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3 Realopsjonsteori

3.6 Ulike realopsjonsmetoder

A empresa apresenta uma visão da oportunidade, isto é, que algumas ações de redução das emissões podem ter uma sinergia importante com o ganho de produtividade, com melhoria de imagem e até mesmo benefícios comerciais (GRUPO JD/SÃO MARCELO

– Gerente Técnico).

E o grande benefício disso, para a nós, primeiro é uma bonificação que estamos tendo no frigorífico. Mas os benefícios maiores, por enquanto, é a questão de reconhecimento, de mídia, reconhecimento igual a você que nós estamos vendo pelo trabalho desenvolvido nisso. Então, eleva um pouco a imagem, tanto da empresa, quanto do Grupo. E o que é mais bacana também que, principalmente, com essa certificação na São Marcelo, é nos atestarmos que, hoje em dia, a pecuária é tão hostilizada, tão acusada como sendo um dos principais players causadores do efeito estufa, e nós conseguimos comprovar que não. Nós conseguimos ter uma produção de pecuária sustentável, com proteção ambiental, desenvolvimento social, além de ser economicamente viável, por exemplo. E o mais bacana nisso é que foi feito tanto na região da Amazônia Legal, na região amazônica, quanto aqui na região do cerrado também. Então é bastante interessante. (GRUPO JD/SÃO MARCELO

– Gerente Técnico).

Além do acesso a novos mercados, como destacado, esse processo garante preços diferenciados para a carne produzida, uma bonificação. No caso da certificação da Rainforest Alliance, ocorre a abertura de uma planilha de custos, desde o prêmio pago ao produtor até chegar à loja, sendo convertido em um índice do preço do boi em SP promovido pelo CEPEA. Nesse sentido, é especialmente importante o papel de programas de garantia de qualidade e procedência desenvolvidos pelos varejistas, na medida em que ampliam a possibilidade de venda e vocalizam as exigências dos consumidores. Esse aumento do grau de estabelecimento de critérios ambientais por parte de varejistas e frigoríficos é visto como tendência por parte do Grupo JD/Fazenda São Marcelo (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

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O não atendimento a essas demandas crescentes em termos de práticas socioambientais, incluindo a questão das mudanças climáticas, é visto como um risco, caso os produtores não atendam aos anseios dos consumidores. Um dos objetivos das certificações como a Rainforest Alliance, nesse sentido, é tornar transparente e promover estas práticas junto ao público (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

Sob o ponto de vista da imagem junto à opinião pública e consequentemente aos consumidores, o Grupo JD/Fazenda São Marcelo observa como mais relevante no contexto internacional, já que a pecuária brasileira, sobretudo quando desenvolvida na região amazônica, é acusada com mais veemência no exterior do que em outras regiões do Brasil (GRUPO JD/SÃO MARCELO – Gerente Técnico).

[...]a mídia do ano passado[2012] [...] teve dois grandes momentos. Primeiro com a certificação, que teve bastante mídia falando sobre a São Marcelo, primeira fazenda certificada no mundo. [...] acho que a internacional até que foi um pouco mais, teve um pouco mais de mídia do que aqui dentro. É porque justamente por ser mais reconhecido lá, por ser mais acusada, a pecuária brasileira, principalmente na região amazônica. (GRUPO JD/SÃO MARCELO – Gerente Técnico).

De forma semelhante, o Grupo JD/Fazenda São Marcelo observa a pressão por parte de organizações da sociedade civil ou ONGs pela atuação nos biomas da Amazônia e do Cerrado relacionadas direta ou indiretamente com a questão das mudanças climáticas. De parte do governo, pode-se dizer que a empresa observa um risco por falta de clareza quanto às medidas regulatórias em relação às mudanças climáticas, uma vez que poderia gerar a exigência de medidas repentinas de adequação e/ou prejuízos ao planejamento interno das empresas (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

Nós não sabemos qual vai ser a definição final do governo. Nós fazemos leituras na mídia, escrita e informatizada, por outros canais, o que está sendo discutido, e também as consultas que o governo faz ao público, e o que nós sabemos é que tem algumas demoras sobre isso. Isso causa algum mal estar porque, quando não definido, ninguém sabe onde ele se encaixa dentro de um novo projeto. Se ele está bem, se ele está na média ou se ele está abaixo. Então causa uma inquietação aí. Nós ainda não temos essa posição clara. E nós sabemos que é um processo complicado, mas o governo precisava acelerar as definições sobre essa parte, porque uma vez que você sabe qual é a regra do jogo, você se encaixa a ele. Se ainda tem alguma coisa que você não está dentro da regra, você faz um plano de adaptação por um período, pede prazo, ou não precisa de prazo, depende da gravidade do qual você se encontra fora da regra. Então, isso atrapalha. Nós temos acompanhado e tem demorado muito. (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

A redução de custos dos insumos, como energia e fertilizantes, também pode ser apontada como oportunidade e mecanismo mitigador de risco. Por exemplo, a produção de adubo orgânico por meio da utilização da compostagem – discutida em detalhes na próxima seção -, gera menor necessidade da aquisição de fertilizantes químicos, cujo preço está sujeito à variação do dólar e a preços internacionais, reduzindo o custo e o risco operacional e concomitantemente, reduzindo as emissões de GEE (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

Em termos de prejuízos à produção, o Grupo JD identifica riscos advindos da possibilidade de mudança nos padrões climáticos. Cita-se o exemplo do prejuízo à produção de frutas no Vale do São Francisco - estados de Pernambuco e Bahia - devido a alterações nos índices de seca e calor. Contudo, diferentemente da produção agrícola, acredita que o capim não é tão sensível a variações climáticas, sofrendo apenas pequenas variações, o que, consequentemente, não tem afetado significativamente a produtividade pecuária (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

Nós vemos que tem algum ano mais chuvoso, outro ano menos chuvoso, um intervalo de seca maior, menor.[...] como a gente produz capim, para nós, vamos dizer assim, não tem afetado diretamente. Se você estiver produzindo grão e você não colher, se não chover na época da floração, numa colheita de soja ou milho, você pode perder o campo. Como nós temos capim, na verdade, nós não acompanhamos tão delicadamente assim. Porque, como tem capim lá, talvez, produzir um pouco menos esse ano, porque o clima foi um pouco pior, mas não afeta tanto assim diretamente a gente. Ainda.[...] Mas, nós sabemos, sim, e sente economicamente, que na uva, sim, houve uma mudança climática na região de Petrolina, o que me leva a crer, que tem mais mudanças acontecendo no mundo. (GRUPO JD/SÃO MARCELO - Diretor Geral).

4.1.3 Estratégias em relação às mudanças climáticas