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I hvor stor grad er bruk av ØHD-sengene beskrevet i kommunens strategiske planer

5.1 Ulike interesser og informasjonsasymmetri

Desde a suma aritmética de PACIOLI18, tradicionalmente as organizações

com fins lucrativos se valem de procedimentos de mensuração quantitativa em seus processos de planejamento e controle para embasar as tomadas de decisão de investimento, notadamente os da contabilidade. Mais que isso, como afirma DIAS FILHO (2001, p.3) ”a contabilidade deve permitir que as organizações sejam

18

PACIOLI, Luca Bartolomeo, O.F.M., (1445 – 1517) monge franciscano, fundador do método das partidas dobradas, autor do capítulo “Particulario de computies et Scripturis”, em sua obra “Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti”, considerado o escrito precursor da

mais bem conhecidas e avaliadas pelos diversos agentes que com elas se relacionam, além de acionistas e fornecedores”.

Após o advento da Revolução Industrial, primeiro com o enfoque de administração dos custos de produção, foi desenvolvida a contabilidade gerencial que, segundo IUDÍCIBUS (1998, p. 21) é “um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados,... de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório”. E complementa: “A contabilidade gerencial está voltada única e exclusivamente para a administração de empresa, procurando suprir informação que se encaixe de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador” [o grifo é nosso].

NAKAGAWA (1991, p. 19) afirma “nenhum gerente gosta de assumir riscos. Dessa forma, desenvolvem modelos de simulação qualitativa e quantitativa que lhes permitam testar e avaliar suas decisões de investimento”.

Localizando isso, MARTIN (1987, p. 2) declara “a informação é o componente básico das decisões e a contabilidade é um sistema de informações especializado de base financeira que possibilita aos usuários alocações mais eficientes dos recursos”, e reafirma no cenário brasileiro “os demonstrativos de resultado que seguem a Receita Federal devem ter natureza muito distinta daqueles que são utilizados (...) para julgar a eficiência da empresa”.

Indo além, KAPLAN, (1982, p. 1) citado por MARTIN (parte), explicita:

O sistema contábil gerencial pode usar dados que são menos objetivos e menos passíveis de verificação. Um uso maior pode ser feito de previsões e estimativas e a incerteza pode ser tratada explicitamente. Os custos de oportunidade, baseados em transações que não foram realizadas ou gerados por um modelo formal de processo decisorial, não só podem ser

utilizados como desempenham papel fundamental na Contabilidade Gerencial [o grifo é nosso].

Se como afirma e demonstra DIAS FILHO (2001, p. 56 a 59), há o reconhecimento da relação entre contabilidade e teoria da comunicação, o inverso não é menos verdade, pois dada à relevância da comunicação na constituição do valor das organizações e de seus produtos, conclui-se pela necessidade do desenvolvimento dos capítulos relativos à comunicação organizacional na contabilidade gerencial das organizações.

De fato, ao recorrermos a uma breve visão histórica do desenvolvimento do pensamento contábil, podemos constatar que, durante os séculos XVI a XIX, a contabilidade ocupou-se basicamente do registro para o planejamento e controle das transações comerciais.

Com o advento da Revolução Industrial e a instauração do foco na produção de bens, aflorou a necessidade de controlarem-se os insumos e a mão- de-obra direta (daí o termo mão-de-obra), resultando no surgimento e notável desenvolvimento da contabilidade de custos, decorrendo principalmente da contabilidade industrial, que se tornou o ponto central das atenções dos empreendedores, à época chamados “Capitães da Indústria”, acelerou-se durante os anos 20 e 30 do século XX, durante o processo de industrialização do hemisfério norte e aí permaneceu até a II Guerra Mundial, espraindo-se para o resto do globo, a partir de então.

Desta época, início do século XX, datam o surgimento dos sistemas de

apuração de custos da escola alemã – RKW – Reichskuratorium für

Wirtschaftlichtkeit, conhecido no Brasil como Método dos Centros de Custo, ou das

Seções Homogêneas (BORNIA, 2002, p. 19) entronizando as técnicas de rateio dos custos indiretos, que juntamente com os demais países europeus notadamente a Itália, desenvolveram a chamada contabilidade patrimonialista.

Paralelamente, desenvolveu-se em contrapartida, nos EUA, focando em

resultados, a Profitability Accounting na qual se desenvolvia prioritariamente a

análise dos custos diretos, evitando-se quaisquer rateios.

Com o fim da II Guerra e o início da globalização, nas décadas seguintes, o foco do desenvolvimento do pensamento contábil passou a ser os registros das diferentes possibilidades de vendas e principalmente, da crescente complexidade das operações financeiras.

Isto se deu e difundiu-se pelo mundo, principalmente através das consultorias internacionais, Touch & Ross, Komatsu, KPMG, Price - Waterhouse, Arthur Andersen e outras, também favorecidas pelo desenvolvimento das organizações industriais multinacionais, notadamente as de origem norte- americana, seguidos por alemães, japoneses e demais organizações internacionalizadas.

A partir daí desenvolveu-se o que foi chamado de Contabilidade Financeira que representa uma vertente da Contabilidade direcionada para a gestão financeira do capital aplicado e cuida da elaboração das demonstrações financeiras mediante princípios de contabilidade geralmente aceitos (GAAP), incorporando a contabilidade com base fisco-legal.

Posteriormente, não satisfeitos em negar a teoria patrimonialista ou patrimonialismo, os teóricos americanos propuseram ainda o que foi inicialmente

traduzido no Brasil por contabilidade gerencial (do inglês management

accounting), cujo objetivo era sair da rigidez dos princípios contábeis geralmente

aceitos (GAAP), observância obrigatória da contabilidade financeira.

A contabilidade brasileira procurou incorporar inicialmente via legislação (lei 6.404/76), elementos tanto da escola financeira quanto da patrimonialista. Vide

"No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise financeira da companhia".

Como se vê, no Brasil procurou-se mesclar conceitos das escolas americanas e européias, contribuindo para a imprecisão da gestão tributária na contabilidade geral, promiscuindo os dados e dificultando as análises gerenciais com base contábil.

Nas duas derradeiras décadas do século XX, com o desenvolvimento das tecnologias de informação, proliferaram os denominados sistemas de informação gerencial, nos quais se sofisticaram as análises de desempenho financeiro, atendendo às demandas de informações subsidiárias dos processos de tomada de decisão dos investimentos, notadamente os de cunho monetário voltados para o mercado de capitais, para o câmbio e para as transações financeiras

complementares, tais como hedges, bolsas de futuro, seguros, crédito e outras.

No Brasil, a partir do primeiro choque do petróleo em 1973 e em função do processo inflacionário que persistiu durante os vinte anos subseqüentes, houve um extraordinário avanço nessa área, sendo hoje o país reconhecido internacionalmente pela excelência de seu sistema bancário e de administração financeira em geral, o que só foi possível com o desenvolvimento e a sofisticação dos processos de registro contábil, dos modelos de projeção e das técnicas de controle dos investimentos financeiros desenvolvidos em decorrência dessa necessidade.

Em qualquer caso, SILVA NETO (1998, p. 246) ordena os conceitos e elementos básicos da contabilidade financeira em duas abordagens fundamentais:

• Abordagem da posição financeira, que demonstra quantitativa e qualitativamente o conjunto de bens, direitos e obrigações e a posição líquida do patrimônio em um determinado momento; • Abordagem das mudanças (mutações) nas posições

financeiras, como o que o patrimônio da empresa gerou de receitas, o que obteve de ganho e de novas entradas de investimentos de acionistas, o que incidiu de despesas e perdas, quanto gerou de tributos para o fisco e quanto de lucro foi distribuído para os acionistas, etc.

Em paralelo, como a globalização também pode ser atribuída e talvez o seja primariamente, à necessidade de expansão geográfica da área de atuação das empresas, o que só se deu em função da relativa saturação dos mercados primários – os países industrializados – ou seja, como resultado do acirramento da concorrência, o que também implicou no desenvolvimento acelerado das ferramentas, das técnicas, da ciência e da arte compreendida como comunicação mercadológica, ao ponto de, em quase todo o globo o vocábulo “marketing”, que segundo YANAZE (2007, p. 6) é também “um sistema de gestão empresarial amplo, totalmente dedicado a alcançar e manter o equilíbrio entre o potencial da empresa e o potencial do mercado”, por redução tornar-se um sinônimo desta categoria compreendida na comunicação organizacional.

O boom de investimentos nesta área, congregado com a voracidade com

que os governos locais criaram tributos incidentes sobre as vendas – no caso brasileiro, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias, ICMS e o Imposto sobre Produtos Industrializados, IPI e as diferenças dos sistemas fiscais dentre os países, teve como conseqüência a adoção de técnicas contábeis bastante sofisticadas também para a apuração dos resultados líquidos das vendas e para a análise de retorno desses investimentos.

Visto assim, parece-nos muito natural que o desenvolvimento social, industrial, mercadológico, financeiro, das capacidades logísticas (um capítulo à parte com a contabilidade dos transportes), tecnológico, desemboque numa “contabilidade das comunicações”, ou mais propriamente, capítulos da

Contabilidade voltados para o registro, planejamento e controle das ações de comunicação que, através de seu ferramental, supra a necessidade de informações gerenciais que diminuam o grau de incerteza e propicie condições para o crescimento dos investimentos nesta área, ainda mais justificada pelo aumento da importância relativa das mesmas na constituição do valor dos produtos e das organizações.