8 Ulik institusjonell rasjonalitet skaper ulike forventninger
8.1 De ulike aktørenes forståelse av konseptet klimatilpasning
8.1.1 Ulik begrepsforståelse
O Sol como estrela será discutido em outra aula quando falaremos de sua estrutura interna, composição química, origem, idade e evolução. Aqui nos limitaremos a falar da atividade solar que se repete ciclicamente a cada 11,2 anos e produz alguns efeitos na Terra e fenômenos observáveis a olho nu.
A atividade solar tem origem nas manchas solares, estruturas escuras que surgem ocasionalmente na superfície do Sol. No mundo ocidental elas fo- ram descobertas somente em 1611, logo depois que a luneta passou a ser utilizada para fins astronômicos por Galileu Galilei (1564-1642). As man- chas são regiões fortemente magnetizadas, cerca de 2 mil K mais frias do que o meio circundante (6 mil K). Os antigos eventualmente viram grandes manchas a olho nu, observando o Sol através de nuvem ou névoa relativa- mente homogênea. Uma forma de medir a rotação do Sol é acompanhar, dia após dia, o deslocamento das manchas no disco solar. Vista da Terra, uma mancha dá uma volta no Sol em cerca de 27 dias. Esse é o período
sinódico. Descontando-se o movimento orbital da Terra, o verdadeiro perí- odo de rotação, ou período sideral, é de 25 dias. Mas esse é o período de rotação no equador do Sol. A rotação do Sol é mais lenta em direção aos pólos. Em suma, o Sol não gira como um corpo rígido.
Uma mancha individual nasce e sobrevive tipicamente poucas rotações so- lares. Mas a quantidade total de manchas na superfície do Sol, e a área de todas as manchas visíveis no disco, varia ciclicamente. Às vezes o Sol não tem nenhuma mancha. Mas, passando-se os anos começam a surgir as primeiras manchas até o Sol ficar cheio de manchas. Depois elas começam a diminuir. A periodicidade é de 11,2 anos aproximadamente.
Uma conseqüência da atividade que pode ter sido registrada pelos antigos é a mudança da forma da coroa solar. A coroa solar é a parte mais externa e extensa da atmosfera do Sol (Figura 3.13). Sua temperatura é elevadíssima, cerca de 2 milhões K. Por isso, o hidrogênio que é o elemento majoritário, encontra-se ionizado. Um átomo de hidrogênio consiste num próton e num elétron. O primeiro tem carga elétrica positiva, e o segundo, negativa. No entanto a carga do átomo é nula, pois os sinais opostos se neutralizam. Porém, quando a temperatura é muito elevada, a colisão entre os átomos é tão violenta que pode romper a ligação entre o próton e o elétron. Por outras palavras, o elétron se torna livre e deixa de fazer parte do átomo. O gás aquecido pode ser considerado uma mistura gasosa de prótons e elétrons ou plasma. Assim é a coroa. Ora, a coroa solar também é magnetizada e as cargas elétricas tendem a seguir as linhas-de-força do campo magnético, e a se acumular onde o campo é mais fraco (garrafa magnética). Os elétrons livres, por sua vez, espalham a luz solar. Assim, quando ocorre um eclipse total do Sol, a coroa que nos dias ordinários é ofuscada pelo brilho do céu diurno, torna-se visível. O brilho da coroa é cerca de um milionésimo do brilho do disco solar. A Figura 3.13 revela as estruturas magnéticas da coroa solar,
mas essas estruturas variam com a atividade solar. Quando o Sol está em mínima atividade, a coroa tende a se alongar na direção equatorial do Sol. Quando está em máxima atividade, a coroa tende a ser mais arredondada, porém, sua estrutura fina é mais complexa.
Um efeito observável na Terra, embora in- direto, são as auroras
polares. Podem ser boreais ou austrais. Esse fenômeno está associado ao campo magnético da Terra. Sua ocorrência, como dissemos, depende da ejeção de cargas elé- tricas pelo Sol durante erupções solares. O local dessas erupções está associado às manchas e a ocorrência delas é maior em época de maior atividade solar. Já se relacionou um período de ausência de registros de auroras no hemisfério norte a uma ausência anômala de atividade solar entre 1645 e 1715, um período de 70 anos conhecido como mínimo de Maunder.
A atividade solar só começou a ser monitorada depois da descoberta das manchas. Mas há métodos indiretos de se diagnosticar a atividade solar no passado mais remoto. Um deles consiste na medição da abundância do isótopo 14C em anéis de seções de troncos de árvores. Esse isótopo é
produzido por raios cósmicos na atmosfera da Terra, mas a penetração dos raios cósmicos é modulada pela atividade solar. Quanto mais ativo o Sol, menor é a penetração. Parece que sedimentos lacustres australianos do pré- cambriano também registram o ciclo solar já há 680 milhões de anos. Os efeitos da atividade solar também podem ser notados através da alteração das condições de propagação de ondas de rádio que se refletem na ionosfera da Terra, ou pelas variações do campo magnético da Terra. Alguns efeitos climáticos, tais como variações na temperatura média, também têm sido alegados, mas ainda não foram completamente comprovados.
Figura 3.13. Coroa solar na luz branca fotografada no eclipse total de 1991. Fonte: http://science.nasa.gov/ssl/
Referências:
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