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3. Merknader til kapitler på utdanningsområdet

3.1 Utdannings- og forskningsdepartementet - administrasjon

Com a multiplicação de indústrias ligadas ao mobiliário no concelho de Paços de Ferreira, maioritariamente constituídas na década de 70, em 1988, é criada a Associação Industrial do Concelho de Paços de Ferreira (AICPF). O objetivo era dar apoio às indústrias da região, caraterizadas na sua maioria pela pequena dimensão, permitindo assim que estas tivessem acesso aos mesmos meios de informação que as grandes empresas. As instalações onde esta associação operava tornaram-se insuficientes e para fazer face às necessidades foram construídas de raiz novas instalações, em 1992, com a designação de Parque de Exposições da Capital do Móvel. Estas são constituídas atualmente por pavilhões expositivos como o nome indica, salas de formação, auditório e salas de serviços administrativos, no total com uma área de 14.000 metros quadrados. No concelho existia uma outra associação, a Associação de Comerciantes. Com a finalidade de alargar a área de atuação dos industriais e dos comerciantes estas uniram-se em Julho de 1996 originando Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF). Desta forma era possibilitada a inserção de todos os setores de atividade em apenas uma associação. Outra alteração com vista ao alargamento desta associação foi no âmbito geográfico, deixando de estar limitada ao concelho de Paços de Ferreira e permitindo que empresas de outros concelhos fossem membros desta. Uma vez que a indústria de mobiliário na AEPF se verificou o setor com maior peso, a maior parte das ações protagonizadas pela AEPF são centradas neste campo com a realização de feiras de mobiliário como principal ação para a divulgação das empresas e seus produtos. (Fonte: www.aepf.pt)

As feiras de mobiliário de Paços de Ferreira são designadas como Feira Capital do Móvel. A primeira feira nasceu por iniciativa da CMPF, em 1984, nas instalações da escola secundária da cidade. Começou por designar-se Feira Agro-Industrial, posteriormente Feira Industrial e Agrícola e finalmente Capital do Móvel. Longe vão os tempos das primeiras edições onde se verificava um número de vistantes (provenientes de todo o país e não só) muito expressivo e não existiam espaços vazios nos pavilhões expositivos tal era a procura de comerciantes e compradores do mobiliário aqui produzido. Durante muitos anos, este concelho foi conhecido e afirmou-se no

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mercado pela garantia de qualidade de construção de mobiliário dada pelos produtores à semelhança do que aconteceu na Fábrica Grande.

Houve da parte da AEPF a vontade de, a partir dos anos 1990, promover iniciativas que implantassem a importância do design nos produtos fabricados na região. No entanto, sem grande sucesso (na generalidade), principalmente em relação às questões plásticas. Este é o reflexo da política empresarial aqui instalada, da ausência de design próprio com profissionais qualificados para a função, muitas vezes recorrendo a pequenas alterações a cópias de outros produtos e a recursos humanos muito pouco qualificados, mais da área técnica do que da criativa. Estas iniciativas não se mostraram consistentes uma vez que não tiveram grande eco e não tiveram uma escala capaz estimular a competitividade das empresas associadas.

A AEPF dedica-se também à formação profissional subsidiada, promovendo cursos que enriqueçam intelectualmente a população ativa da região. Todavia, os cursos de formação não são especificamente desenhados para o sector mobiliário, sendo muito generalistas e pouco exigentes. A participação em eventos internacionais é uma outra atividade que pretende promover juntos dos associados, no entanto é pouco expressiva uma vez que a estrutura financeira e logística da maioria das empresas não lhes permite aceder a estes eventos, associado ao enorme risco financeiro que este investimento implica face ao seu tipo de produtos. Em boa verdade, empresas detentoras destas capacidades podem fazê-lo por sua própria conta ou com associações que têm representações internacionais mais fortes. O apoio técnico (real) mais comum dado às empresas associadas é relativo à obtenção de certificações ambientais, higiene e segurança no trabalho e de qualidade.

É abrangente a atuação que a AEPF pretende, porém é questionável que uma associação que nasce da vontade de corresponder às necessidades de modernização e informação, assim como o apoio das pequenas empresas (a maioria no concelho), trabalhe sobretudo para quem tem o poder estrutural e financeiro de conseguir chegar aos seus conselhos empresariais, as empresas maiores.

A imagem da marca Capital do Móvel ficou aquém das expectativas. Sabe-se que várias empresas com sucesso no concelho não querem estar associadas a esta marca e a Paços de Ferreira enquanto produtor de mobiliário, por considerarem que não é prestigiante mas, pelo contrário, uma marca associada a algum amadorismo empresarial e sem preocupações no âmbito do design que hoje mais do que nunca as tornam competitivas. A falta de especialização da associação, assim como o afastamento das premissas que a criaram, deixando para trás os

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as empresas associadas com mais necessidades, pode ter contribuído para o declínio da estabilidade industrial no concelho. A sensibilização para questões de construção de uma marca e dos seus produtos relacionada com imagem, design de produtos, comunicação, distribuição, marketing foi desprezada, preocupando-se apenas com as vendas. Hoje o conceito “marca” é de extrema importância no mercado, e este só é conseguido com muito empenho por trás do que é visível. Na generalidade, em Paços de Ferreira, o conceito de marca foi pouco ou nada trabalhado.

Se na AEPF fossem executadas ao longo destes anos todas as atividades ambicionadas, com seriedade e responsabilidade, seria provável que não se tivesse assistido a uma falência tão grande na região, com o encerramento exponencial de empresas que se tem verificado nos últimos anos. As promessas que estavam na agenda da AEPF ficaram na nuvem do possível.