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Typologi for institusjonelle designvalg ved demokratiske prosesser

3 Ulike demokratibegreper

3.8 Typologi for institusjonelle designvalg ved demokratiske prosesser

A sílaba pode ser definida como unidade de segmentação da fala. É a unidade básica da palavra. O conhecimento de que as palavras são formadas por sílabas é importante para quem está aprendendo a ler e a escrever. Na língua portuguesa, a sílaba pode ser representada por apenas uma vogal (V) ou por vogal e consoante/ consoantes (C ). O padrão silábico da língua portuguesa pode ser representado da seguinte forma:

 V- ala;

 VCC- instante;  CVC – torta;  CCV – braço;

 CVV – leite;  CCVVC- claustrofóbico;  VC- armário;  CV – bota;  CVCC – monstro;  CCVC – traz;  VV- aula;  CCVV- grau.  CCVC – traz;  VV- aula;  CCVV- grau.

No material do segundo ano, percebemos que as sílabas trabalhadas são as mais simples e mais frequentes na língua portuguesa :

a- V; b- CV; c- CVC.

Um dos tratamentos dado à sílaba, neste material, caminha para o reconhecimento dos tradicionais ditongo, tritongo e hiatos. O objetivo desses exercícios é trabalhar a representação das vogais e das semivogais.

Outro aspecto enfatizado é o trabalho de reconhecimento da sílaba no universo da palavra. O exemplo da figura 23, a seguir, mostra-nos este trabalho realizado com a sílaba.

Figura 23 – A sílaba

Fonte: Macambira (2013, p. 21)

O exercício mostra que há a necessidade de a criança aprender a diferenciar sílabas de fonemas. O exercício representa um dos exemplos mais comuns de se trabalhar a ideia de sílaba no interior das palavras.

Para Adams et al (2006), ao trabalhar com sílabas, é importante trabalhar com atividades que envolvam análise e síntese. Essas habilidades são fundamentais para que as crianças percebam de que maneira as letras e as palavras escritas correspondem às unidades de sons em palavras faladas. “Esse processo de associação é crucial para se aprender a decodificar palavras impressas ao ler e codificar palavras faladas ao escrever” (p.32).

Para Cielo (2001), ao trabalhar com a sílaba, a criança estará desenvolvendo consciência silábica, que pertence à consciência suprafonêmica, um dos tipos de consciência fonológica.

O exemplo da figura 24 nos mostra outro tratamento com a sílaba, ainda neste material.

Figura 24 – Tratamento das sílabas

Fonte: Macambira (2013, p. 34)

A atividade é um exemplo que mostra como a palavra pode ser segmentada. Essa segmentação contribui para a criança aprender a ler e a escrever. A maioria dos exercícios desse tipo tem como foco a sílaba, como o exemplo acima.

A atividade do exemplo 26 pede para a criança contar a quantidade de letras existentes em duas palavras e depois compara as palavras. O exercício apresenta três funções distintas:

2. Reflete a ideia de fonema;

3. Reflete sobre como podem ser formadas as sílabas.

Em síntese há um grande número de atividades relacionado à sílaba no material do 2º ano, objetivando o desenvolvimento da consciência silábica. O nível das sílabas compreende a capacidade de dividir as palavras em sílabas, sendo o primeiro, talvez a forma mais precisa de segmentação sonora. A habilidade de dividir uma palavra em sílaba é um indicativo de consciência fonológica.

Após analisarmos o primeiro grupo de atividades do material do segundo ano, passaremos para a análise do segundo grupo, referente à identificação e produção de frases.

6.7.2 Identificação e produção de frases

No livro “Novo Aprendendo Você Fica Sabendo”, há exercícios relacionados à frase, no sentido de levar a criança a pensar sobre o conceito assim como seus elementos de constituição, como mostra o exemplo da figura 25.

Fonte: Macambira (2013, p. 137)

Ao trabalhar com a produção e a identificação de frases, outros elementos também são trabalhados: a palavra e a sílaba. Esses elementos são trabalhados pelo fato de eles precisarem ser organizados adequadamente para que a frase não tenha seu sentido comprometido e as regras sintáticas não seguidas.

Acreditamos que todas as atividades presentes no material do segundo ano têm uma finalidade específica: ensinar a criança a ler e a escrever ortograficamente. Para que a aprendizagem de leitura e escrita aconteça, neste sentido, muitas descobertas devem ser feitas. Além das representações gráficas e fonológicas, a criança deve se apropriar das características básicas da língua. Na língua escrita, essas características são manifestadas pelas regras ortográficas, pontuação e noções de limites entre as palavras; na fala através da leitura, essas características são atestadas pela pronúncia, adequada à tonalidade e limites espaciais, que garantem o sentido da cadeia linguística em produção. O exemplo 26 é importante porque

reflete essas noções de limite entre as palavras que compõem a frase, conhecimento indispensável para a apropriação da escrita.

Ao definirmos consciência fonológica como capacidade para refletir sobre as propriedades do componente fonológico da língua, temos que levar em consideração os elementos que dizem respeito a este componente, desde o fonema até os limites da unidade palavra (trabalhado no exemplo da figura 25).

Desta forma, os exercícios do livro “Novo Lendo Você Fica Sabendo” dão a dimensão de que no segundo ano, a criança lê pouco. No exercício da figura 25, são trabalhados o conceito de frase (06 e 07), o conceito de palavras (07 e 08) e o conceito de sílabas. Essas três unidades da língua fazem parte da consciência suprafonêmica e contribuem para a eficácia das atividades de leitura e de escrita.

Pela análise do material, podemos perceber a existência de exercícios que visam ao desenvolvimento da consciência fonológica, direcionados à suprafonologia.

Com o término da análise do segundo grupo de atividades do segundo ano, começaremos a análise do terceiro grupo que diz respeito à identificação de rimas.

6.7.3 Identificação de rimas

A atividade de rima está presente nesse livro didático com o objetivo de fazer a criança perceber a escrita da parte final das palavras com sons semelhantes.

As habilidades de percepção de rima surgem por volta dos três a quatro anos de idade e é um facilitador na evolução das habilidades fonêmica e silábica. Porém, o trabalho com rima deve ser realizado com crianças que possuem idade superior a quatro anos, pois facilita a aprendizagem da leitura e da escrita (ADAMS ET AL, 2006 e GOMBERT, 1992).

O exemplo 26 nos mostra um texto, a partir do qual é trabalhada a ideia de rima.

Fonte: Macambira (2013, p. 11)

O texto está no livro com o propósito de trabalhar a rima. Assim, a partir da leitura, é pedido que a criança encontre em cada estrofe pares de palavras que rimam. Depois é pedido que a criança apresente as justificativas e porquês de as palavras rimarem.

Adams et al (2006) expõem que exercícios relacionados à rima são formas primitivas de trabalhar o desenvolvimento da consciência fonológica. Esses exercícios não perderam seus espaços para outros tipos diferentes na atualidade por dois motivos:

1. Fazem a criança pensar nas palavras que ouvem; 2. Auxiliam no processo de aquisição da escrita.

Se a criança consegue identificar rimas é porque presta atenção aos sons que ouve. E assim, se é capaz de perceber rimas, é capaz de perceber outras semelhanças, entre fonemas, sílabas, além de perceber diferenças.

Com a conclusão da análise do material do 2º ano, seguiremos à análise do material do 3º ano.