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2. Bakgrunn for den romerske tilstedeværelsen i Conimbriga og Lusitania

2.9. Administrasjon i Lusitania under romerne

2.9.1. De ulike typer byene i Lusitania

Para que se possa iniciar esse tópico, é importante discutir sobre as diferenças entre Educação Rural e a Educação do Campo. A diferença entre essas terminologias está relacionada com o papel do Estado brasileiro no início do século XX que buscava o desenvolvimento educacional da população que vivia em áreas rurais. Contudo, essa preocupação com a educação rural concebeu essa população como um exemplo de atraso social (LEITE, 1999).

De acordo com esse contexto, na concepção da Educação Rural, os indivíduos do campo foram inseridos na escola da cultura capitalista, afastando-os de sua própria cultura com o objetivo de adaptá-los às condições escolares dominantes, aos currículos pré-definidos e à formação dos profissionais com características urbanas (ARROYO, 2007).

Nesse contexto, esses indivíduos eram apenas elementos isolados no sistema educacional, pois o processo de ensino e aprendizagem não os relacionava com o meio sociocultural no qual estavam inseridos, pois a política educacional daquele período estava organizada de acordo com os interesses capitalistas predominantes na sociedade brasileira (LEITE, 1999). Consequentemente, a “história da educação brasileira mostra o predomínio de uma educação que objetivava ‘treinar e educar’ os sujeitos ‘rústicos’ do rural” (SOUZA, 2008, p. 1093).

A expressão Educação Rural surgiu na década de 1930, do século XX, sendo que até meados da década de 1980 foi muito utilizada, principalmente por causa da industrialização do campo que partia de uma:

(...) visão externa à realidade brasileira, na suposição de que as populações rurais estariam sendo marginalizadas do desenvolvimento capitalista. A política adotada para a educação rural justificava-se, então, como resposta à necessidade de integrar aquelas populações ao progresso que poderia advir desse desenvolvimento (RIBEIRO, 2012, p. 298).

Essa educação priorizava um saber industrial que vinha se instalando no Brasil. Nessa mesma época, a agroindústria também começava a se expandir, menosprezando e desvalorizando qualquer tipo de conhecimento rural. Nesse contexto, muitas pessoas que viviam no campo foram obrigadas a se aperfeiçoarem de acordo com princípios determinados pela zona urbana. Como consequência, esse fato gerou um elevado êxodo rural, resultando, assim, uma desvalorização do campo (DAMASCENO; BESERRA, 2004).

Após muitos debates sobre esse tipo de educação que estava sendo oferecida aos camponeses, surge o Movimento da Educação do Campo a partir das lutas pela transformação da realidade educacional específica para os trabalhadores do campo no final da década de 1990 (CALDART, 2012). Nessa perspectiva, a:

(...) Educação do Campo nomeia um fenômeno da realidade brasileira atual, protagonizado pelos trabalhadores do campo e suas organizações, que visa incidir sobre a política de educação desde os interesses sociais das comunidades camponesas. Objetivo e sujeitos a remetem às questões do trabalho, da cultura, do conhecimento e das

lutas sociais dos camponeses e ao embate (de classe) entre projetos de campo e entre lógicas de agricultura que têm implicações no projeto de país e de sociedade e nas concepções de política pública, de educação e de formação humana (CALDART, 2012, p. 259).

De acordo com essa asserção, a Educação do Campo pode ser considerada como uma conquista dos trabalhadores do campo e dos movimentos sociais11 populares que lutavam pela terra e queriam uma educação apropriada ao meio em que vivem e, também, um sistema educacional emancipador que fosse constituído pelo protagonismo dos sujeitos do campo em suas organizações sociais com o objetivo de complementar e potencializar o saber/fazer (ANDREATTA, 2013).

Após essa conquista do campo, muitas lutas por políticas públicas para esse tipo de educação foram conquistadas. De acordo com Chaves e Foschiera (2014), a partir da LDB de 1996, o artigo 28 estabeleceu algumas normas, como, por exemplo, a adequação de currículos e metodologias, a organização escolar própria e adequação à natureza do trabalho educacional nas zonas rurais, fortalecendo, assim, muitas inciativas camponesas.

Para Schneider (2013), a aprovação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (Parecer nº 36/2001 e Resolução 1/2002, do Conselho Nacional de Educação) consistiu em mais um instrumento de luta dos diversos movimentos sociais do campo, como, por exemplo, os CEFFAS, que desenvolveram um trabalho histórico para a valorização do campo.

Nesse sentido, é importante destacar que a Educação no Campo está vinculada à localização do ensino, especificamente, no espaço geográfico do campo enquanto a

Educação do Campo é uma proposta que tem sido defendida pelos indivíduos que estão organizados com o objetivo de garantirem os interesses culturais, econômicos e sociais da população trabalhadora no campo (SOUZA, 2008).

Então, para o desenvolvimento de um projeto de educação no/do campo, existe a necessidade de se determinar as dificuldades existentes para que se possa trabalhar com as contradições presentes no território camponês e, também, na sociedade. Dessa

11Os movimentos sociais estão relacionados com as mudanças sociais. Nesses movimentos existem mobilizações que reivindicam causas particulares e/ou projetos de mudança social. Assim, o conceito de movimento social se originou com os revolucionários e com o movimento operário (BOTTOMORE, 1981), que difundiam os ideais de emancipação e liberdade. Esses movimentos também podem ser percebidos como agentes que denunciam as contradições existentes para desafiar os códigos socioculturais dominantes (MELUCCI, 2003).

maneira, é preciso atentar por uma educação direcionada para os interesses da vida no campo e ao mesmo tempo rever os métodos de ensino que estão desvinculados das necessidades dos camponeses (JESUS, 2011). De modo semelhante, Santos (2016) argumenta que a:

(...) construção política e pedagógica da Educação do Campo, convida os membros da comunidade a serem sujeitos e ocuparem os espaços da escola, levando a prática dos movimentos sociais, sues conflitos e discussões para serem trabalhados, a partir das realidades pessoais vivenciadas pelo grupo (p. 41).

Nesse direcionamento, é importante repensar o oferecimento de um processo educacional relacionado com a vida, com a cultura, com o trabalho, com a política e com a cidadania dos camponeses para que se possam desenvolver práticas pedagógicas direcionadas para as escolas localizadas no campo (JESUS, 2011).

É importante ressaltar que, historicamente, a Educação no campo ocorreu de duas maneiras, uma distante do camponês, pois o propósito era o desenvolvimento do capitalismo e para a formação da zona urbana enquanto a outra consistia em uma ação educativa direcionada para o campo por meio da qual o conhecimento rural não é menosprezado, mas sim valorizado.