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3. E FFECTS OF M ACONDO ACCIDENT ON POLICY , REGULATIONS AND ORGANIZATIONS

3.3. United Kingdom

Os desastres acontecem de forma repentina em um determinado lugar, diante de uma determinada população vulnerável a eventos adversos, que se encontra preparada ou não, e sofrem com impactos negativos tanto físicos como sociais nos locais atingidos.

O termo desastre é referido como sinônimo de desgraça, infortúnio e má sorte (SILVA,1998). Para entender “o desastre é usualmente entendido como algo de natureza ruinosa e desoladora que se traduz numa situação de emergência, para a qual é imprescindível uma intervenção imediata”. De acordo com Silva (1998), desastre é entendido como “um acontecimento não rotineiro que provoca uma disrupção social, cujo seu grau de impacto reflete em grande parte, o tipo e o grau de preparação de uma determinada comunidade para lidar com os riscos naturais e tecnológicos”.

Segundo Quarantelli (1989), o desastre, do ponto de vista da sociologia, representa uma manifestação de uma fraqueza em uma estrutura ou sistema social.

As agências internacionais definem desastre como “uma severa ruptura ecológica e psicológica, que excede a capacidade de enfrentamento da comunidade afetada” (WHO, 1992,

apud COÊLHO in CFP, 2011, p.9-27).

De forma similar, a Estratégia Internacional para Redução de Desastres (ISDR), da Organização das Nações Unidas (ONU), define desastre como: “uma séria interrupção no funcionamento de uma comunidade ou sociedade que ocasiona uma grande quantidade de mortes e igual perda e impactos materiais, econômicos e ambientais que excedem a capacidade de uma comunidade ou sociedade afetada para fazer frente à situação mediante o uso de seus próprios recursos” (BRASIL, 2010).

Fig. 35: Destroços da espaçonave recolhidos após o acidente Fonte: NASA, 2014.

Marcelino (2008, p.10), aborda os conceitos dos desastres naturais e percebe que os mesmos podem ser simplificados como resultado do impacto de um fenômeno natural extremo ou intenso sobre um sistema social, causando sérios danos e prejuízos que excede a capacidade dos afetados em conviver com o impacto.

O desastre é o resultado de um evento ou mais, anormal, que ocorrem pela ação da natureza ou provocado pela ação do homem, sobre um determinado local, ocasionando danos humanos, materiais, ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais.

Para o órgão de Proteção e Defesa Civil, no Brasil, para que haja um desastre, é preciso que ocorra um evento adverso com certa magnitude que possa provocar danos e prejuízos.

Segundo este órgão, “emergência faz referência ao reconhecimento, pelo poder público, de uma situação anormal, provocada por desastre, gerando, a partir destes, danos superáveis pela comunidade afetada; desastre é resultado de eventos adversos, sejam eles naturais ou provocados pelo homem, sobre um eco sistema vulnerável. Os desastres promovem danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais” (UFSC/CEPED 2009, p.116).

Segundo Castro (1999, p.133), os desastres podem ser classificados quanto à intensidade, evolução e origem. Nessa classificação, considerando a intensidade, os desastres podem ser de nível I (desastres de pequeno porte), nível II (desastres de médio porte), nível III (desastres de grande porte), e nível IV (desastres de muito grande porte).

Quanto à evolução, os desastres se classificam em:

 Súbitos ou de evolução aguda, caracterizados pela rapidez com que evoluem;  Graduais ou de evolução lenta, que evoluem progressivamente ao longo do tempo;

 Somação de efeitos parciais, que se caracterizam pela somação de numerosos acidentes,

como exemplo os acidentes de trânsito.

Em relação a sua origem, os desastres são classificados em:

 Naturais, quando são produzidos por fenômenos e desequilíbrios da natureza e causados

por fatores de origem externa que independem da ação humana;

 Humanos quando resultam de ações ou omissões humanas e estão intimamente

relacionados com as atividades do homem enquanto agente ou ator. São provocados por fatores de origem interna;

 E por fim, são classificados com desastres mistos quando resultam da soma entre

Os desastres podem deixar sequelas e consequências irreparáveis para famílias, classes, comunidades, sociedades e povos. Ao longo dos anos a ocorrência de grandes desastres em áreas distintas fez com que estudos e pesquisas fossem desenvolvidos e amplamente divulgados.

Os desastres já ocorridos em usinas de energia nuclear, setor de transporte ferroviário e aéreo, setor de telecomunicações, e aeroespaciais são exemplos de áreas, embora distintas, mas que carregam consigo a característica comum de consequências negativas pós-desastre.

O caso o ocorrido no setor de transporte da Alemanha, é um exemplo clássico de desastre, quando do descarrilamento do trem bala. Já faziam mais de 30 anos que não haviam ocorrido acidentes fatais, quando e, 3 de junho de 1998 na cidade de Eschede, um trilho rachado tirou alguns vagões da linha, provocando o desalinhamento colidindo no poste de sustentação de uma ponte que passava por cima dos trilhos. O capotamento dos vagões ocasionou na morte de 101 pessoas.

O setor do transporte aéreo também foi alvo de desastres. Em 25 de julho de 2000, em Paris, um supersônico Concorde da empresa Air France, teve seu pneu de um dos trens de pouso estourado ocasionando a ruptura do tanque de combustível e consequentemente um incêndio que ocasionou na morte de 109 pessoas. Da mesma forma, a queda de um Boeing 747 da Japan Airlines, em 1985, culminando na morte de 520 pessoas.

Um dos maiores desastres ocorridos no setor aeroespacial foi a explosão da Challenger e da Columbia, ônibus espaciais que tinham como missão levar homens ao espaço, foi encerrado com o acidente fatal. Em 28 de janeiro de 1986, um defeito nos tanques da Challenger e o vazamento de combustível no lançamento findaram na explosão da nave e a morte dos sete tripulantes. Já a Columbia, foi incinerada quando reentrava na atmosfera, os sete tripulantes morreram.