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Triennial Egg Surveys 2007- Detailed planning proposal

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Com esta situação experimental, pretendemos compreender a capacidade de adaptação dos alunos. Quisemos verificar se ao fim de algum tempo a realizar a tarefa a modificássemos, existia ou não da parte dos alunos capacidade de adaptação à nova situação.

Para a Falsificação da Conjectura – ou de alguns dos seus aspectos _________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________________ 115 PROBLEMA: capacidade de adaptação à imprevisibilidade.

HIPÓTESES:

H1: Os alunos colocam as bolas correctamente, sem falhas.

SITUAÇÃO EXPERIMENTAL: Os alunos recebem 30 bolas de duas cores, lançadas de um ponto que não vêem (obstáculo) e têm indicação prévia de colocar as bolas de uma cor à direita e as da outra cor à esquerda. As bolas são lançadas a um ritmo certo e rápido (de 2 em 2 segundos). Depois, ao mesmo ritmo são lançadas mais 20 bolas (também de duas cores) mas têm de ser colocadas de forma inversa. Verificamos então quantas bolas foram bem ou mal colocadas.

Além deste grupo concebemos um segundo que serviria de padrão. Na situação experimental deste grupo as 20 bolas finais mantinham o mesmo sentido das iniciais. A análise dos dados foi efectuada isoladamente para cada situação e posteriormente comparados os dados das duas.

REGISTO DE DADOS COLHIDOS: é feito através do preenchimento de uma ficha quando muda o aluno que faz o teste. Nesta ficha constam os dados de caracterização - o do nome aluno, data nascimento, aulas do X ano, e ainda se as bolas foram bem ou mal colocadas e dentro destas distinguir se são das primeiras 30 ou das 20 finais.

MATERIAL NECESSÁRIO: ficha de registo, 25 bolas brancas, 25 bolas azuis, plinto.

AMOSTRA E CONDIÇÕES DE REALIZAÇÃO: Realizámos a situação experimental com sete turmas, num total de 122 crianças, onde os alunos têm entre 7 e 11 anos. Este foi aplicado no campo desportivo da escola em questão.

A situação experimental foi realizada com todas as turmas do 3º e 4º ano e uma de 2º ano. Optámos por a realizar só com as crianças destes anos por pensarmos que para os anos de escolaridade inferiores será mais complicado realizar a situação proposta. Com a amostra conseguida já será possível tirar ilações sobre os resultados alcançados.

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______________________________________________________________________________________________ 116 Colocámo-nos atrás de um plinto, onde estavam as 50 bolas (colocadas de modo a que os alunos não as vissem), e lançámos as bolas de 2 em 2 segundos; optámos por este tempo, por considerarmos ser o tempo de a receberem e a pousarem. Os alunos estavam a uma distância de 2 metros, distância essa que no tempo previsto permitia eliminar receber e pousar a bola.

Concebemos para esta situação os alunos não verem o ponto de saída da bola e consequentemente qual a sua cor, com o objectivo de não permitir que pensassem antecipadamente qual o lado em que iam colocar a mesma.

Com esta experiência procurámos observar a capacidade que os alunos têm de se adaptar a factores de instabilidade, como - a cor das bolas, o facto de não as verem partir, o tempo em que as mesmas vão ser lançadas.

Optámos por utilizar bolas todas do mesmo tamanho, apenas de cores diferentes, dado que o peso das mesmas poderia ser um indicador do lado onde seriam colocadas, e não foi essa a nossa intenção.

O grupo padrão, que não teve de colocar o segundo grupo de bolas de forma inversa, serviu para constatar se este gesto será um gesto mecânico/automático, dado que tínhamos a noção que ao fim de algum tempo a colocar bolas segundo uma sequência interiorizamos essa situação, e por isso quisemos observar se o facto de trocarmos a ordem de colocação das mesmas tem ou não alguma influência.

O simples facto de alterar o tempo em que as bolas são lançadas, já condicionará outro tipo de resposta, uma vez que estaríamos a solicitar outro tipo de comportamento, também o facto de os alunos estarem a uma distância de um metro ou de quatro não é igual, pois o tempo de reacção proposto não é o mesmo.

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______________________________________________________________________________________________ 117 APRESENTAÇÃO / ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS:

Através da observação, constatámos que no que se refere ao grupo sem condicionalismos, das mil oitocentas e trinta bolas que havia para colocar na primeira fase da situação experimental, foram colocadas mil seiscentas e trinta e oito de forma correcta (89,5%), e no que se refere às segundas mil duzentas e vinte bolas (grupo de 20 bolas), foram bem colocadas novecentas e setenta (79,5%), pelo que se infere que a maioria das bolas foi bem colocada.

Quadro 11 - Síntese dos dados da situação experimental 5, frequências absolutas e relativas.

Nota: As percentagens que faltam para chegar aos 100% são as correspondentes às bolas perdidas.

Quadro 12 - Síntese dos dados da situação experimental 5, frequências absolutas e relativas - grupo padrão.

Nota: As percentagens que faltam para chegar aos 100% são as correspondentes às bolas perdidas.

Contudo o que é de salientar nesta situação experimental é que o grupo padrão, ainda conseguiu melhores resultados, ou seja, o facto de se ter condicionado a direcção dada às

Turmas Bolas bem colocadas Bolas mal colocadas Nº de alunos

30 Bolas 20 Bolas 30 Bolas 20 Bolas

2ºC 240 138 24 34 9 3ºA 214 127 20 25 8 3ºB 236 150 25 21 9 3ºC 305 168 20 22 10 4ºA 203 129 15 20 9 4ºB 228 147 37 23 9 4ºC 212 111 17 24 7 TOTAL 1638 (1830) (89,5%) 970 (1220) (79,5%) 158 (1830) (8,6%) 169 (1220) (13,8%) 61 Turmas (Padrão)

Bolas bem colocadas Bolas mal colocadas Nº de

alunos

30 Bolas 20 Bolas 30 Bolas 20 Bolas

2ºC 282 160 29 23 10 3º A 228 142 8 13 8 3ºB 224 137 27 27 9 3ºC 242 149 21 23 9 4º A 205 139 26 15 8 4ºB 236 160 21 16 9 4ºC 212 143 20 13 8 TOTAL 1629 (1830) (89%) 1030 (1220) (84,4%) 152 (1830) (8,4%) 130 (1220) (10,7%) 61

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______________________________________________________________________________________________ 118 bolas, influenciou os resultados. Acreditamos que o facto do primeiro grupo se ter de adaptar a uma nova situação a meio da experiência lhe trouxe alguns condicionalismos.

Não verificámos diferenças entre rapazes e raparigas, o género não se mostrou um indicador de diferenciação.

Quadro 13 - Síntese da análise estatística relativa aos alunos que colocam as bolas correctamente.

Hipótese Nula Teste Valor T Valor p Conclusão

A proporção de alunos que colocam as primeiras 30 bolas correctamente é igual à proporção de alunos que não o fazem

Teste de Ajustamento do Qui- Quadrado (p) Testes de Hipóteses Estatística T 55,15 0,001 A proporção de alunos que colocaram as bolas

correctamente não é idêntica à proporção de alunos que não o fizeram

A proporção de alunos que colocam as primeiras 20 bolas correctamente é igual à proporção de alunos que não o fazem

Teste de Ajustamento do Qui- Quadrado (p) Testes de Hipóteses Estatística T 25,53 0,001 A proporção de alunos que colocaram as bolas

correctamente não é idêntica à proporção de alunos que não o fizeram

O facto de colocarem as segundas 20 bolas correctamente não depende das primeiras 30 Teste de Independência do Qui-Quadrado - 0,003 O facto de colocarem as segundas 20 bolas correctamente

depende das primeiras 30

A proporção de alunos do grupo padrão que colocam as primeiras 30 bolas correctamente é igual à proporção de alunos que não o fazem

Teste de Ajustamento do Qui- Quadrado (p) Testes de Hipóteses Estatística T 53,38 0,000 A proporção de alunos que colocaram as bolas

correctamente não é idêntica à proporção de alunos que não o fizeram

A proporção de alunos do grupo padrão que colocam as primeiras 20 bolas correctamente é igual à proporção de alunos que não o fazem

Teste de Ajustamento do Qui- Quadrado (p) Testes de Hipóteses Estatística T 33,16 0,000 A proporção de alunos que colocaram as bolas

correctamente não é idêntica à proporção de alunos que não o fizeram

Parece-nos não ficar comprovado tratar-se de um gesto mecânico/automático, pois ao fim de algum tempo a colocar bolas segundo uma mesma sequência não interiorizaram essa situação; apesar de se terem obtido melhores resultados no grupo padrão, esses não foram significativamente diferentes (Quadro 13).

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______________________________________________________________________________________________ 119 Através da análise estatística podemos constatar, que o valor de sig é superior a 1,645 (valor correspondente a sig 0,05), assim a probabilidade de termos uma proporção igual não se verifica. Este facto confirma-se através do desvio padrão que se encontra fora do limite esperado.

Verificámos ainda que o facto de os alunos colocarem as segundas 20 bolas correctamente depende da colocação das primeiras 30 bolas (sig. 0,003).

Em síntese o número de alunos que colocaram as bolas correctamente, sem falhas, é significativo (aceitamos H1).

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