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3 Oversikt per departementsområde 3.1 Statsministerens kontor

5 Departementets oppfølging

3.7 Justis- og beredskapsdepartementet

3.7.5 Undersøkelser

Das paredes ensaiadas na terceira série, apenas duas foram reforçadas somente com injecção da calda comercial caracterizada na secção 3.4. Para tal, adoptou-se o procedimento que se descreve a seguir, de uma forma sequencial:

 execução dos furos, para introdução dos tubos de injecção, com uma ligeira inclinação em direcção à base da parede e uma profundidade suficiente para atingir o pano externo contrário ao da execução dos furos (uma profundidade de cerca de 200 mm);

 limpeza dos furos com ar comprimido para remoção de pó resultante da sua execução;

 fixação dos tubos de injecção (tubos de plástico transparente de 10 mm de diâmetro), penetrando na parede cerca de 1/3 a 2/3 da espessura do pano externo a partir da face de execução do furos, sendo estes posteriormente selados com silicone (ver Figura 5.9a);

 injecção de água para verificar se os tubos de injecção estavam activos ou inactivos (isto é, permitiam ou não a injecção de água, respectivamente) e para

proceder ao humedecimento do material da parede, pelo menos 24 horas antes da injecção;

 selagem das faces transversais com espuma de poliuretano (ver Figura 5.9b) e selagem das fissuras dos dois paramentos da parede, susceptíveis à ocorrência de fugas de calda, com silicone;

 injecção da parede, com a calda de injecção preparada segundo o procedimento recomendado pelo fabricante (ver secção 3.4) e previamente filtrada, recorrendo a um dispositivo de injecção por pressão (ver Figura 5.9c).

(a) (b) (c)

Figura 5.9 – Reforço das paredes de alvenaria de três panos com injecção: (a) pormenor dos tubos de injecção; (b) selagem das faces transversais com espuma de poliuretano; (c) dispositivo de injecção por pressão (“pressure pot”).

Também no caso da aplicação deste tipo de reforço, a execução dos furos para fixação dos tubos de injecção, foi realizada com o esquema de transporte montado, aplicando um ligeiro pré-esforço de compressão nas paredes, pelas mesmas razões referidas anteriormente na descrição do reforço através de pregagens transversais. Mesmo assim, o dano introduzido pela vibração, fez-se notar através da abertura de fendas bem visíveis nos paramentos das paredes. De facto, a necessidade de execução de uma maior quantidade de furos que na técnica das pregagens transversais, obviamente, é um factor que introduz maior dano nas paredes reforçadas com esta técnica e portanto, deverá ser um aspecto a ter-se em consideração na comparação das duas técnicas.

Note-se que a injecção foi realizada em apenas em um dos lados da parede, pois a sua espessura reduzida não justificaria a injecção de ambos os lados, o que aliás seria

desaconselhado, pois exigiria a execução de uma maior quantidade de furos, traduzindo- se em maior dano em cada uma das paredes. Como tal, a execução dos furos e fixação dos tubos de injecção foi realizada de apenas um dos lados, executando-se dois furos por cada junta horizontal e seguindo, ao longo de toda a altura do paramento, uma distribuição geométrica dos furos triangular (ver secção 2.3.2). O afastamento vertical entre tubos não foi constante, aliás até foi bastante variável, correspondendo à altura das fiadas de pedra, ou seja, de 100 a 200 mm. Relativamente ao afastamento horizontal, variou entre os 250 a 300 mm, devendo-se esta inconstância à tentativa de localizar os tubos de injecção em zonas de intersecção das juntas horizontais com as juntas verticais ou em zonas de maior espessura da junta, tentando-se ao máximo evitar furar a pedra. Um outro aspecto que se teve em consideração na localização horizontal dos tubos, foi o afastamento às faces transversais, ou seja, tentou-se evitar tubos demasiadamente próximos destas faces, uma vez que na execução dos furos poder-se-iam destacar as pedras adjacentes a essas faces, e por ventura durante a injecção a pressão nessas zonas poderia ser demasiadamente elevada, destruindo a selagem realizada com a espuma de poliuretano. Por outro lado, o afastamento demasiado dos tubos poderia levar à injecção incompleta da parede.

Para evitar fugas de calda pelas faces transversais (ver secção anterior), houve a necessidade de proceder-se à sua selagem com espuma de poliuretano, de forma a garantir a injecção completa das paredes. A selagem poderia ser conseguida com outro material, como por exemplo uma argamassa de secagem rápida, no entanto a aplicação de um material dessa natureza, provavelmente, introduziria nas paredes uma maior rigidez axial e maior resistência, para além das adicionadas pela própria técnica de reforço, o que é de todo inconveniente, pois a sua introdução adicionaria variáveis adicionais ao estudo. Por outro lado, a espuma de poliuretano como é um material resiliente, não introduz praticamente rigidez nem resistência adicionais na parede, e para além disto, como é o material permeável ao ar, permite a saída de parte do ar dos vazios, durante a injecção.

Para além de se tentar conter possíveis fugas pelas faces transversais, também se tentou minimizar as possíveis pelos paramentos dos panos externos, aplicando silicone (também este um material resiliente) nas fendas de maior largura e portanto, suspeitas para ocorrência de fugas de calda durante a injecção.

Em termos práticos, a selagem resultou bastante bem, tendo ocorrido apenas algumas fugas pelos paramentos das paredes, facilmente contidas com pequenos

pedaços de jornal colocados nas fendas (ver Figura 5.10a). Também nas faces transversais ocorreram algumas fugas que, apesar de desta vez não promoverem grandes perdas de material, não foram tão facilmente contidas, tendo mesmo sido necessário interromper a injecção de uma das paredes, durante 1 a 2 horas, para que estas estancassem. Isto demonstra a grande penetrabilidade característica de uma calda de injecção.

A injecção, propriamente dita, foi realizada sob pressão, recorrendo-se a um dispositivo de injecção denominado “pressure pot” na literatura inglesa. Com utilização deste dispositivo, pretendia-se realizar a injecção sob pressão constante, isto é, o dispositivo de injecção foi regulado para fluir a calda de injecção com uma pressão de 1.0 bar. Além disso, a injecção completa de uma destas paredes por gravidade demoraria várias horas, enquanto que com este dispositivo, a injecção de cada parede demorou em média cerca de 2 horas.

A injecção iniciou-se pela linha de tubos de injecção inferior e assim progressivamente até à linha de tubos superior, tal como as regras da boa prática da aplicação desta técnica indicam. A injecção de cada linha iniciava-se por um dos tubos de injecção (ver Figura 5.10b) e era dada como completa quando calda fluísse por um dos tubos adjacentes, que normalmente seria o restante da respectiva linha. Contudo, em algumas situações correspondeu a um dos tubos da linha superior, demonstrando que ao mesmo nível os vazios poderiam não apresentar inter-comunicação. Em seguida o tubo injectado era selado (ver Figura 5.10c) e caso o tubo por onde a calda fluísse fosse o da mesma linha também era selado, injectando-se seguidamente um dos tubos da linha seguinte. Caso o tubo por onde calda fluísse fosse o do nível superior, injectava-se a parede através do restante tubo do mesmo nível que se estava a injectar. Em algumas situações o processo de injecção foi interrompido antes de existir fluimento de calda por qualquer dos tubos adjacentes, uma vez que se detectava que não estava a ser injectada calda alguma.

A quantidade de calda injectada por parede, em termos médios (inclui a parede reforçada com pregagens transversais e injecção), foi de 28.5 dm3 (admitindo que as perdas de calda de injecção foram mínimas), correspondendo a um consumo médio do volume de calda de injecção por volume de parede de 15%, sendo semelhante a valores encontrados em outros trabalhos experimentais, ver Tabela 5.4. Admitindo que todos os vazios das paredes injectadas foram preenchidos e que o volume dos vazios do pano interno, de cada parede, é muitíssimo superior ao volume de dos vazios que constituíam

as fendas dos panos externos e os espaços entre panos, obtêm-se uma percentagem média de vazios do pano interno de 33%, que se insere dentro do intervalo pretendido (30 a 40%).

(a) (b) (c)

Figura 5.10 – Injecção das paredes de alvenaria de três panos: (a) selagem de uma fenda do paramento de um dos panos externos com papel de jornal; (b) injecção por um dos tubos de injecção; (c) selagem de um tubo de injecção.

Tabela 5.4 – Consumo médio do volume de calda de injecção por volume de parede e percentagem média de vazios do pano interno de outros trabalhos experimentais.

Autor Consumo médio do volume de calda de injecção por volume de parede (%)

Percentagem média de vazios do pano interno (%) Miltiadou (2008) 10 - Toumbakari (2002) 15 45 Valluzzi et al. (2001) 15 52 Vintezileou et al. (1995) 10 35 Vintezileou et al. (2008) 10 37