2 METODE
2.4 Ut i felten: valg av enhet og intervjuobjekter
O estudo realizado demonstra que a IO somada à TI podem contribuir para a melhoria dos conceitos da instituição. Especificamente, a IO provê à instituição um processo pelo qual ela pode perceber sua real situação, que é auxiliada e enriquecida pelo uso da TI.
As entrevistas realizadas e o estudo de caso apresentado mostram claramente que os resultados alcançados através do uso da IO somada à TI podem ser melhorados pela adoção de três práticas importantes: a inclusão, no PDI, de objetivos claros e métricas de avaliação para os planos da instituição, a implantação de um processo contínuo de avaliação e análise do PDI com base nos resultados das avaliações da instituição e o envolvimento dos profissionais que fazem parte da instituição, particularmente seus docentes, na análise das informações e no desenvolvimento de propostas de melhoria, incluindo processos, regras e planos.
A definição de objetivos claros para a instituição no PDI, em conjunto com as métricas de avaliação dos resultados alcançados, são críticos para a instituição. Objetivos comunicam aos colaboradores da IES o rumo desejado da instituição, reduzindo incertezas, orientando e tornando mais eficientes o trabalho da instituição como um todo, uma vez que todos os esforços são realizados em direção a objetivos comuns. Além disso, conforme identificado nas entrevistas, esses objetivos pré- declarados apresentam ao avaliador a medida mínima de sucesso para a instituição (conceito 3). Diante desses objetivos, instituições que apresentam resultados superiores aos estabelecidos podem alcançar conceitos mais elevados. Quanto menos claros e específicos os objetivos estabelecidos no PDI, mais difícil a avaliação, que se torna mais sujeita à subjetividade do avaliador.
Objetivos claros permitem aos profissionais de inteligência e TI construírem visualizações que incluam esses objetivos como parte das informações apresentadas, tornando ainda mais evidente o progresso da instituição frente aos seus objetivos. Aliados a técnicas de projeção de resultados, como linhas de tendência e outras técnicas semelhantes, o gestor pode perceber se está caminhando para não alcançar seus objetivos, alcançá-los ou excedê-los, que, do ponto de vista da avaliação do SINAES é a situação desejada.
Outra prática importante para as IES é a implantação de ciclos contínuos e frequentes de autoavaliação. Processos de sensoriamento e percepção bem implantados e auxiliados pela TI aceleram a coleta e análise de dados, e permitem ciclos mais frequentes de avaliação. Com isso, IES podem realizar um maior número de ajustes em sua conduta, seus planos ou objetivos. Esses ajustes, quando bem concebidos e implantados, podem garantir que a IES alcance a conceituação almejada. Finalmente, IES reúnem em seu quadro de funcionários profissionais altamente capacitados em diversas áreas do conhecimento. Esse capital intelectual, se efetivamente combinado em prol de objetivos comuns, possui um imenso potencial para inovação. IES necessitam encontrar meios de somar esse capital intelectual à gestão da IES, e com isso encontrar novos e criativos meios de trabalhar os problemas cotidianos, e, com isso, revelar as inovações que podem levar ao desenvolvimento das vantagens competitivas que lhes destacarão no mercado de serviços educacionais.
Aqui também as TICs têm um papel central, pois podem conectar as pessoas de diversas formas, distribuindo entre os interessados tanto as visualizações, relatórios e dashboards produzidos pelos sistemas de BI, quanto análises, observações ou opiniões desses indivíduos. Da intersecção dessas avaliações nascem as ideias que levam às inovações.
12 CONCLUSÃO
Instituições de ensino superior brasileiras, particularmente aquelas do setor privado, vêm sofrendo constantes pressões competitivas de várias origens, como o aumento do número de competidores, mudanças nas demandas de qualidade mínima das agências governamentais reguladoras ou pressões internas, como o problema crônico da evasão.
Para que possam se destacar nesse ambiente competitivo hostil, IES precisam aprimorar suas operações, tanto em seu modelo de gestão quanto na maneira com que se relacionam com seus clientes. A partir do conhecimento mais profundo de sua operação, e das necessidades e desejos de sua clientela, que são seus alunos, a IES pode melhorar processos, criar produtos e desenvolver laços com seus alunos que vão além do relacionamento mercantil.
Para que conheçam melhor seus clientes as IES precisam de informação. O ciclo de inteligência de Choo (2002) apresenta uma estrutura na qual IES podem construir seus processos de inteligência, que envolve a coleta, análise dos dados, a tomada de decisão e a ação, pautadas nas estruturas e regras da instituição.
Em IES de médio e grande porte a execução do ciclo de inteligência seria praticamente inviável sem o auxilio da TI. A TI permite à instituição capturar e processar o grande volume de dados gerados pela sua operação diária, e sumarizar esses dados de forma que possam ser utilizados eficientemente para a tomada de decisão.
A TI também oferece às IES ferramentas que auxiliam e enriquecem a capacidade do gestor de perceber e compreender sua situação atual. Entre essas ferramentas estão os sistemas de BI e a mineração de dados.
Sistemas de BI permitem à organização entender sua situação em um contexto histórico, com visualizações, gráficos e relatórios que oferecem uma interação rica e diferenciada com o dado. Essas interações oferecem oportunidades ao gestor de desenvolver insights que seriam mais dificilmente desenvolvidos pela análise de relatórios tradicionais.
A mineração de dados é outra ferramenta de inteligência que promove a compreensão da realidade da instituição, por meio da descoberta de padrões em grandes volumes de dados, que seriam dificilmente percebidas sem o uso desse recurso. A mineração de dados trás à instituição, entre outros benefícios, a capacidade de realizar projeções futuras, permitindo ações no presente que venham a mitigar desvios de curso prognosticados.
Esta dissertação demonstrou, de maneira pragmática, como o ciclo de inteligência pode ser utilizado por instituições de ensino superior privadas de médio porte, que tenham por objetivo melhorar sua qualidade de ensino por meio do uso da informação apoiada por ferramentas de TI. Tomando por base as exigências do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) do MEC, a dissertação mostra, por meio das análises realizadas e dos estudos de caso apresentados, passos concretos que a instituição pode tomar para implantar o ciclo de inteligência Choo (2002) e utilizar ferramentas de BI e KDD para compreender sua situação presente, prognosticar situações futuras, e tomar decisões que orientem seu curso em direção aos objetivos estabelecidos em seu planejamento estratégico.
Espera-se que a implantação de um processo de inteligência bem concebido, pautado nas regras estabelecidas pelas agências reguladoras, aliado ao uso de ferramentas de TI tragam melhorias na qualidade do ensino e na conceituação da instituição. Essas melhorias passam, necessariamente, por ciclos mais curtos de autoavaliação, auxiliado por ferramentas que permitam o rápido processamento, análise e compreensão da situação da instituição. IES capazes de implantar essas mudanças poderão, finalmente, realizar os benefícios almejados.
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