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6. METHODOLOGY

6.5 F UNCTIONAL FORM AND SPECIFICATION

Equações tradicionais

O transporte de água quente através do material de PPR causa modificações nas características do mesmo. Isso se dá devido à exposição durante um período de tempo à variação de temperatura. No caso do aumento de temperatura, ocorre a dilatação térmica; enquanto no caso da diminuição de temperatura ocorre a contração térmica. (AMANCO, 2010)

Uma vez que o tubo é submetido a uma variação de temperatura, ele sofre uma variação no seu comprimento. Se este tubo encontra-se livre, suas variações de comprimento estarão, portanto, livres e não serão desenvolvidas tensões internas ou reações nele.

Porém, se o tubo estiver fixado, nesses pontos de fixação aparecerão reações, bem como aparecerão tensões internas no tubo. Quanto mais completa e maior for a fixação, maiores serão as tensões internas e reações no tubo (TELLES, 2006). Dessa forma um tubo cujas extremidades estão fixas, no momento que sofrer o aumento de temperatura e que não puder dilatar (pois tem suas extremidades fixas), fará uma força nos dois pontos de fixação tendendo a afastá-los. Essa força será equivalente à compressão do tubo de um comprimento igual à dilatação que teria se tivesse livre. Segundo a Lei de Hooke, tem-se na expressão 6:

Eq. 6

Em que:

= área de material da seção transversal do tubo (cm²) = dilatação livre do tubo (m)

= comprimento do tubo (m)

= módulo de elasticidade do material (kgf/cm²)

Telles (2006) explica que na equação supracitada, , seria a tensão interna S que o material está submetido devido à dilatação que foi contida. E seria a dilatação unitária ‘e’, que é função da diferença de temperaturas e do material, logo S = e x E.

Nayyar (2000) também utiliza da Lei de Hooke para explicar a tensão elástica e o ciclo de carregamento da tubulação (descritos no item 3.4.3 – Tensões). Ele distingue as tensões primária, secundária e de pico.

A primeira previne as deformações plásticas e ruptura, os limites de tensões primárias e secundárias, pretendem prevenir deformações plásticas excessivas, levando ao colapso incremental. Os limites do pico de tensão possuem a intenção de prevenir falhas por fadigas, resultante de carregamentos cíclicos. Deve ser ressaltado, ainda, que o autor considera as tensões térmicas como categorias secundárias e de pico.

Equações fornecidas pelo fabricante

O manual Aquatherm (2013) de expansões térmicas em sistemas de tubulações também apresenta a equação para cálculo da força de expansão térmica como apresentado na equação 7:

Eq. 7 Em que:

A = área da seção da tubulação (cm²) E = módulo de Elasticidade (kgf/cm²)

P = força a qual a tubulação fica submetida devido à expansão térmica (kgf) = coeficiente de expansão térmica linear

Pode-se observar que tanto a equação 7 (AQUATHERM, 2013) quanto às equações 2 e 6 de Nayyar (2000) e Telles (2006), são equivalentes. Sendo “P” a força cuja tubulação está submetida, “A” a área da seção, ” o coeficiente de dilatação do tubo, a dilatação livre do tubo ou ΔL = L x ΔT x , substituindo na equação 6, temos que:

Eq. 8

E isolando a força P, temos as equações 9 e 10:

Eq. 9

ou

Eq. 10

O Manual Técnico Amanco (2010) recomenda que o cálculo da dilatação térmica em tubo de PPR seja feito através da equação 11:

Eq. 11

Em que:

'

L

 = Variação do comprimento da tubulação (mm);

T

= Diferença entre a temperatura no momento da instalação (temperatura ambiente) e a temperatura em fase de exercício (temperatura de serviço) (ºC);

L = Comprimento da tubulação (m);

= Coeficiente de dilatação linear do material = 0,15mm/m * ºC Os pontos de fixação, segundo Amanco (2010), podem ser:

 Apoio: um ponto fixo ou deslizante, configurando-se como uma ligação estrutural entre a tubulação e o elemento de construção, como abraçadeiras;

 Ponto fixo (Pf): um apoio que não permite, em nenhum direção, a movimentação da tubulação;

Como ilustração, estão apresentadas nas figuras: apoio de ponto fixo (figura 32) e apoio de ponto deslizante (figura 33)

Figura 31-Apoio Ponto Fixo, (AMANCO, 2010). Figura 32-Apoio ponto deslizante, (AMANCO, 2010).

O cálculo de esforços mecânicos pode ser feito por meio de diversas situações estruturais, Amanco (2010). Para conexões “Tê”, adota-se a configuração estrutural de uma viga biapoiada de carga concentrada no meio do vão, conforme apresentada na figura 34.

Figura 33 – Configuração estrutural adotada para cálculo de conexões “Tê”. (AMANCO, 2010).

A figura 34 mostra outra configuração estrutural (que não será calculada nesta pesquisa), tipo “cotovelo”. Neste caso, o cálculo é feito considerando a execução de braços elásticos na instalação. Pode ser usado também o duplo braço deslizante, que configura o tipo “lira”. As liras de dilatação podem compensar parte dos esforços que a tubulação está submetida, dissipando-os, por meio da flexão das tubulações.

Figura 34 – Configuração estrutural tipo “cotovelo”. (AMANCO, 2010).

O LS é a distância entre os apoios, P é a força que tubo está sofrendo devido à dilatação térmica contida, e f é a distância (vertical ou perpendicular) entre o ponto original do centro do tubo antes e depois do deslocamento da tubulação, na busca de absorver os deslocamentos. O catálogo Amanco (2010) assenta que para calcular a força que a tubulação está sofrendo devido à dilatação térmica contida deve-se adotar a equação 12.

Eq. 12 Em que:

ΔL = Variação linear no trecho considerado (mm) E = Modulo de elasticidade (kgf/cm²)

I = Momento de Inércia da tubulação analisada (cm£) L x S= Comprimento do trecho considerado (cm)

Da mesma forma, Amanco (2010) indica que o cálculo do momento de inércia deve ser calculado conforme a equação 13.

Eq. 13

I = momento de inércia da tubulação De = diâmetro externo

e = espessura da parede do tubo

Para realizar o cálculo do módulo de elasticidade, deve-se adotar a equação 14, segundo as orientações da Amanco (2010) para o material PPR.

, Eq. 14

Nayyar (2000) apresenta o cálculo para tensão devido à expansão térmica segundo a equação 15, que deve ser menor que a tensão máxima resistente do material.

Eq. 15 Em que:

T = tensão máxima resistente do material para expansão térmica (Kgf / cm2) Mc = momento fletor resultante devido à expansão térmica (Kgf x cm) Z = momento resistente da seção transversal da seção da tubulação (cm3) i = fator de intensificação de tensão (adimensional)

O fator de intensificação de tensão é um fator de segurança para contabilizar os efeitos das tensões localizadas na tubulação que está sob um carregamento repetitivo. Segundo Nayyar (2000) esse é um fator aplicado a soldas, conexões, derivações e outros componentes da tubulação onde concentrações de tensão e possíveis falhas por fadigas podem ocorrer. Normalmente são usados métodos experimentais para determinar tais fatores.

Telles (2006) apresenta o cálculo do vão máximo admissível entre suportes, que é feito também considerando a tubulação como sendo uma viga horizontal. O autor aponta que dois fatores são limitadores do vão máximo:

 No ponto de maior momento fletor, a tensão máxima de flexão deverá ser inferior à uma determinada tensão admissível;

 No meio do vão, a flecha máxima deverá ser inferior a um determinado valor admissível;

O autor ainda menciona que em cada caso a tensão máxima e a flecha máxima dependerão do sistema de suportes e do tipo de carregamento.

Dessa forma, se a tensão (T) é igual a , e o momento fletor atuante na viga biapoiada com carga concentrada no meio do vão é de , obtém-se a equação 16.

Eq. 16 Em que:

L = é o vão máximo admissível entre suportes (m) T = tensão (Kgf / cm2)

Z = momento resistente da seção transversal da seção da tubulação (cm3) P = força atuante no tubo (no caso, uma força concentrada no meio do vão).

A realização dos cálculos visando alcançar os objetivos de calcular os esforços segundo os dados do fabricante, calcular os esforços segundo equações tradicionais e analisar comparativamente as duas, adotou-se a seguinte ordem de cálculos:

 Momento de inércia: (conforme equação 13)  Módulo de resistência Elástico:

Eq. 17

Em que:

W = Módulo de resistência Elástico (cm3) I = Momento de Inércia (cm4)

 Módulo de Elasticidade: (conforme equação 14)  Deflexão máxima na viga:

Eq. 18

Em que:

P = é a força atuante na viga (Kgf) L = é o comprimento total da viga (cm) E = Módulo de Elasticidade (Kgf/cm2) I = Momento de Inércia (cm4)

Momento fletor máximo (que, neste caso, ocorre no centro da viga, no ponto de inversão da força cortante):

Eq. 19

Em que:

M = momento fletor máximo atuante na viga (Kgf x cm) L= é o comprimento total da viga (metros)

P = é a força atuante na viga (Kgf)

Tensão máxima de compressão (kgf / cm²):

Eq.20

Em que: Wc = Ix / Yc

Wc = módulo de resistência elástico relacionado à fibra extrema comprimida da seção transversal (cm³)

Yc = distância da linha neutra à face comprimida (cm) Me = Momento fletor (kgf x cm)

Tensão máxima de tração (kgf / cm²):

Eq. 21 Em que:

Wt = Ix / Yt

Wt = módulo de resistência elástico relacionado à fibra extrema tracionada da seção transversal (cm³)

Yt = distância da linha neutra à face tracionada (cm) Me = Momento fletor (kgf x cm)

5.

INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE UM EDIFÍCIO RESIDENCIAL