qual foram constituídas as características identitárias de ser Trabalhador da Terra que mobilizaram sujeitos nas produções de histórias individuais e coletivas, de formação dos territórios de assentamentos.
A segunda pergunta (o que sabe?) delimita o campo representacional, a partir do tempo e do espaço. No nosso estudo constitui-se tanto a partir da trajetória histórica (que marcou as histórias brasileiras de desejo da terra, e as histórias locais de constituição do assentamento CIDAPAR, histórias de conflitos, lutas e construções de assentamentos de um cenário nacional ao local) quanto da visualização do assentamento como um território de produções culturais e de saberes produzidos e produtores dos sujeitos assentados.
A terceira questão (com que efeito?) remete aos significados e consensos que guardam entre si as representações sociais dos saberes que os assentados buscam na escola, bem como suas diferenças, e, a análise e discussão das relações entre as representações sociais dos saberes dos sujeitos assentados. Isso significa compreender a elaboração consensual desse coletivo de mulheres e homens assentados na perspectiva de um conjunto de significados que este grupo atribuiu a um determinado objeto. Neste caso saberes escolares para o seu projeto de vida.
Desta forma, tentamos compreender, neste estudo, as representações sociais que mulheres e homens assentados possuem sobre os saberes que buscam na escola para o projeto de vida. Significa investigar a elaboração consensual de um conjunto de significados que o grupo atribui a um objeto, no caso os saberes que buscam na escola. E, as diferenças que marcam a presença das singularidades em função dos sentidos, interpretações e vivências que cada um desses sujeitos atribui aos saberes escolares.
Entendemos o território cultural do assentamento em relação ao estudo das representações sociais, como o cenário da construção do senso comum, que se constituiu nas relações sociais, em um contexto histórico de valores e regras, que, por sua vez, articulam processos psicossociais. Esses processos mobilizaram as construções das Representações sociais que definem o grupo, no caso dos assentados, sobre a forma de pensar, sentir e agir em relação aos saberes escolares que se vinculam ao projeto de vida.
Desse modo, a partir da Topologia da estrutura lógica das representações sociais que mulheres e homens assentados possuem em relação aos saberes que buscam na escola para o seu projeto de vida, construímos a conexão dos elos e nós que compuseram a rede de análise
da nossa elaboração. Essa construção nos subsidiou na definição das dimensões deste estudo que se conectam entre si: a perspectiva do desejo da posse da terra; a trajetória histórica de constituição dos assentamentos; a Produção Cultural e de saberes dos assentamentos, ancorando, dessa forma, as representações sociais que mulheres e homens assentados possuem sobre os saberes que buscam na escola para o seu projeto de vida. Conforme o gráfico a seguir:
Figura 5-DIMENSÃO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
FONTE: Elaborado pela autora desta pesquisa
A caracterização de cada uma das dimensões, por si só, não é suficiente para defini-la e tornar independente uma das outras, uma vez que estas características coexistem com as demais. Elas correspondem, conjuntamente, a uma representação imagética das questões básicas que utilizamos para materializarmos as tópicas deste trabalho.
Essas dimensões, como fenômeno cognitivo, social e afetivo das representações sociais, constituem uma rede de sentidos da vida mental individual e coletiva dos sujeitos que as constroem. Assim, elas configuram-se como produto e processo que nos propusemos analisar concomitantemente, na perspectiva de atender aos requisitos necessários para realização de uma pesquisa neste campo de conhecimento.
Desta maneira, procuramos, a partir dos elos das tópicas, articular nessas três
os saberes escolares que necessitam para o referido projeto, isso implicou em apreender os sentidos construídos por esses sujeitos nas relações sociais e condições materiais de sua existência.
Nesse sentido, nossa preocupação com a definição do lócus e com os sujeitos dessa pesquisa, configurou-se em uma necessidade de selecionarmos um Projeto de assentamento e uma comunidade que pudesse nos dar elementos, para analisarmos a relação entre a procura pelos saberes escolares e projeto de vida dessas mulheres e homens assentados. O nosso contato com os Projetos de Assentamento Federal, por ocasião do desenvolvimento do Projeto Alfa/cidadã nordeste paraense, nos possibilitou estabelecer alguns critérios para a escolha do lócus de nossa pesquisa.
1.3 Rompendo as matas: definindo assentamento, comunidade e identificando sujeitos
Diante do nosso objeto de estudo, as representações sociais que mulheres e homens do assentamento possuem sobre os saberes que buscam na escola para o seu projeto de vida, estabelecemos como parâmetro para a escolha do assentamento o nível de participação e interesse dos sujeitos assentados pelo processo de alfabetização que desenvolvemos nessa região nas áreas de assentamento.
O Projeto Assentamento Federal CIDAPAR, segundo INCRA (2007), situa-se na Mesorregião do Nordeste paraense com a área territorial 275.180,0390 ha, na fronteira de três municípios do Nordeste paraense: Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá e Viseu. É importante ressaltar que esses dois últimos municípios, emancipados na década de 1990, faziam parte do município de Viseu. Portanto, no Plano geral de ocupação do Território de 1992 em destaque na lupa no mapa abaixo o Projeto de Assentamento Federal CIDAPAR, pertencia ao município de Viseu.
Cabe ressaltar, conforme o destaque no mapa esse território, é recortado pelo território indígena desde 1945, como área da Reserva Indígena Alto Rio Guamá. (FUNAI/ processo nº 3.094/82) o que termina por ampliar a complexidade de ocupação humana nessa região.
Mapa 2-LOCALIZAÇÃO DO TERRITÓRIO DO ASSENTAMENTO CIDAPAR NA