5 Tabeller og dokumentasjon av undersøkelsen
5.2 Utdrag fra dokumentasjonsrapporten for omnibusundersøkelsen
Apresentamos um breve perfil dos sujeitos da pesquisa quanto à idade, etnia, gênero e local que estudaram antes do PROEJA.
Os educandos entrevistados no ano de 2010, quatro tinham a idade entre 21 e 25 anos, um tinha idade entre 26 e 30 anos e dois tinham acima de 31 anos.
A pessoa é considerada adulta a partir dos 18 anos de vida. A vida adulta, no entanto, não é uma única fase. Ela passa por várias etapas distintas. A vida adulta pode ser dividida em três fases: até por volta dos 40 anos há o adulto jovem; dos 40 aos 60 anos há o adulto maduro e esse período é conhecido por meia idade; dos 60 anos em diante inicia a velhice. No nosso caso, consideramos que todos os jovens e adultos da primeira turma do PROEJA estão na fase de adulto jovem.É importante destacar que segundo o PNAD, um terço da população rural é formado por jovens. Portanto, os dados dos jovens e adultos do PROEJA do CAVN, reproduzem a concentração etária da população rural encontrada hoje no Brasil.
Ao observamos os dados e fazermos uma análise mais educativa percebemos que mais da metade do educandos pesquisados estão inseridos na faixa “regular” destinada ao ensino superior (18 a 24 anos) no Brasil. No entanto, por motivos diversos estes adultos jovens não tiveram acesso à universidade na idade considerada “regular” pelos órgãos governamentais. Esta situação considerada de distorção idade/série ocorre com maior frequência nos jovens do campo.
Furtado (2008), em recente pesquisa realizada na cidade de João Pessoa para sua dissertação de mestrado em Educação da UFPB, reflete que a presença dos jovens na EJA se configura como uma nova chance para a volta aos estudos, porém grande a parte das escolas não está preparada para receber estes jovens, por isso o jovem “não irá superar a sua situação social e viver a sua condição juvenil como sujeito de direito. Fracassados quando ainda eram crianças, fracassados quando chegam à EJA, por um processo de escolarização que continua excluindo” (p.98).
Quanto a cor dos educandos pesquisados 29,4% se declararam da cor branca e 70,6% se declaram da cor parda e nenhum educando se declarou da cor preta, quando da efetivação da matrícula.
GRAFICO 1 Cor os educandos pesquisados
Fonte: Dados da pesquisa
Estes dados demonstram que o curso do PROEJA do CAVN, nesta turma especificamente, não está incluindo os jovens e adultos negros que vivem como desempregados, subempregados, analfabetos, encarcerados e são, na sua grande maioria jovens de classe social considerada “inferior”. Portanto, podemos aferir que um dos princípios do PROEJA, que é a inclusão de pessoas desvalidas socialmente na escola, não está sendo preliminarmente atendido, pois não encontramos jovens e adultos que se declararam pretos entre os educandos pesquisados.
Segundo os dados referentes ao sexo dos educandos pesquisados da primeira turma do PROEJA do CAVN, destacamos que entrevistamos uma mulher e sete homens. Esta representação feminina não condiz com a realidade da turma, visto que, na primeira turma a predominância era de mulheres, sendo 67,6% mulheres e 32,4% eram homens. Porém, como já destacamos, nossa intenção era entrevistar os educandos que tinham concluído o estágio supervisionado, por isso só foi entrevistada uma mulher.
Quanto ao estado civil apenas 3educandos eram casados e destes, dois deles eram do sexo masculino e um do sexo feminino os demais eram solteiros.
Tendo em vista que o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros atende ao longo dos seus 87 anos adolescente de várias cidades da Paraíba e da região Nordeste, o curso do PROEJA também apresenta esta mesma realidade. Dos educandos entrevistados 62,5% é do estado da Paraíba, 12,5% natural e residente no estado do Rio Grande do Norte e 12,5 % natural de Sergipe e 12,5% natural do estado de Goiás.
Uma da justificativa mais provável para penetração do colégio nestas comunidades é a forma de divulgação que ocorre todos os anos, no período de inscrição para a prova de seleção. Normalmente, são os educandos veteranos que se encarregam de divulgar, nas suas cidades (escolas, padarias, igrejas, bancos, etc.) e nos meios de comunicação locais, o processo de seleção, com isso sempre temos educandos de várias cidades da Paraíba e do Nordeste.
GRAFICO 2 Naturalidade dos educandos pesquisados
FONTE: Dados da pesquisa
Com relação ao local onde os educandos do PROEJA concluíram o ensino fundamental, 14,7% concluiu na EJA e os demais 85,3% concluiu na rede pública regular de ensino.O que representa um dado bem positivo pelo fato do CAVN atender a clientela oriunda da escola pública, mas, tratando-se de EJA realmente o
público pertence aos segmentos das camadas populares desassistidos pelas políticas públicas, especialmente a de educação.
GRAFICO 3 Local de conclusão do Ensino Fundamental dos educandos pesquisados
FONTE: Dados da pesquisa
Como não existia educandos que concluíram seus estudos na rede particular de ensino, é possível inferir que os mesmos advêm das camadas mais pobres da população. A educação, nesse sentido,representa um papel importante ao cumprir uma função bastante reparadora de aspectos deficitários, consequentes de uma socialização em condições pouco favoráveis.
Apresentamos abaixo, as entrevistas com os jovens e adultos do curso Técnico de Nível Médio Agrícola, habilitação Agropecuária, integrado ao Ensino Médio na Modalidade Jovens e Adultos – PROEJA. Salientamos que, mesmo correndo o risco de ao apresentar as narrações inicialmente dos educandos pesquisados para em seguida apresentar a discussão dos indicadores das categorias teóricas identidade e reconhecimento nos tornamos em alguns momentos repetitivos, ressaltamos que a escolha de tal organização se baseou nas apresentações das construções biográficas advindas do método biográfico
desenvolvido por Alheit (2007), da tese de Diniz (2010) e da dissertação de Lucena (2009).