2 Orientering mot arbeid og arbeidsmarkedstilpasning
2.1 Hva er orientering mot arbeid?
2.1.1 Ulike studier av arbeidsorientering
A primeira questão abordada com os oftalmologistas foi em relação às patologias oculares que acometem o público infantil. Este tópico foi abordado com o objetivo de obter os motivos que levam ao uso do produto e se as patologias demandam diferentes características e configurações das armações para atendê-las. Neste tópico as respostas obtidas estão relacionadas tanto ao conhecimento do
profissional quanto à sua observação na prática do dia-a-dia.
Desta forma, as principais patologias comentadas pelos profissionais são os denominados erros de refração, que podem ser a miopia, o astigmatismo ou a hipermetropia, sendo cada uma dessas três uma deficiência diferente; outra patologia que leva ao uso do óculos como medida corretiva, é o estrabismo, conforme comentado pelos médicos; em alguns casos, para o estrabismo é necessário prescrever o grau, mesmo a criança não sendo dependente dele.
O estrabismo pode levar a outra patologia chamada ambliopia ou popularmente denominada olho preguiçoso, que consiste no não desenvolvimento da visão da criança. Conforme o relato dos profissionais, são três causas principais: primeiro, o estrabismo, segundo a diferença de grau entre um olho e outro e o terceiro é a privação da luz que chega até a retina. No caso da diferença de grau ou de se ter um olho com um grau significativo e o outro com pouco grau, os médicos relataram que ocorre a chamada supressão, na qual o cérebro ignora a imagem borrada do olho com grau alto e só considera a imagem do “olho bom”; em alguns desses casos se faz necessário o uso do tampão associado à armação, para as crianças.
Ainda foi comentado, pelos oftalmologistas, o uso dos óculos devido à catarata infantil, caso em que, a criança, ao ser operada posteriormente, vai apresentar um grau bastante elevado devido à falta do cristalino sendo necessário o uso do produto e, por fim, dentre as patologias mencionadas foi comentado o caso das crianças que nascem com glaucoma nas quais, segundo os depoimentos, os olhos crescem além do normal sendo imprescindível o uso dos óculos.
Os entrevistados ainda comentaram alguns problemas não recorrentes mas que também são causas de uso do produto como, por exemplo, as crianças com baixa visão, que enxergam bem menos que o normal, embora sem serem cegas; outras crianças precisam usar armação com algum filtro em decorrência de doenças oculares que provocam a fotofobia ou que tenham algum problema de distrofia de cones que são doenças da retina ou, ainda, por serem albinas, por exemplo. A necessidade do uso de filtro pode ou não estar associada a um grau de erro refrativo.
às listadas no site da SBOP como sendo as mais comuns para este público. Tal comparação demonstra, então, que a realidade da prática dos casos entrevistados condiz com a literatura técnica.
Outro aspecto questionado foi a relação das patologias com a faixa etária da criança, isto é, com seu desenvolvimento. As respostas obtidas entre os profissionais sobre o desenvolvimento etário, foram semelhantes, variando apenas os exemplos de patologias comentadas por cada médico.
Desta forma e em relação ao desenvolvimento da visão, sabe-se que o mesmo ocorre durante a infância, isto é, a criança apenas terá sua visão completamente desenvolvida dos sete aos oito anos de idade, razão por que problemas que surjam e se instalem antes dessa idade e não sejam tratados serão, muito possivelmente, irreversíveis já que, concluindo o desenvolvimento da visão, se houver algo que esteja interrompendo a chegada de uma boa imagem na retina; isto faz com que o cérebro não seja capaz de enxergar uma imagem nítida através deste olho.
Outra questão comentada pelos médicos é que a maioria das crianças tem algum grau de deficiência; na prática do dia-a-dia se encontram algumas com a visão perfeita, mas isto é exceção, este fato ocorre em virtude da necessidade do olho se ajustar para poder enxergar bem, fato observado em todo o sistema ótico (o cristalino, os músculos, por exemplo) havendo uma adaptação para focalizar a imagem; desta forma é necessário fazer os exames para constatar se a criança está dentro desta normalidade aceitável ou se o grau já é importante o suficiente para carecer da correção com os óculos.
Ao relacionar as patologias mais comuns citadas anteriormente com o desenvolvimento, foram obtidos os seguintes comentários. As crianças sempre apresentam um pouco de hipermetropia; conforme declarações, 90% das crianças são hipermétropes, porque os olhos são pequenos; entretanto, à medida em que a criança cresce, esse grau tende a diminuir. Os bebês nascem com uma hipermetropia de aproximadamente dois graus, considerado normal; no decorrer do tempo existe um aumento e posteriormente uma diminuição; na fase escolar o grau já deve ser baixo. Quando a hipermetropia é mais do que aquilo que a criança consegue compensar, então é quando a mesma interfere na visão não possibilitando a chegada de uma boa imagem, sendo premente o auxílio da armação. Quanto à catarata
infantil, a mesma já é averiguada no berçário com o teste do olhinho vermelho. As crianças operadas de catarata ou que têm glaucoma, não tendem a diminuir o grau; este é um grau que pode diminuir levemente mas elas vão sempre, ser usuárias de óculos. As crianças míopes e as astigmatas também sempre vão usar óculos, inclusive nas crianças com miopia a tendência é que, à medida em que elas cresçam, o grau também aumente; já o astigmatismo tende a não ter muita alteração. Em referência ao estrabismo, existem alguns casos que são congênitos e alguns que ocorrem a partir do segundo ano de vida. Quando o estrabismo está relacionado a grau supletivo, a hipermetropia, a tendência é diminuir sempre que essas crianças vão crescendo. De forma geral, pode-se dizer que há diferença entre uma doença e outra; algumas melhoram, outras vão se agravando no decorrer dos anos.
Para a presente pesquisa é importante que a informação das patologias esteja vinculada à faixa etária das crianças; desta forma é, então, possível ter um panorama entre a idade/momento em que o público utilizará a armação versus os prováveis motivos que ocasionam este uso.
Ainda abordando as patologias nos depoimentos observou-se a influência na personalidade da criança que apresenta determinadas deficiências; no caso do míope que possui dificuldade de enxergar à distância, ele tende a ser mais intelectualizado e, consequentemente, mais estudioso; o contrário ocorre com as crianças hipermétropes que podem ter dificuldades para enxergar tanto para perto quanto para longe; mas os casos, em geral, as impossibilitam de enxergar para perto; assim, normalmente esta criança vai cansar de ler mais rápido, ser impaciente e mais ativa tendendo a praticar esportes, ou seja, um perfil totalmente inverso do míope que não terá dificuldade para ler mas ficará prejudicado com as brincadeiras e esportes que utilizam grandes espaços; outro aspecto de personalidade em decorrência da patologia diz respeito à criança ignorar certas pessoas por não estar enxergando podendo, então, ser considerada antipática socialmente ou até mesmo ser considerada intelectualmente atrasada por ter dificuldade de ler e enxergar; em ambos os casos, sendo detectada a patologia e utilizando os óculos, esses problemas são sanados.