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2. Materiale og metoder

4.2. Undersøkelse av mikrobiotaen på tettegras

Depois do Ñangaré começa a matança ou sacrifício dos animais. É valido esclarecer que ao uso de animais, plantas e diferentes materiais dentro do ritual se lhe denomina ebbó. O significado desta palavra é sacrifício. O mesmo ancora-se na crença de que a oferenda aos antepassados é indispensável para obter um beneficio com propósitos definidos. É através destes que os santeros e as santeras desviam o perigo, a desgraça, o infortúnio das pessoas. Por meio dos sacrifícios

se estabelece uma relação direita entre os seres humanos (que segundo a filosofia de vida da Santería, são seres criados para servir as divindades, com limitadas possibilidades para resolver por eles mesmos determinadas dificuldades) e o mundo supra-sensível, que pode ser de grande ajuda para aqueles que respeitam a ética de vida da comunidade

santera165.

Quando as pessoas realizam este ritual, elas estão cientes de que com o cumprimento de seu dever religioso, ganham o direito de serem retribuídas com o afastamento ou o desaparecimento do perigo, se for o caso, ou com a reafirmação do bem estar. O fato de os adeptos da Santería fazerem o que este sistema religioso estipula como correto proporciona a satisfação psicológica, e o restabelecimento do equilíbrio das pessoas envolvidas.

O sacrifício é um ritual no qual o sangue dos animais constitui o elemento central, pois através do mesmo reativa-se o axé e estreita-se a união com as diferentes divindades. Adrián Hernández de Sousa salienta que “o sangue é o elemento vital, da mesma maneira que apreciamos nossa vida apreciamos o sangue. Este é o princípio fundamental do sacrifício, ao oferecer-se o sangue do animal está-se oferecendo, de fato, a vida do ser humano”166.

O objetivo principal desse ritual é alimentar as energias sagradas, ativar e alimentar a força vital dos orixás. Nele oferecem-se o sangue e partes importantes do

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BALBUENA GUTIÉRREZ, Bárbara. Las celebraciones rituales festivas en la Regla de Ocha, p. 48- 49.

165 HERNÁNDEZ de SOUZA, Adrián. El sacrificio en el culto de los orichas. La Habana: Ediciones Ifá

Tumó, 1998, p. 16. 166

corpo dos animais, tais como cabeça, vísceras, patas, penas. Os animais oferecidos tornam-se os mensageiros das petições e dos agradecimentos dos crentes que participam e daqueles que pessoalmente oferecem o ritual. O sacrifício na Santería é um meio que propicia prosperidade e vida longa às pessoas que o praticam. O odú Oyekú Meyi refere que “aquele que sacrificar será absolto, o sacrifício é libertação, a vida é um processo de dar para receber”167. Através dos sacrifícios se restabelece a harmonia entre o àiyé/mundo visível e o òrun/mundo invisível.

Os sacrifícios devem ser feitos por um axogún, filho de Ogum, o orixá dono dos metais, das facas e de todos os instrumentos e aparelhos feitos com metais, sejam eles do tipo que for. Os filhos de Ogum nascem com o direito de realizar os sacrifícios para os orixás.

O ritual que dá início ao sacrifício não é público. Só participam pessoas afilhadas à casa; o axogún com seus ajudantes, que às vezes não são da casa; algumas pessoas amigas, que podem assistir com o consentimento da iyalocha ou babalocha. Segundo diferentes autores168, a única coisa que se sabe no que diz respeito a este sacrifício, é que os orixás são consultados no decurso da cerimônia através dos búzios. Estes são considerados os porta-vozes dos orixás. De um lado, os orixás, através dos búzios, dão a aprovação para a realização da celebração, e, de outro, os congregados corroboram, através da referida consulta, se o andamento do ritual se desenvolve segundo as exigências das divindades.

O espaço litúrgico dessa parte é o igbodú, o quarto dedicado aos orixás. Nele se colocam os assentamentos para que as energias, a força vital dos orixás que está contida neles, sejam reativadas e renovadas com os sacrifícios.

Depois de consultados os orixás e com o consentimento destes começa a matança dos animais. Sacrificam-se animais de quatro pernas (sacrifício maior) e de duas pernas (sacrifício menor). O ritual consta de três momentos: invocação aos orixás (consiste em invocar os orixás para receber as oferendas), apresentação das oferendas às divindades (apresenta-se aos orixás materiais, plantas e animais a serem oferecidos e expõe-se as petições e necessidades da comunidade), e a matança dos animais. Embora estes três passos sejam comuns a todas as Casas Templo, o jeito de realizá-los é uma decisão que

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HERNÁNDEZ de SOUZA, Adrián. El sacrificio en el culto de los orichas, p. 15. 168

Cf. AJO LÁZARO, Clara Luz. O corpo na festa do sagrado: uma proposta teológica litúrgica que recupera o corpo como espaço do sagrado, BALBUENA GUTIÉRREZ, Bárbara. Las celebraciones rituales festivas en la Regla de Ocha, e HERNÁNDEZ de SOUZA, Adrián. El sacrificio en el culto de los orichas.

compete ao santero ou à santera da Casa Templo. Não há regras escritas, nem normas, nem estruturas fixas para estas celebrações.

Nessa parte do ritual, participam o axogún e seus ajudantes; o oriaté, que é o santero ou santera encarregada de dirigir a liturgia deste ritual; o osainista, que é o especialista nas ervas; e as pessoas autorizadas pelo santero ou pela santera da Casa Templo onde se realiza o ritual.

A matança de animais demora aproximadamente cinco horas, a depender do número de orixás a que se rende sacrifício. Depois de encerrada a matança, efetua-se o repouso aos santos, momento do ritual que tem a finalidade de propiciar o repouso do sangue, das vísceras e das penas dos animais sacrificados nos assentamentos de cada um dos orixás169.

3.2.1.4 Dar coco aos orixás e Oru de Igbodú, Oru seco ou Oru de