2 Organisering av pensjons- 5.7.4 Avvikling av fellespensjonskasse
6.1 Innledning
Kannekens et al. (2010) afirmam que nos programas de desenvolvimento de jovens jogadores os treinadores devem ser encorajados a dedicar maior atenção às habilidades táticas e, em especial, ao posicionamento em campo e à tomada de decisão.
Para Wein (2007) os treinadores modernos, em vez de se centrarem na execução das diferentes habilidades, devem ensinar aos seus jogadores a entender todos os aspetos do jogo. Ao longo do tempo, os treinadores devem, cuidadosamente e de maneira progressiva, desenvolver capacidades importantes como a perceção, a análise de situações de jogo e a correta tomada decisão sob condições de pressão. Para o mesmo autor (2007), os treinadores têm de inventar e reinventar constantemente os seus exercícios consoante o escalão que treinam e adaptarem-nos mental e fisicamente ao seu grau de complexidade, pois é inconcebível fazer o mesmo exercício num escalão de
54
juvenis e benjamins, por exemplo. Salienta ainda que a prática deve ocorrer em contexto de jogo e os treinos terem menos exercícios analíticos; que as crianças/jovens devem ter a hipótese de jogar em todos os estatutos posicionais (para descobrirem os papéis e funções das mesmas) e em espaços reduzidos (estimular criatividade) pois quanto mais o jogador está envolvido mais o seu estimulo de desenvolvimento da criatividade aumenta; os jovens jogadores não devem ser pressionados constantemente pelos treinadores para passarem a bola rapidamente, com vista a um melhor jogo de equipa, pois os que tratam a bola como a sua melhor amiga são frequentemente mais criativos do que aqueles que aceitam tudo que o treinador pede – deve-lhes ser permitido improvisar a sua maneira de jogar e assumir riscos sem medo de falhar.
Ruiz (2013) salienta que muitos treinadores nas suas sessões de treino procuram, insistentemente e de maneira repetitiva, que os seus jogadores aprendam a conduzir a bola, a controlá-la, a passá-la e a rematar de diferentes formas, para que desta forma alcancem um alto domínio técnico. No entanto, durante os jogos, quando os jogadores querem reproduzir de maneira mecânica estas habilidades técnicas, deparam-se com a oposição do adversário e das situações de jogo, que os impede de executar de forma eficaz aqueles mesmos gestos aprendidos.
O mesmo autor (2013) acrescenta que numa determinada ação de jogo – passe, remate, oposição ao adversário que conduz a bola – estão presentes fatores técnicos e físicos, mas antes disso há uma análise da situação, uma resolução mental e depois uma resolução motora. A análise, como é óbvio, pode não ser a melhor e, neste caso, a relação tática e técnica será deficiente. Pode também fazer uma análise excelente e escolher uma resolução tática que não é a melhor – fruto, por exemplo, da “lógica” do Futebol, adquirida a praticar e jogar muito na infância – e também, perante uma correta análise e uma boa decisão tática, a ação técnica pode ser executada com pouco ou nenhum acerto. O jogador que quer triunfar no Futebol tem de correr, mas dificilmente o conseguirá se o seu cérebro não trabalhar com uma maior velocidade que as pernas.
55
O Futebolista é inteligência em movimento e nele, a habilidade, a destreza técnica aperfeiçoam-se como elementos automatizados através da repetição, mas, ao mesmo tempo deve-se conseguir uma adaptação tática às situações de jogo. Isto implica que atribuamos uma maior importância às noções, motivos e às capacidades e habilidades mentais. Ou seja, uma aprendizagem coerente do Futebol: entendimento do jogo, domínio da situação, tomadas de decisão, antecipação e execução. Isto conseguimo-lo não através de treinos analíticos, mas sim através de situações reais de jogo em contexto treino, como jogos reduzidos. Citando o mesmo autor (Ruiz, 2013, p. 85), “a minha experiência diz que se deve dedicar 75% do treino ao coletivo e 25% às particularidades individuais dos Futebolistas”.
Tal não implica, como referem Galustian e Cooke (2012), que com vista ao desenvolvimento ao nível da performance, se conjugue prazer e divertimento. Clubes e academias de elite utilizam métodos como o Coerver Coaching, tanto como uma metodologia nos seus treinos como em treinos adicionais (específicos/especializados) individuais para a potencialização e aperfeiçoamento das habilidades técnicas específicas do Futebol, nos jovens jogadores. Esta metodologia tem como principal objetivo ensinar/educar de uma forma profissional uma metodologia de treino estimulante e eficaz no ensino da técnica de futebol no mundo, sendo a técnica individual a base de tudo.
Esta metodologia desenvolveu uma pirâmide (Figura 17) do desenvolvimento do jogador que começa na relação com bola (toque, controlo), seguida do domínio do passe e da receção, passando para o nível seguinte que onde são treinadas situações 1x1 ofensivas/defensivas (gestos técnicos para manter a posse de bola e criar espaço e timing para passes, movimentações ou finalização), seguida da velocidade (mental e física, com e sem bola, aceleração, reação, decisão), passando para o nível da finalização (capacidade de finalização) e, finalmente, jogos grupo reduzidos (small sided games).
56
Figura 17 – Coerver Coaching: pirâmide de desenvolvimento do jogador (Galustian, 2012: 22)
Este método inclui também uma pirâmide de movimentos (Figura 18) cuja base são as mudanças de direção, seguido das mudanças de velocidade e mudanças de direção. Os criadores do método, afirmam que o método de ensino passo-a- passo, vai progressivamente aumentar a confiança e o domínio dos gestos em situações de pressão real.
Figura 18 – Coerver Coaching: pirâmide de movimentos, (Galustian, 2012: 25)
Fazem uma ponte (Figura 19), onde começam nas skills (aperfeiçoamento de gestos técnicos através da repetição deliberada), stretching (aumento da pressão através de condicionantes como adversários) e sucess (utilização do gesto técnico de forma efetiva em jogo; exercícios e jogos reduzidos com a presença de adversários).
57
Figura 19 – Coerver Coaching: ponte para o sucesso, (Galustian, 2012: 31)
2.5.4.2.3 Metodologias e modelos de ensino enquanto