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7 Non-Parametric IV Estimates

7.1 Twin Birth Instruments

Para Maddox et al. (2001), geriatria é o estudo dos aspectos médicos de pessoas mais velhas que o jovem adulto e a aplicação dos conhecimentos relacionados com os aspectos biológicos, biomédicos, comportamentais e sociais do envelhecimento para prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados dessas pessoas. O termo „geriatria‟ foi utilizado pelo médico americano Ignatz Nascher (1863- 1944 apud MADDOX, 2001) em reconhecimento da similaridade com o domínio da pediatria. Os aspectos médicos do envelhecimento foram estudados desde o início da civilização e receberam vários nomes, até chegar em Geriatria. O idoso deve ser integrado dentro de cuidados de saúde primários e ramos da especialidade da medicina, por exemplo, medicina Geriátrica, Psiquiátrica Geriátrica e Neurológica

13,6%

27,3% 10,9%

15,7%

Geriátrica. Embora 65 anos de idade seja frequentemente usado em países desenvolvidos para indicar o início da idade avançada, essa idade é claramente arbitrária por parte das decisões de política social.

Susman (apud MADDOX, 2001) descreveu a Geriatria como uma disciplina médica em coordenação com os aspectos clínicos, preventivos, corretivos e sociais da doença no adulto idoso. Geriatria não é uma disciplina separada da prática diária da maioria dos clínicos, mas uma disciplina que exige que os profissionais de saúde mantenham bons princípios básicos mentais e de cuidados.

O termo „gerontologia‟ foi usado pela primeira vez por Elie Metchnikoff (1908 apud NERI, 2006), que o compôs a partir da língua grega, na qual geron significa homem velho e logia estudo.

Metchnikoff, cientista Russo e que trabalhava no Instituto Pasteur em Paris, afirmava que

[...] a velhice é uma doença infecciosa crônica, caracterizada por degeneração ou por enfraquecimento de elementos nobres e pela atividade excessiva dos macrófagos. Tais processos causariam um distúrbio no equilíbrio das células que compõem o organismo e dariam origem a uma luta interna que conduziria ao envelhecimento [...]. (NETTO, 2007, p. 38).

Metchnikoff (apud NETTO, 2007) acreditava enganosamente que uma vida longeva e uma velhice saudável dependeriam de evitar e/ou retardar esse processo. O mesmo autor profetizou que a Gerontologia teria crescente importância no decorrer do século XX, em virtude dos ganhos em longevidade para os indivíduos e para as populações, ganhos esses provocados pelos avanços das ciências naturais e da medicina.

De acordo com Green (1993) a Gerontologia pertenceu na primeira fase de sua curta história ao domínio dos médicos e biólogos. Na segunda fase foi criado um espaço para os psicólogos e sociólogos, ao lado de economistas e demógrafos. Agora a Gerontologia está no início de seu terceiro estágio, e passa por um período de renovação, baseado na cooperação de geógrafos, linguistas, hermeneutas e semiólogos em torno dos problemas do envelhecimento.

Para Neri (2006) a área de maior concentração de grupos na Gerontologia é a da saúde, compreende: medicina, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem,

fonoaudiologia; das ciências humanas: educação, psicologia e linguística; e das ciências sociais: antropologia, sociologia e serviço social.

De acordo com Green (1993) é uma ciência “muito jovem”. O autor localiza seu nascimento no fim da década de 1940, mas observa um atraso no seu reconhecimento acadêmico até 1970.

Harris (1998) definiu a Gerontologia como um estudo científico dos aspectos biológicos, psicológicos e sociais do envelhecimento. Para Freitas et al. (2006) a Gerontologia é um amplo campo disciplinar e profissional, que abriga numerosos temas, interesses e questões relacionados ao idoso, à velhice e ao envelhecimento. Não é campo unificado em termos de linguagem, teorias e metodologias, fato que responde pela pulverização de dados e prática que a caracteriza.

Green (1993) afirmou que a Gerontologia é a disciplina que estuda sistematicamente o envelhecimento. A partir de dois pontos de vista: como o envelhecimento afeta o indivíduo e como uma população que envelhece vai mudar a sociedade.

Os estudos na área da Gerontologia são ricos e se fazem necessários, porém estão num processo de lenta e gradual construção. Pereira et al. (2002) mencionaram que os gerontólogos e os geriatras colocam a velhice como uma questão importante a ser debatida.

Neri (2000) e Pereira et al. (2002) concordaram em definir a Gerontologia como disciplina multidisciplinar e interdisciplinar, voltada para a descrição e a explicação das mudanças típicas do envelhecimento e de seus determinantes genético-biológicos, psicológicos e socioculturais. Também está voltada para o estudo das características das pessoas maduras e idosas, das várias experiências de velhice e envelhecimento, ocorrendo em diferentes contextos socioculturais e históricos. Abrange aspectos do envelhecimento normal e patológico. Compreende a consideração dos níveis atuais de desenvolvimento e do potencial para o desenvolvimento.

Freitas et al. (2006) alertaram para a Gerontologia, como ciência do envelhecimento com a responsabilidade de ser o centro do qual emanam suas ramificações: gerontologia social, gerontologia biomédica e geriatria, que, em conjunto, atuam sobre os múltiplos aspectos do fenômeno do envelhecimento e suas consequências.

Consoante Mckee (1982), Borgatta e Mc Cluskey (1980) (apud GREEN, 1993), não há uma só disciplina que responda ao nome “Gerontologia”. A velhice é estudada

a partir de perspectivas de muitas disciplinas independentes, que juntas constroem o campo da Gerontologia quando aplicadas num mesmo objeto

Cumpre também inquirir, segundo Neri (2006), os campos profissionais específicos procurando discriminar o que eles têm para oferecer aos idosos. O que pode render programas educacionais, orientados à realidade e, nesse sentido, contribuir genuinamente para a geração de novos espaços profissionais.

Nos escritos de Freitas et al. (2006), a Gerontologia é um amplo campo disciplinar e profissional que abriga numerosos temas, interesses e questões relacionadas ao idoso, à velhice e ao envelhecimento.

Para Neri (2000), a Gerontologia hoje considera o velho como uma pessoa em desenvolvimento, dentro de um novo paradigma, que é chamado de life-span, ou curso de vida, que focaliza o desenvolvimento do ponto de vista das inter-relações do desenvolvimento individual, familiar e societário ao longo do tempo. A essência do modelo reside na análise da sincronia ou assincronia entre o tempo individual, o tempo familiar e o tempo histórico.

Para Freitas et al. (2006) o Brasil, além de enfrentar os desafios decorrentes de numerosas condições financeiras, intelectuais e políticas, os estudiosos e os profissionais que atendem às necessidades dos mais velhos têm que se haver com práticas preconceituosas e discriminativas em relação aos idosos.

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