• No results found

Typifisering, klassifisering og inndeling i trofigrad

4.7 Kvantitative fytoplanktonprøver

5.1.1 Typifisering, klassifisering og inndeling i trofigrad

As teorias relativas à abordagem sistêmica surgiram desde a metade do século XX, como uma maneira de observar e compreender o comportamento do homem baseada em estudos complexos que transcendem as fronteiras disciplinares para contrabalançar a tendência de fracionamento das ciências com viés reducionista e disciplinar.

Desta forma, é importante destacar que a questão do pensar complexo não significa simplesmente pensar em rede, mas pensar em torno de uma dinâmica que está presente em todos os atos e procedimentos do cotidiano, assim pode-se dizer que complexidade é o “processo em que os efeitos e/ou produtos são, ao mesmo tempo, causadores e produtores no próprio processo, sendo os estados finais necessários à geração dos estados iniciais” (MORIN, 2005, p. 113).

O pensador Morin (2003, p. 187) relata que a concepção de sistema, universalmente, deve ser entendida “não como uma palavra-chave da totalidade, mas como

raiz da complexidade”. Deste modo, a utilização do método sistêmico permite que o pesquisador defina os elementos e variáveis a serem estudado de acordo com os objetivos pretendidos na análise. A ideia norteadora desta análise considera as inter-relações dos elementos, as quais influem direta ou indiretamente na organização do sistema.

Nas últimas décadas foi possível observar a necessidade de mudança na visão disciplinar e reducionista no enfrentamento dos problemas atuais da humanidade para uma visão interdisciplinar da ciência. Assim, aumentam-se as discussões dentro do meio acadêmico acerca do enfoque sistêmico. Com isso, aparecem várias definições que lhes são atribuídas. Para Ferreira (2001) essa nova abordagem recebe várias denominações como: análise sistêmica, análise de sistemas, abordagem sistêmica, análise estrutural, análise funcional.

Ainda segundo o autor, apesar de uma gama de definições atribuídas, a maioria delas dá ênfase à interação das partes constituintes do sistema; outras acrescentam o aspecto da organização; e outras, ainda, incorporam a noção de finalidade (FERREIRA, 2001). Nessa perspectiva a visão sistêmica consiste em compreender o todo a partir da análise global das diferentes partes e suas interações. Neste contexto, sistema pode ser entendido como um conjunto de partes integrantes e interdependentes que, conjuntamente, forma um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função (OLIVEIRA, 2001).

Para Alves e Silveira (2008), a metodologia sistêmica baseia-se na análise do processo de organização de cada elemento e nas inter-relações entre eles, ou seja, a ideia do todo passa pelas riquezas das interconexões, das interfaces entre os elementos, e não do número de elementos, não sendo um mero agregado, amontoado ou soma de partes.

Com isso, admite-se, que pensar de forma complexa embute a ideia de sistema. Nesse contexto, a Teoria Geral dos Sistemas emergiu como uma ferramenta adequada para lidar com as diversas complexidades e as ideias comuns às várias áreas do conhecimento.

A Teoria Geral dos Sistemas – TGS é de autoria de Ludwig V on Bertalanffy (1901-1972), essa teoria foi reforçada e bastante utilizada na II Guerra Mundial, quando as equipes trabalhavam, interdisciplinarmente, com profissionais de várias áreas do conhecimento, para solucionar os complexos problemas daquele período (ALVES e SILVEIRA, 2008). Ainda segundo o autor a “TGS emergiu como uma ferramenta adequada para lidar com as diversas complexidades e as ideias comuns às várias áreas do conhecimento” (ALVES e SILVEIRA, 2008, p. 127).

Deste modo, Bertalanffy (1975) descreveu em sua Teoria Geral dos Sistemas que é:

Necessário estudar não somente partes e processos isoladamente, mas também resolver os decisivos problemas encontrados na organização e na ordem que os unifica, resultante da interação dinâmica das partes, tornando o comportamento das partes diferente quando estudado isoladamente e quando tratado no todo (BERTALANFFY, 1975, p.53).

No entanto é importante que se traga a discussão de sistema para o âmbito Agrário, pois essa se apresenta como adequada para o conhecimento da realidade de uma sociedade, tendo em consideração sua compreensão global e histórica.

Para evidenciar as mudanças que afetam a realidade agrícola e entender as dinâmicas no espaço agrário, o conjunto das unidades de produção de um determinado espaço geográfico, utiliza-se do enfoque sistêmico conceito de Sistema Agrário definido por Mazoyer e Roudart (2001) como:

O instrumento intelectual que permite apreender a complexidade de toda forma de agricultura real pela análise metódica de sua organização e de seu funcionamento. Esse conceito permite também classificar inúmeras formas de agricultura identificáveis no passado ou observáveis no presente em um número limitado de sistemas, caracterizados cada um por um gênero de organização e de funcionamento (MAZOYER e ROUDART, 2001, p. 75)

O sistema agrário é, antes de tudo, um modo de exploração do meio historicamente constituído, um sistema de forças de produção, um sistema técnico adaptado às condições bioclimáticas de um espaço determinado, que responde às condições e às necessidades sociais do momento. Um modo de exploração do meio que é o produto específico do trabalho agrícola, utilizando uma combinação apropriada de meios de produção inertes e meios vivos para explorar e reproduzir um meio cultivado, resultante das transformações sucessivas sofridas historicamente pelo ecossistema (MAZOYER, 1987 apud GARCIA FILHO, 1999).

É importante destacar que em relação a estrutura do sistema agrário esta se apresenta basicamente em três elementos constitutivos correspondentes: ao meio natural, ao meio humano e às forças produtivas. Por esses motivos expostos, a utilização da metodologia sistêmica permite explicar os mecanismos internos que orientam e condicionam uma realidade agrária e que, muitas vezes, dependem não somente das propriedades de seus elementos constitutivos, mas, sobretudo, de suas inter-relações. Esse preceito impõe considerar que a agricultura, em seu sentido mais amplo, não é uma simples justaposição de atividades produtivas e de fatores de produção, mas, sim, um sistema organizado em torno de interações entre seus múltiplos componentes (MIGUEL, 1999).

A proposta dessa teoria busca através de uma retomada histórica entender a evolução e a diferenciação de territórios. Portanto, constitui-se de grande importância reconhecer e estudar os diversos sistemas agrários colocados em prática pelos agricultores, por mais tradicionais ou degradados que possam parecer.

De acordo com Ferreira (2001), ao estudar um sistema agrário, o pesquisador enfrenta uma dupla tarefa. Primeiro, a de colocar em evidência o tempo de evolução desse sistema, e segundo, como foram formados e como evoluíram os elementos que o constituem. Este estudo também envolve o resgate da história de vida do local, constituindo-se em uma variável importante do funcionamento do sistema, pois, através dela, é possível reconstruir as suas origens e fontes das mudanças.

Dentro desta lógica, o pesquisador Marc Dufumier (2007) destaca a importância da compreensão do funcionamento do sistema de produção agrícola no seu conjunto, estudando-se as múltiplas relações que o produtor estabelece entre os diversos subsistemas que o constituem. O sistema de produção pode ser definido como uma combinação no tempo e no espaço dos recursos disponíveis para a obtenção das produções vegetais e animais. Ele pode também ser concebido como uma combinação mais ou menos coerente de diversos subsistemas produtivos: os sistemas de cultura das parcelas ou de grupos de parcelas de terra, tratados de maneira homogênea, com os mesmos itinerários técnicos e com as mesmas sucessões culturais; os sistemas de criação de grupos de animais (plantéis) ou de fragmentos de grupos de animais; os sistemas de processamento dos produtos agrícolas no estabelecimento rural (DUFUMIER, 1996).