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Unidirectional ring laser: The Haken-Lorenz model

In document Modeling semiconductor ring lasers (sider 42-46)

II.4 Hierarchy of ring lasers dynamical models

II.4.1 Unidirectional ring laser: The Haken-Lorenz model

Observa-se que há uma tendência crescente de que pessoas, organizações, empresas e diversos segmentos existentes na sociedade estabelecem relações entre si constituindo redes. No entanto, o termo “rede” é comumente utilizado para denominar alguns tipos específicos de relações que se contrapõem ao modelo burocrático tradicional de organização.

Para Castells (1999), as redes são estruturas abertas capazes de se expandir de maneira ilimitada, integrando novos nós desde que consigam se comunicar dentro da rede, isto é, compartilhem os mesmos códigos de comunicação, como valores ou objetivos de desempenho. Nesse sentido, a empresa em rede é a forma organizacional da economia global, tendo em vista que organizações bem-sucedidas são capazes de gerar conhecimentos e inovações e processar informações com eficiência.

Nesse contexto, a unidade operacional real se torna o projeto empresarial possibilitado por uma rede, em vez de organizações individuais ou agrupamentos formais de empresas. As informações circulam pelas redes: redes entre empresas, redes dentro de empresas, redes pessoais e redes de computadores. Assim, as novas tecnologias de informação são decisivas para que esse modelo flexível e adaptável funcione de fato (CASTELLS, 1999).

Para Castells (1999), há um processo contraditório na constituição das redes, pois, apesar de serem organizadas em paradigmas oriundos das esferas dominantes da sociedade, a tecnologia e as relações técnicas de produção se difundem por todo o conjunto de relações e estruturas sociais, penetrando no poder e na experiência e modificando-os. Para o autor, existe uma interação dialética entre sociedade e tecnologia:

Parece haver uma lógica de excluir os agentes da exclusão, de redefinição dos critérios de valor e significado em um mundo em que há pouco espaço para os não iniciados em computadores, para os grupos que consomem menos e para os territórios não atualizados com a comunicação. Quando a Rede desliga o Ser, o Ser, individual ou coletivo, constrói seu significado sem a referência instrumental global: o processo de desconexão torna-se recíproco após a recusa, pelos excluídos, da lógica unilateral de dominação estrutural e exclusão social (CASTELLS, 1999, p. 41).

Assim, a empresa horizontal é uma rede dinâmica e estrategicamente planejada com base na descentralização, participação e coordenação (CASTELLS, 1999). Para esse autor, o desempenho de uma rede dependerá de dois de seus atributos fundamentais: a conectividade, que é a capacidade estrutural de facilitar a comunicação sem ruídos entre seus componentes; e a coerência, na medida em que há interesses compartilhados entre os objetivos da rede e os de seus componentes.

Nas palavras de Ventura e Darbilly (2004), tradicionalmente as organizações se caracterizavam por estruturas burocráticas, verticais, de relações fortemente hierárquicas. Essas estruturas foram capazes de dar conta das

exigências de uma época em que a incerteza não era tão grande. Todavia, as empresas se tornaram mais enxutas e horizontais, e isso aconteceu como resposta à necessidade de lidar com um ambiente em constante mudança e em virtude da complexidade de atores sociais existentes.

Na maioria dos estudos sobre redes, há um consenso de que todas as organizações se situam em redes sociais, pois se relacionam a conjuntos de pessoas, empresas etc. ligados por meio de relações sociais de um tipo específico e, assim, devem ser analisadas como tais (VENTURA; DARBILLY, 2004). No entanto, todas as organizações podem ser consideradas redes, uma vez que mantêm relações mais ou menos intensas e volumosas, por diversos motivos, com outras empresas. Diante disso, é importante entender as razões e condições em que as organizações estabelecem ligações e trocas com outras.

Há organizações do terceiro setor que relutam em aceitar as práticas administrativas do âmbito privado. Todavia, encontram-se num dilema, dado que a escassez de recursos tem exigido também um reposicionamento dessas organizações em busca da sobrevivência. Assim sendo, a teoria administrativa tradicional para organizações do terceiro setor deve ser utilizada com cautela, buscando-se preservar a identidade e as características da organização (VENTURA; DARBILLY, 2004).

Em razão das alterações na relação Estado versus sociedade, destacando o enfrentamento atual da questão social e o incentivo ideológico do capital à participação da sociedade civil, é importante considerar a relevância desse debate. Isso se deve, sobretudo, às repercussões diretas no acesso e no reconhecimento dos direitos sociais, bem como no fazer profissional dos envolvidos na intervenção social.

No atual panorama das ONGs, pode-se afirmar que elas estão inseridas na lógica da reestruturação do capital que viabiliza a retratação do Estado diante das contradições sociais. Convém salientar que tais organizações representam um espaço de contradição, pois, ao mesmo tempo em que se inserem na lógica do terceiro setor, podem trazer contribuições importantes à garantia de direitos – por isso, suas ações não devem ser desqualificadas e/ou rejeitadas; daí a as contribuições que elas trazem para o público LGBT.

De acordo com dados do IBGE (2015), apenas 7,7% dos municípios do Brasil elaboraram políticas específicas para a população do grupo LGBT até o ano de 2014. Nesse sentido, das 5,5 mil cidades existentes no país, apenas 431 possuem ações e/ou políticas afirmativas com o intuito de proteger esse grupo. Quando se leva em consideração a existência de ações nos estados, o percentual salta dos 7,7% para 92,6% (basta que uma cidade de um estado tenha a política para que este apareça como ativo no levantamento29). Cumpre destacar algumas conquistas em âmbito nacional e nas principais cidades brasileiras.

Uberlândia está entre essa pequena parcela das cidades brasileiras que possui ações afirmativas em prol da minimização do grupo LGBT, a exemplo de Secretarias, Núcleos, ONGs e outros. Passa-se, então, a entender o processo de estruturação dessas instituições no município estudado, mas a princípio é necessário verificar os principais fatores que geram esses movimentos, como a organização de determinada camada da sociedade para lutar pela aquisição de direitos, a minimização e o combate ao preconceito. Descrever-se-á como se estruturam as ONGs em Uberlândia, além de suas principais áreas de atuação.

29 Os dados foram retirados das Informações Básicas Estaduais (Estadic 2014) e das Informações Básicas Municipais (Munic 2014). O objetivo desta pesquisa era traçar um perfil dos estados e municípios do Brasil. Foram analisadas diversas questões sobre temas como recursos humanos, comunicação e informática, educação, saúde, direitos humanos, segurança pública, segurança alimentar, inclusão produtiva e vigilância sanitária (IBGE, 2015).

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