5.1 Implementation drivers
5.1.6 User satisfaction
Em área de cultivo de cana-de-açúcar pertencente à Usina Rio Brilhante, localizada no município de Rio Brilhante (MS) (21°48'07" Sul e 44°32'47" Oeste), foram realizadas amostragens de ovos, lagartas, pupas e adultos de D. saccharalis, sendo iniciadas a partir do aparecimento das primeiras folhas e terminadas no momento da colheita. As coletas ocorreram de 25 de outubro de 2002 a 30 de junho de 2003.
Devido a instalação da estação meteorológica no município de Rio Brilhante (MS) ter ocorrido no ano de 2006, os dados meteorológicos utilizados referem-se à estação meteorológica automática da Embrapa Agropecuária Oeste, localizada a 60
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54°49'5.65" Oeste), disponíveis no endereço eletrônico http://www.cpao.embrapa.br/clima.
3.4.1.1 Amostragens de posturas de D. saccharalis
As amostragens de posturas foram realizadas semanalmente em cinco pontos ao acaso em cada área experimental. Em cada ponto de amostragem foram avaliados cinco metros de plantas na linha de plantio da seguinte forma: partindo do carreador, entravam-se 10 metros dentro do canavial (seguindo a linha de plantio) e avaliava-se o primeiro metro linear de plantas; andavam-se mais 10 metros e avaliava-se outro metro linear e assim por diante até completar cinco metros lineares. Terminando uma amostragem, caminhava-se ao redor da área e, ao acaso, escolhia-se outro ponto de amostragem onde era repetida a metodologia anterior. Esse sistema foi repetido até completar cinco pontos amostrais.
Durante as avaliações foram observadas todas as plantas do metro linear procurando posturas de D. saccharalis. Quando encontradas, as posturas eram contadas, com o auxílio de um plástico quadriculado (LOPES, 1988) e coletadas aderidas as plantas, ou seja, recortando-se a porção vegetal na qual estava a postura. Elas eram acondicionadas em sacos plásticos e levadas ao laboratório. No laboratório, as posturas foram colocadas em caixas plásticas (9 cm de diâmetro x 2 cm de altura) e mantidas em temperatura de 25°C, UR de 70% e fotofase de 14 horas. Após 5 dias, as posturas foram novamente analisadas para quantificação dos ovos parasitados e dos ovos não parasitados. As amostragens de ovos tiveram início em outubro e terminaram em março; nos meses de abril, maio e junho foram realizadas apenas amostragens de adultos e lagartas que já haviam adentrado no colmo e amostradas pupas.
3.4.1.2 Amostragens de lagartas e pupas de D. saccharalis
Lagartas recém eclodidas foram amostradas na parte externa da planta; lagartas que já haviam penetrado no colmo também foram amostradas e separadas em menores e maiores que 1,5 cm e foram também amostradas pupas. Para as lagartas recém-eclodidas, foram realizadas amostragens semanais da mesma forma que em 3.4.1.1, ou seja, foram avaliadas as canas de cinco pontos amostrais, sendo
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que cada ponto era constituído de cinco metros lineares de planta espaçados de 10 em 10 metros.
Para a contagem do número de lagartas recém-eclodidas, em cada metro linear de amostragem foram observados os entrenós na região da primeira bainha que estava afastada do colmo. Neste local, foi contado o número de lagartas recém- eclodidas e/ou o número de orifícios de entrada no entrenó.
Para a amostragem das lagartas que já tivessem perfurado o colmo e amostragem das pupas, quinzenalmente foram coletados 100 colmos ao acaso em cada área experimental. Os colmos foram abertos com o auxílio de um facão e foi contado o número de internódios total, o número de internódios broqueados, o número de lagartas e o número de pupas, assim como o número de lagartas mortas devido a parasitoides. Nos meses de abril, maio e junho foram amostradas apenas lagartas que já haviam penetrado o colmo, além de pupas.
3.4.1.3 Amostragem de machos adultos de D. saccharalis
Para avaliar a flutuação na quantidade de adultos, foram utilizadas armadilhas contendo fêmeas virgens para a coleta de machos. Para tanto, duas fêmeas virgens de D. saccharalis obtidas em laboratório, foram levadas ao campo logo após a emergência e foram aprisionadas em gaiolas teladas fixadas às armadilhas.
As armadilhas foram compostas por uma base metálica utilizada como suporte para uma bandeja com água e detergente (para quebrar a tensão superficial da água), onde os machos foram capturados. As fêmeas foram posicionadas cerca de 15 cm acima da bandeja com água, sendo protegidas por um telhado de folha de zinco, posicionado sobre as mesmas. As laterais das armadilhas foram abertas para facilitar a dispersão do feromônio das fêmeas e a aproximação dos machos, que eram atraídos pelas mesmas e capturados na bandeja. A armadilha foi sustentada na área por um cano de ferro rosqueado em outro de menor diâmetro, permitindo assim a regulagem da altura, mantendo as armadilhas sempre tangenciando a cultura. Foram realizadas vistorias a cada três dias em cada armadilha, sendo retirados e quantificados os machos atraídos e substituídas as fêmeas virgens.
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3.4.1.4 Análises estatísticas
Foram realizados testes de correlação de Pearson comparando-se as coletas de lagartas e pupas com machos capturados, assim como, de machos capturados com parâmetros climáticos. Levando-se em consideração o ciclo biológico observado, foram realizados testes correlacionando o número de machos capturados com lagartas ou pupas coletadas na mesma semana, na semana seguinte, duas e três semanas à frente. Para a correlação de machos capturados com fatores climáticos, correlacionou-se, por exemplo, a temperatura média de determinada semana com a coleta de machos na mesma semana, na semana seguinte, duas e três semanas à frente. Assim como correlacionou-se machos capturados de D. saccharalis, dentro das faixas de atuação determinadas pelos fatores climáticos, com lagartas pequenas, lagartas grandes e pupas de D. saccharalis, na mesma semana, na semana seguinte, duas e três semanas à frente.
Verificou-se o ajuste do modelo de exigências térmicas descrito no item 3.3.1 aos dados obtidos a respeito da dinâmica populacional de D. saccharalis em cana- de-açúcar, visando a previsão das diferentes fases do desenvolvimento de D. saccharalis e seu controle biológico.