4.1 Presentasjon av resultater
4.1.1 Trivsel, samarbeid og arbeidsmiljø
É de salientar que as respostas tenham destacado uma efetiva melhoria da organização como a maior vantagem do processo de mudança organizacional, e a falta de empenho dos dirigentes como o aspeto mais negativo. Esta vertente de melhoria é mencionada na definição dada por Bressan In Lima e Bressan (2003), e o empenho dos dirigentes, enquanto aspeto negativo, é também referido por Castro (2012) e por Nascimento (2012).
Questionados sobre a forma de implementação desse processo as respostas dividem-se, metade considera que foram bem implementadas, por oposição à outra metade, havendo ainda uma resposta que refere não ter presenciado mudanças na sua área de atuação. Na questão “o que mudaria?” as respostas apontam, na sua maioria, para a necessidade de levar a cabo avaliações sucessivas ao longo do processo, tal como já tinha sido referido por Castro (2012), e para a necessidade de uma visão estratégica.
Relativamente à recetividade da organização à mudança, todas as respostas foram unânimes, considerando que deve estar disponível para mudar. Esta é uma ideia consensual também entre Pinto (2007), Silva (2003), Burke (2002) e Orlikowsky (1996).
Sobre a resistência dos militares à mudança, 57% das respostas consideram não haver oposição, enquanto 43% consideram que ela existe. A natureza e cultura da organização é uma das razões apontadas para a resistência. Esta, tal como referem Cunha et al. (2007), Carnall (2007) e Moscovici (2003), é uma atitude normal, originada pelo receio de insegurança. A ação dos dirigentes da mudança é também apontada como causadora de resistência, tal como refere Cunha et al. (2007) este é um fator de resistência organizacional atribuído à gestão incorreta da mudança.
Sobre a Gestão das Messes e dos Bares
Sobre a forma como devem ser geridos as messes e bares, 86% das respostas consideram que esta deve ser mudada, havendo apenas uma resposta com reservas, que pondera a necessidade de avaliação caso a caso.
Quanto à alternativa de substituição proposta, 71% opta pela 3 (substituição de todos os militares das messes e bares com exceção dos gerentes) como a melhor a adotar, devido à existência de gerente da GNR. Uma das respostas considera ainda que todas as alternativas de substituição propostas podem ser adotadas numa fase de transição para outro tipo de opção, como a concessão; havendo outra resposta que aponta a alternativa de substituição 4 (manter gerente e cozinheiros) como a mais ajustada à realidade da GNR.
Quando questionados sobre a existência de alternativas de substituição que considerassem melhores que as propostas, 43% sugerem a concessão, pela libertação do ónus dos encargos e de preocupação com a gestão destes serviços; outros 43% consideram não existir outra proposta melhor. Uma das respostas sugere ainda que a mão-de-obra seja facultada por empresas civis, ficando as operações na dependência da GNR que, desta forma, poderia controlar a qualidade do serviço. No que toca à qualidade prestada nas várias alternativas de substituição escolhidas na questão anterior, consideram que esta não iria diminuir e, inclusive, 71% acredita que poderia mesmo aumentar devido ao maior profissionalismo e à formação específica dos civis para as referidas funções.
A questão da colocação dos militares que ficariam libertos com a aplicação das alternativas de substituição deverá ser analisada caso a caso para 43% das respostas, tendo em conta, para o efeito, a idade, o tempo restante de serviço (até à reserva e/ou reforma), entre outros aspetos (aptidão, vocação, número de anos desde que saíram da atividade operacional, etc.). Já 29% compreende que poderão ser inseridos nas funções para as quais tiveram formação específica, havendo ainda uma resposta que considera que estes militares já não estão aptos para desempenhar outras funções; e outra que defende que já não estão preparados para desempenhar qualquer outra função, justificando com a necessidade de atualização devido ao tempo em que não desempenham funções operacionais.
Sobre a Avaliação da Implementação das Alternativas de Substituição Relativamente aos aspetos negativos de implementação das alternativas de substituição, 43% consideram que a confeção numa única messe em Lisboa para as messes de Lisboa poderia sair mais dispendioso ou retirar qualidade, face ao atual modelo, dado o transporte das refeições; outros 43% apontam dificuldades devido ao investimento avultado na adoção de um único armazém em Lisboa para as messes e bares de Lisboa, pelas dimensões do armazém e da equipa.
As alternativas de substituição integral nos bares e messes sugerem dificuldades, para 29% das respostas, por não ter um gerente da GNR enquanto garante de qualidade dos serviços. A mesma percentagem, 29%, considera que seria melhor que os cozinheiros também sejam substituídos por não existirem motivos para que tal não aconteça. As más experiências verificadas em locais onde se recorreu a outsourcing, com registo e.g. de perda de qualidade, são apontadas como dificuldade logo à partida (29%). Na existência de um único armazém são referidas más experiências devido à centralização, associada à celebração de maus contratos, com diminuição da qualidade e aumento, inclusive, dos
O aspeto positivo de implementação mais apontado é a libertação dos militares que atualmente estão afetos às messes e bares. Este é considerado por 71% das respostas como um ponto a favor da implementação das alternativas de substituição, ainda que se apresentem divididos quanto ao seu aproveitamento para outras funções.
Com igual percentagem, 57% das respostas, evidenciam que a redução dos gastos em todas as alternativas é um fator motivador para a sua implementação, assim como na alternativa 3 a manutenção do gestor, em que a sua existência é vista como garante de qualidade.
Uma das respostas (14%) aponta como única vantagem transversal a todos os cenários a redução dos gastos, considerando ainda que esta redução pode não se vir a confirmar. Um receio que se pode justificar com as incertezas quanto à inserção dos militares das messes e bares em outras áreas da GNR.