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U TFORDRINGENES INNVIRKNING PÅ PROSJEKTETS MÅLSETTING

5. DRØFTING / DISKUSJON

5.2 U TFORDRINGENES INNVIRKNING PÅ PROSJEKTETS MÅLSETTING

A empresa GBN foi fundada em 1988 por Peter Schwartz, ex-funcionário da empresa Royal Dutch Shell. O método de criação de cenários e análise estratégica desenvolvido por Schwartz, enquanto funcionário da Royal Dutch Shell, foi utilizado

Fr ac ass o do P lano R eal Suces so d o P lano R eal

Reforma do Estado e reforço dos instrumentos de regulação

Reforma do Estado com liberação ampla

Inconsistente Inconsistente

Estabilidade econômica com retomada do crescimento econômico, combinada com a implantação de políticas de desenvolvimento e de redução das desigualdades.

Estabilidade econômica com retomada do crescimento e acelerada abertura externa, com aprofundamento das desigualdades sociais e regionais e dos impactos ambientais

em outras empresas, sendo que o nome da empresa GBN ficou conhecido como método de análise de cenários GBN (MARCIAL; GRUMBACH, 2005, p.78). O método GBN de Schwartz (1996) consiste em oito etapas:

1) Identificação da questão principal;

2) Identificação dos fatores-chave e relevantes;

3) Identificação das forças motrizes aplicadas em um macroambiente; 4) Aplicação de um ranking de acordo com a importância e incerteza; 5) Seleção das lógicas dos cenários;

6) Descrição dos cenários;

7) Análise das implicações e opções de cenários; 8) Seleção dos sinalizadores e indicadores (principais).

A Figura 13 representa graficamente o método desenvolvido por Schwartz na empresa Royal Dutch Shell.

Figura 13: Método GBN Desenvolvido por Schwartz

Fonte: Marcial e Grumbach (2005, p.78).

2.Identificação dos fatores-chave 1.Identificação da principal questão 3.Identificação das forças motrizes 4.Ranking por importância das incertezas críticas 5.Seleção das lógicas dos cenários

6.Descrição dos cenários

7.Análise das implicações e opções 8.Seleção de indicadores e sinalizadores principais

Para uma melhor compreensão do método GBN, serão abordadas, passo a passo, as fases que compõem este método.

Conforme Schwartz (1996), a criação dos cenários começa com a definição do fator que levou à criação e ao estudo dos cenários. Essa definição é importante para direcionar e focar no tema de forma aprofundada. Normalmente, estão relacionados com as urgências das empresas e instituições. Segundo o autor, durante todas as etapas de desenvolvimento dos cenários, é necessária a consulta de especialistas internos e externos às empresas. O método está baseado em explorar modelos mentais dos dirigentes e membros das organizações. Durante o desenvolvimento dos cenários, deve-se perguntar: “Em que os tomadores de decisão da empresa estão pensando seriamente quando se trata de futuro?” (SCHWARTZ, 1996).

O segundo passo no método de Schwartz (1996) é a identificação dos fatores- chave e relevantes. Os fatores-chave são aqueles que afetam diretamente o ambiente em que a empresa se encontra. São as forças existentes no contexto no qual a empresa está inserida. Para Schwartz (1996), esses fatores devem ser identificados utilizando-se a técnica de brainstorming.

Como terceiro passo, é realizada a identificação das forças motrizes, as quais podem influenciar ou impactar fortemente nos fatores-chave identificados anteriormente. As forças motrizes estão ligadas ao macroambiente e relacionadas com a questão principal a ser discutida na composição dos cenários. Ajudam a decidir quais fatores são significativos ou não.

O quarto passo do método é a aplicação de um ranking de acordo com a importância e incerteza. As incertezas críticas possuem variáveis das quais não se tem uma resposta para as perguntas realizadas. Essas variáveis serão as responsáveis pela criação dos cenários. Portanto, é necessário realizar um ranking sobre as variáveis mais importantes que afetam diretamente a questão principal em estudo. Schwartz (1996) sugere classificar as variáveis em função da importância e do grau de incerteza. O autor recomenda também montar um gráfico Incerteza versus Importância.

De posse do ranking, realiza-se a seleção das lógicas dos cenários, sendo este o quinto passo do método. Após a definição das variáveis mais críticas em função da importância e incerteza, é necessária a definição das lógicas dos cenários. Schwartz (1996) indica a construção de eixos em que são posicionadas as variáveis de análise, eixos que serão a base de discussão da montagem dos cenários. Para o autor, esta

é a fase mais importante e crítica do estudo, pois é preciso analisar várias possibilidades antes de fixar os eixos de análise. Os eixos deverão ser testados com várias alternativas (variáveis), a fim de se obter um cenário possível. Caso isso ocorra, os outros cenários são descartados. Os quadrantes devem ter informações que descrevam início, meio e fim da história. O objetivo desta fase é finalizar com alguns poucos cenários que serão as bases de tomada de decisão.

Após a definição dos cenários consistentes, é feita a descrição dos cenários. Esta etapa consiste em realizar um detalhamento completo dos cenários, levando em consideração as variáveis críticas definidas anteriormente.

Buarque (2003, p.31) sugere, como parte do método de Schwartz (1996), responder a cinco perguntas básicas que levarão à criação dos cenários:

a) Quais os fatores dentro de uma realidade atual que levam a uma análise de tendência de futuro? São os fatores condicionantes da análise?

b) Dentro destes fatores, quais são os mais relevantes e mais incertos, isto é, quais as principais incertezas (centrais) dos fatores?

c) Quais são as hipóteses mais plausíveis que podem ser levantadas para definição de prováveis comportamentos futuros, baseados nas incertezas centrais?

d) Quais são as combinações de hipóteses que podem ser realizadas para as incertezas consideradas mais relevantes?

e) Quais são as combinações consistentes de hipóteses que podem ser realizadas para a análise dos cenários?

Baseado nessas perguntas, Buarque (2003, p.31) sugere que a análise deva ser realizada sob uma base teórica sólida. Os elementos condicionantes e as variáveis determinantes bem como a formulação das hipóteses devem ter uma pesquisa prévia elaborada com dados consistentes. A Figura 14 indica o processo completo de construção de cenários, de acordo com o método anteriormente exposto.

Figura 14: Processo de Construção de Cenários Alternativos

Fonte: Buarque (2003, p.33).

A base do método de construção de cenários concentra-se em dois pilares fundamentais. O primeiro é a identificação das incertezas críticas e o segundo é a formulação das hipóteses (BUARQUE, 2003, p.33).