2 LITERATURE REVIEW ON OIL-WATER FLOW
2.7 Modelling of oil-water flow
2.7.2 Two-fluid models
O granada clinopiroxenito corresponde à amostra CAN94, e é marcado por textura granoblástica grossa e composição modal de 47% de granada e 53% de clinopiroxênio.
A granada possui coloração rosada, levemente acastanhada, formas arredondadas a irregulares e dimensões superiores a 3,0 mm (Figura 4.12 A e B). O clinopiroxênio possui coloração esverdeada, é subédrico a anédrico e possui dimensões, em geral, superiores a 2,0 mm (Figura 4.12). Ambos os minerais encontram-se fraturados.
Os limites entre granada e clinopiroxênio são marcados por material quelifítico, que também ocorre ao longo de fraturas da granada. As fases que compões esta alteração são mais grossas que nas demais amostras, sendo
# possível identificar a presença de espinélio e cristais de piroxênio fino. Nestas áreas também se registra a ocorrência de flogopita.
Figura 4.12 – Fotomicrografias de amostra de granada clinopiroxenito (CAN94) nas quais é possível observar: (A) contato entre clinopiroxênio e granada marcado por fases de alteração; (B) granada marcada por alteração pervaisva longo de fraturas e nas bordas do grão; (C e D) clinopiroxênio fraturado e em contato com granada marcada por borda quelifítica (porção inferior das fotomicrografias).
4.1.4.E
CLOGITOO eclogito é representado pela amostra CAN147 e é composto por 60% de granada e 40% de clinopiroxênio. Assim como o granada clinopiroxenito, o xenólito de eclogito é marcado por textura granoblástica grossa, porém as dimensões das fases minerais que o compõe são, em geral, inferiores às registradas no granada clinopiroxenito.
A granada do eclogito possui formas irregulares, dimensões médias de 3,0 mm e coloração rosada, de tonalidade mais clara em relação à observada no granada clinopiroxenito. A granada encontra-se fraturada, além de ser marcada pela presença de borda quelifítica (Figura 4.13 A e B). O clinopiroxênio tem coloração esverdeada e dimensões, em geral, inferiores às
#" da granada. Observa-se a ocorrência de textura tipo esponja (spongy) na superfície de alguns dos exemplares deste mineral (Figuras 4.13 B e 4.14). De acordo com Costa (2008), esta feição pode ser indicativa de alteração da rocha.
Na amostra CAN147, identifica-se a presença de fraturas, preenchidas por material de alteração e associadas à borda quelifítica da granada. Nestas regiões, ocorrem pirita e flogopita (Figura 4.13 C).
Figura 4.13 – Fotomicrografias de amostra de eclogitos (CAN147) nas quais é possível observar: (A) granada de coloração rosada, fraturada e circundada por borda quelifítica de coloração acastanhada; (B) clinopiroxênio fraturado com alteração tipo esponja em contato com granada marcada pela presença de material quelifítico na borda e ao longo de fraturas (C) granada fraturada em contato com massa de alteração na qual se identifica flogopita.
#
Figura 4.14 – Mosaico de fotomicrografias de amostra de eclogito (CAN147), no qual é possível observar alteração tipo esponja tanto nas bordas como na superfície do clinopiroxênio.
4.1.5.D
ISCUSSÕESA suíte de xenólitos do kimberlito Canastra-01 é marcada por uma diversidade de tipos litológicos, que correspondem a amostras de piroxenitos e peridotitos, tanto do fácies do espinélio como da granada. Esta observação aponta para um manto diversificado e heterogêneo sob a região da intrusão. A predominância de xenólitos de granada lherzolitos permite a interpretação de que este é o tipo litológico predominante do manto da região, o que está em conformidade com as suítes de xenólitos descritas para outras regiões
##
circum cratônicas. Além disso, a ocorrência limitada de harzburgitos (apenas
02 amostras) entre os xenólitos estudados nesta dissertação e no trabalho de Costa (2008) é condizente com estudos de prospecção realizados em concentrados de granadas do kimberlito Canastra-01 (Cookenboo, 2005), nos quais foi identificada a baixa ocorrência de granadas harzburgíticas (G-10).
A textura observada nos xenólitos peridotíticos registra, de forma geral, deformação mais intensa do que nos demais tipos rochosos, com a presença de micro falhas, que indicam a superação da capacidade do mineral em acomodar a deformação por meio de processo de recristalização.
As alterações observadas nas lâminas estudadas muitas vezes extrapolam uma única fase, e, em sua maioria, encontram-se associadas a veios, sugerindo percolação de fluidos metassomáticos pela rocha. A presença de fases como flogopita associadas a tais alterações reforçam esta hipótese e caracterizam ocorrência de metassomatismo modal. Por ocorrerem nos diversos tipos litológicos analisados, e devido às características aqui apresentadas, é possível interpretar que tais feições sejam resultados de percolação do material kimberlítico nos xenólitos. Ressalta-se que as amostras de anfibólio granada websterito (CAN95 e CAN203) correspondem aos exemplares que menos foram afetados por este processo, por não ser registrado metassomatismo modal.
De acordo com Dawson e Smith (1982), a ocorrência de anfibólio em xenólitos mentélicos pode ser tanto indício de metassomatismo modal quanto uma feição primária da amostra. Os autores explicam que, para xenólitos de websteritos e piroxenitos, há amplo debate na literatura se a origem do anfibólio é ígnea ou metassomática. Na primeira hipótese, o anfibólio é considerado como fase intercumulus (Best, 1970; Dawson e Smith, 1973; Irving, 1974) enquanto que na segunda conjectura a origem do anfibólio é atribuída à infiltração de agente metassomático e substituição de fases peridotíticas primárias.
Nos xenólitos de anfibólio granada websterito (CAN95 e CAN203) não são registradas texturas de desequilíbrio entre anfibólio e demais fases
#$ minerais, o que pode significar que o anfibólio corresponde a uma fase primária na amostra. No entanto, a simples ausência de tais texturas não é suficiente para determinar uma origem ígnea para esse mineral, uma vez que, caso reações metassomáticas tenham ocorrido e se completado, não sobrariam indícios de que estas se processaram. Ressalta-se que os veios preenchidos por material de alteração que afetam granada e clinopiroxênio nos xenóltios de anfibólio granada websterito também cortam os grãos de anfibólio, permitindo concluir que a origem deste mineral não está associada à percolação de material kimberlítico.