0,745 0,655 0,815 0,801 0,801 0,830 0,818 0,837 0,437 0,825 0,442 0 , 0 0 , 2 0 , 4 0 , 6 0 , 8 1 , 0 D Eb CTt CTr FEr FEe CPp ar CPp el DUpa DUt r TRper FDr CI r
Figura 40 - Coeficient es de cor r elação m édios ( CCORR m édios) en t r e as pr opr iedades
f ísicas e m ecânicas par a as 187 espécies do est udo.
Os CCORR m édios das 187 espécies do est udo apr esent ar am v alor es
super ior es quando com par ados com os CCORR m édios encont r ados par a a análise das
cor r elações das 163 espécies do LPF/ I BAMA, const ant es na Figur a 27. Em bor a as configur ações dos gr áficos ( Figur as 27 e 40) sej am sem elhant es, as pr opr iedades não apr esent ar am a m esm a t endência quant o à posição hier ár quica das cor r elações m éd ias. As m udanças m ais ex pr essiv as nas posições hier ár quicas for am a de FEr , que passou da 4ª posição par a a 1ª , a de DUt r , que passou da 2ª par a a 6ª , e a de DUpa, que passou da 5ª par a a 8ª posição. As pr opr iedades DEb, FDr , TRper , CTr e CTt m ant iv er am suas posições, ou sej a, a 3 ª , 9 ª , 1 0 ª , 1 1 ª e 1 2 ª posições, r espect iv am ent e. As pr opr iedades CPpar e CPpel alt er ar am apenas um a posição hier ár quica. As pr opr iedades FEe e CI r alt er am duas posições hier ár quicas. A Tabela 1 5 apr esent a essa com par ação.
Tabela 15. Com par ação das posições hier ár quicas e dos CCORR m édios das 163
espécies do LPF/ I BAMA com os das 187 espécies do est udo.
PROPRI ED AD E PARA 1 6 3 ESPÉCI ES PARA 1 8 7 ESPÉCI ES
CCORR M ÉDI O POSI ÇÃO CCORR M ÉDI O POSI ÇÃO
CPp ar 0 , 7 6 1 2 1 0 , 8 3 0 1 2 DUt r 0 , 7 5 3 3 2 0 , 8 1 4 9 6 DEb 0 , 7 5 0 8 3 0 , 8 2 4 9 3 FEr 0 , 7 4 9 3 4 0 , 8 3 7 2 1 DUp a 0 , 7 4 2 5 5 0 , 8 0 0 7 8 FEe 0 , 7 4 0 5 6 0 , 8 1 8 5 4 CI r 0 , 7 3 7 8 7 0 , 8 1 7 4 5 CPpel 0 , 6 8 6 5 8 0 , 8 0 0 8 7 FDr 0 , 5 5 3 9 9 0 , 7 4 5 5 9 TRper 0 , 4 5 6 4 1 0 0 , 6 5 5 0 1 0 CTr 0 , 3 8 7 6 1 1 0 , 4 4 2 3 1 1 CTt 0 , 3 7 8 3 1 2 0 , 4 3 7 0 1 2
On d e: CCORR MÉD I O = coef icien t e d e cor r elação m éd io
POSI ÇÃO = p osição h ier ár q u ica
Supost am ent e, as alt er ações dos v alor es dos CCORR m édios, bem com o as
das posições hier ár quicas, ocor r idas ent r e os dois gr upos de espécies, sej am at r ibu ídas ao fat o de qu e os dados falt an t es est im ados pelas equações de r egr essão t or nar am o gr upo das 1 8 7 espécies m ais hom ogêneo, ocasionando o aum ent o dos CCORR m édios. Supõe- se t am bém que o núm er o de est im at iv as de cada pr opr iedade,
um a v ez que um as t iv er am m ais e out r as m enos dados est im ados, t enha afet ado os coeficient es de cor r elação m édios.
4 . 5 . 2 . 3 Fo r m a çã o d o s g r u p o s d a s e sp é cie s
A inspeção v isual do diagr am a em for m a de “ copa de ár v or e inv er t ida” con t en do as v ár ias r am ificações com a posição de cada u m a das espécies do est u do, f or n ecido pelo pr ogr am a SAS, possibilit ou separ ar as espécies em cin co gr upos dist int os. Em bor a as r am ificações segr eguem as espécies at é ao nív el indiv idual, pr ocur ou- se separá - las em um a for m a t al que a quant idade de gr upos fosse com pat ív el com as classificações nor m alm ent e ut ilizadas, incluindo a
classificação por DEb usada nest e t r abalho. Coincident em ent e, a v isualização do diagr am a pr om ov eu a n ít ida for m ação de cin co gr u pos de espécies, ou sej a, o m esm o núm er o de gr upos da classificação por DEb. O núm er o de espécies con t idos em cada gr upo foi de: Gr upo 1, 33 espécies; Gr upo 2, 46 espécies; Gr upo 3, 19 espécies; Gr upo 4, 46 espécies; e, Gr upo 5, 43 espécies.
Alguns aut or es ( Souza et al. 1990; Hum phr ey s & Chim elo, 1 9 9 2 ) m encionam que, par a a for m ação dos gr upos, dev e ser t r açado de um a “ linha de cor t e” na alt ur a do eix o y – “ dist ância m édia ent r e os gr upos” (av er age dist an ce
bet w een clu st er s) - que int er cept e, no diagr am a, as linhas de or igem de cada gr upo
a ser for m ado. De fat o, essa lin h a sen do t r açada n a alt u r a de 0 , 5 do eix o y d o diagr am a pr opor ciona a for m ação, não de cinco, m as de seis gr upos. No ent ant o, o sex t o e últ im o gr upo ser ia for m ado apenas pelas espécies Cop068 e Cop069 ( v er Figu r as 4 1 e 4 6 adian t e) . Assim , por qu est ões de pr at icidade ( a m esm a apon t ada por Hum phr ey s & Chim elo, 1992) , r esolv eu- se incluir essas duas espécies dent r o do gr upo m ais pr óx im o, ou sej a, o Gr upo 5 , o que r esult ou em cinco o núm er o de gr upos.
A Figur a 41 apr esent a o diagr am a ger al com a dist r ibuição das espécies do est udo ( inc luindo a “ linha de cor t e” e a separ ação ar t ificial em gr upos) , for necido pela análise m ult iv ar iada no pr ogr am a SAS.
Em r azão da gr an de qu an t idade de espécies, qu e pr ej u dicou , n a escala m ost r ada, a per feit a v isualização do eix o x ( espécies) do diagr am a ger a l, são apr esen t adas em seqü ên cia, com a fin alidade de m elh or ar a v isibilidade, as Figu r as 4 2 a 4 6 , con t en do as am pliações de cada gr u po de espécies do diagr am a ger al. Nessas figur as são t am bém assinaladas algum as espécies consider adas t r adicionais em cada gr upo, cuj a abor dagem se dar á m ais adiant e.
Figura 41 - Diagr am a ger al do agr upam ent o das espécies do est udo pelas pr opr iedades físicas e m ecânicas, por m eio da análise m ult iv ar iada, incluindo a “ Linha de Cor t e” e a separ ação em gr upos.
Figur a 42 - Diagr am a am pliado do Gr u po 1 das espécies do est u do con t en do as espécies consider adas t r adicionais.
Figur a 43 - Diagr am a am pliado do Gr u po 2 das espécies do est u do con t en do as espécies consider adas t r adicionais.
Figur a 44 - Diagr am a am pliado do Gr upo 3 das espécies do est u do con t en do as espécies consider adas t r adicionais.
Figur a 45 - Diagr am a am pliado do Gr u po 4 das espécies do est u do con t en do as espécies consider adas t r adicionais.
Figur a 46 - Diagr am a am pliado do Gr u po 5 das espécies do est u do cont endo as espécies consider adas t r adicionais.
4 . 5 . 2 . 4 Pa r â m e t r o s e st a t íst ico s sim p le s d o s g r u p o s
Os par âm et r os est at íst icos sim ples das pr opr iedades físicas e m ecânicas par a cada gr upo de espécies são apr esent ados na Tabela 16.
É int er essant e not ar que a seqüência dos gr upos com r elação à gr andeza das m édias, apar ent a ser aleat ór ia, ist o é, não é cr escent e e t am pouco decr escent e. Par a a m aior ia das pr opr iedades ( ex cet o CTt , CTr e TRper ) , t an t o f ísicas com o m ecânicas, o Gr upo 3 é aquele que cont ém as m a ior es m édias, enquant o que o Gr upo 5 , as m enor es m édias. Par a as pr opr iedades CTt , CTr e TRper o Gr upo 1 foi o que apr esent ou as m aior es m édias. Os Gr upos 1, 2, 4 e 5 apr esent am , r espect iv am ent e, a 2ª , a 3ª , a 4ª e a 5ª m aior es m édias par a a m aior ia das pr opr iedades ( ex cet o CTt , CTr e TRper , em que a seqüência dos gr upos par a essas m édias foi 2, 3, 4 e 5 par a CTt , e 3, 2, 4 e 5 par a CTr e TRper ) . Assim , com r elação às gr andezas das pr opr iedades físicas e r esist ências m ecânicas, pode - se afir m ar que o r anking de “ r obust ez” dos gr upos é o seguint e: Gr upo 3, Gr upo 1, Gr upo 2, Gr upo 4 e Grupo 5.
Tabela 16. Par âm et r os est at íst icos sim ples das pr opr iedades físicas e m ecânicas par a cada gr upo de espécies do est udo, consider ando o agr upam ent o pela análise m ult iv ar iada.
PROP. Gr u po 1 ( n = 3 3 ) Gr u po 2 ( n = 4 6 ) Gr u po 3 ( n = 1 9 ) Gr u po 4 ( n = 4 6 ) Gr u po 5 ( n = 4 3 )
M ÉD I A PAD RÃO D ESV I O CV % M ÉD I A PAD RÃO D ESV I O CV % M ÉD I A PAD RÃO D ESV I O CV % M ÉD I A PAD RÃO D ESV I O CV % M ÉD I A PAD RÃO D ESV I O CV % m é dio CV %
DEb 0,7388 0,0494 6,7 0,7015 0,0519 7,4 0,8816 0,0431 4,9 0,5533 0,0707 12,8 0,3840 0,0722 18,8 10,1 CTt 9,3848 1,5197 16,2 9,3239 1,5965 17,1 9,0053 0,7207 8,0 8,4130 1,2461 14,8 7,2674 1,5356 21,1 15,4 CTr 5,2788 0,8410 15,9 5,0370 0,9824 19,5 5,2684 0,8756 16,6 4,4239 0,9090 20,5 4,0953 0,9554 23,3 19,2 FEr 150,184 6,7867 4,5 136,354 15,3022 11,2 170,298 15,6964 9,2 101,233 13,3594 13,2 59,9870 14,4251 24,0 12,4 FEe 15465,88 748,396 4,8 14758,63 1016,237 6,9 16652,53 737,764 4,4 12146,83 1059,571 8,7 8244,349 1615,096 19,6 8,9 CPpar 78,7682 4,8201 6,1 71,5300 6,9799 9,8 90,8447 5,5049 6,1 54,8620 7,5722 13,8 35,4795 6,8733 19,4 11,0 CPpel 13,7455 1,7009 12,4 12,1083 1,6954 14,0 18,9363 2,5934 13,7 7,7148 2,2290 28,9 4,2802 1,5495 36,2 21,0 DUpa 12396,61 620,262 5,0 9659,217 895,656 9,3 14481,53 1153,604 8,0 6217,283 1254,660 20,2 2990,372 886,236 29,6 14,4 DUt r 11078,48 764,789 6,9 8691,326 795,754 9,2 14443,58 847,637 5,9 5095,087 1208,275 23,7 2286,814 898,047 39,3 17,0 TRper 4,8003 0,7652 15,9 4,4126 0,7065 16,0 4,5211 0,7611 16,8 3,8980 0,7819 20,1 2,6698 0,5639 21,1 18,0 FDr 6,3315 0,6282 9,9 5,9591 0,7333 12,3 6,4221 0,7118 11,1 5,2196 0,8596 16,5 3,5937 0,6812 19,0 13,8 CI r 16,5185 1,3203 8,0 14,583 1,3964 9,6 19,0247 1,5097 7,9 10,9626 1,6792 15,3 6,8840 1,8109 26,3 13,4 MedG 3268,893 - 9,4 2780,765 - 11,9 3825,237 - 9,4 1971,373 - 17,4 1137,181 - 24,8 -
On d e: PROP. = pr opr iedades f ísicas e m ecân icas do est u do n = n ú m er o d e ob ser v ações ( esp écies)
CV% = coef icien t e de v ar iação per cen t u al
CV % m édio = coef icien t e de v ar iação per cen t u al m édio das pr opr iedades Med G = m éd ia g er al
Not a: A m éd ia g er al ( Med G) n ão t em v alid ad e est at íst ica e é ap r esen t ad a com o ú n ico p r op ósit o d e m ost r ar a or d em d e g r an d eza d as m éd ias e d os CV% ’s d os g r u p os.
Os coeficient es de v ar iação ( CV% ’s) das pr opr iedades dent r o de cada gr upo for am bem infer ior es quando com par ados aos CV% ’s das pr opr iedades par a o t ot al das espécies ( apr esent ados na Tabela 13) . Na m édia, os Gr upos 1, 2 e 3 apr esent ar am os m enor es e os Gr upos 4 e 5 os m aior es coeficien t es de v ar iação. Esses r esu lt ados r ev elam h om ogen eidade dos gr u pos, o qu e con fer e v alidade ao agr upam ent o r ealizado, pois indica que as espécies dent r o dos gr upos possuem pr opr iedades físicas e m ecânicas sem elhant es.
4 . 5 . 2 . 5 I m p o r t â n cia e st a t íst ica d a s p r o p r ie d a d e s p a r a o a g r u p a m e n t o
Em bor a t odas as pr opr iedades ut ilizadas na análise m ult iv ar iada sej am est at ist icam en t e sign ifican t es (ao nív el de 95% ) par a o agr upam ent o r ealizado, os r esult ados da análise discr im inant e, por m e io do t est e Wilks Lam bda do SAS, r ev elar am que for am seis as pr opr iedades por t ador as das infor m ações discr im inant es m ais im por t ant es, na seguint e or dem de im por t ância: DUt r , FEe, DUpa, DEb, TRper e CPpel. O cr it ér io de definição da or dem de im por t ância foi o índice est at íst ico Wilks Lam bda, o qual, segundo Souza et al. ( 1990) , quant o m aior for o seu v alor , m aior é o poder discr im inant e da v ar iáv el. A Tabela 17 apr esent a as pr opr iedades m ais im por t ant es est at ist icam ent e par a o agr upam ent o das espécies.
Tab ela 17. Or dem de im por t ância est at íst ica das pr opr iedades par a o agr upam ent o das espécies do est udo por m eio da análise m ult iv ar iada.
ORD EM D E