• No results found

Trends for Oslo 1979 – 2007

In document 46-2008-clm.pdf (1.886Mb) (sider 16-0)

3. Ozone measurements and trends for 1979–2007

3.2 Trends for Oslo 1979 – 2007

Tendo em consideração que os doentes internados no Serviço de Medicina Interna IV do Centro Hospitalar Lisboa Norte - Hospital Pulido Valente, no ano de 2008, foram um ponto de partida à construção deste trabalho, foi colhida uma amostra para observação que nos permitiu traçar um caminho e aperfeiçoar o percurso percorrido.

Foram, seleccionados 14 doentes dos 553, que, no ano de 2008, deram entrada no serviço de Medicina Interna IV. Estes teriam de preencher algumas características importantes para este trabalho, nomeadamente: ter mais de 65 anos, para ser considerado uma pessoa idosa154, e apresentar uma situação de dependência que permita a existência da figura do prestador de cuidados, nomeadamente de família.

Visto que a maior representatividade dos doentes se encontra entre os 75 e os 84 anos de idade (181 indivíduos), este foi o grupo etário seleccionado a fim trabalhar a obtenção de informação mais concreta neste trabalho.

Quanto à selecção dos familiares, as entrevistas incluíram cônjuges, filhos e outros, seleccionados aleatoriamente. Todos eles, mantêm uma forte representatividade como prestadores de cuidados ao doente idoso.

A utilização de uma abordagem qualitativa neste trabalho com o recurso a entrevistas permitiu complementar os dados recolhidos, proporcionando uma maior tomada de consciência de aspectos e questões que, por si só, não nos teriam sensibilizado.

Trata-se de uma abordagem cuja justificação se funda na fenomenologia ou a apreensão dos fenómenos subjectivos que condizem às materialidades. Deste modo, privilegiam-se os sinais, ou dados experimentais, porque são eles que fornecem as informações mais completas relativamente aos significados próprios do acontecimento. Por sua vez, a apreensão destes sinais provém largamente do discurso dos actores através da expressão das atitudes, motivos e pressupostos paradigmáticos ligados ao idoso e ao envelhecimento.

      

154

Para fins estatísticos, as pessoas idosas são normalmente referenciadas a grupos de idades específicos, por exemplo, pessoas com 60 e mais anos, dependendo de factores culturais e individuais. (Organização Mundial de Saúde. A life course perspective of maintaining independence in older age. WHO’s Ageing and Health. Geneva,1999). Não existe no entanto consenso quanto aos limites de idade dos grandes grupos que devem sustentar a análise do envelhecimento. (INE. As Gerações Mais Idosas. Série de Estudos Nº. 83. Portugal. Lisboa, 1999). Neste documento consideram-se pessoas idosas os homens e as mulheres com idade igual ou superior a 65 anos.

Através da entrevista, podemos distinguir os “processos fundamentais de comunicação e de interacção humana”155

. Correctamente trabalhados e valorizados estes permitem “retirar das entrevistas informações e elementos de reflexão muito ricos e matizados”156

.

A realização da entrevista permite um contacto próximo e empático com o entrevistado, de modo a obter uma informação credível e factual, apoiada numa construção do indivíduo e da sua singularidade. Por este motivo, foi utilizada a entrevista semi- directiva pois “não é inteiramente aberta nem encaminhada para um determinado número de perguntas precisas”157.

Foi elaborado um guião da entrevista (em anexo), contudo as perguntas tiveram um carácter relativamente aberto e disponível para receber qualquer informação do entrevistado. Este serviu de instrumento de recolha de dados, recolha esta que “consiste em recolher ou reunir concretamente as informações determinadas junto das pessoas ou das unidades de observação incluídas na amostra”158

.

A construção do guião de entrevista consistiu na elaboração de perguntas adequadas à problemática apresentada, perante a análise de hipóteses, conceitos, dimensões e indicadores que se cruzaram entre si e que tiveram por base de trabalho a análise e fundamentação teórica mediante autores estudados. Deste modo, foi seleccionada uma parte representativa mas não a totalidade da realidade em estudo, isto porque “não é o número de pessoas que vai prestar a informação, mas o significado que esses sujeitos têm, em função do que estamos a buscar com a investigação.”159

Foram utilizadas outras técnicas de recolha de dados nomeadamente, a pesquisa documental, que incidiu, fundamentalmente, na consulta de notas de altas hospitalares dos doentes da Medicina Interna IV, na recolha de elementos da base de dados do Serviço Social do Centro Hospitalar Lisboa Norte - Hospital Pulido Valente, em informações recolhidas e trabalhadas durante o internamento, em informações clínicas disponíveis no internamento, em normas e manuais de acolhimento internas e em normas e manuais de orientação na programação da alta hospitalar.

      

155 QUIVY, R, (1992), Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Grádiva, p.191 156 Idem, p. 192 157 Idem, p.192 158 Idem, p.185 159

Para o trabalho da amostra, seguiram-se as recomendações teórico-científicas da investigação em ciências sociais e humanas seguindo, por exemplo, o que refere Chiglione e Matalon:

“ao utilizar métodos não estandardizados, como as entrevistas, é inútil inquirir um grande número de indivíduos, na medida em que a morosidade da análise torna difícil a exploração de um grande número de entrevistas. De facto, o número de pessoas necessárias depende não apenas da heterogeneidade das reacções na população face ao problema colocado, mas também, e sobretudo, do método de análise empregue e da utilização que faz dos resultados”160.

Diferente, portanto, do que se passa quando se emprega no método de inquérito, a técnica do questionário, que por ser redutora na expansão da resposta obriga a amostras maiores.

Para a elaboração da entrevista foi seleccionada a seguinte amostra:

Catorze familiares prestadores de cuidados a doentes internados no serviço de Medicina Interna IV que, no ano 2008, à data da alta hospitalar, se encontraram envolvidos em todo o processo de planeamento de alta, colaborando na efectivação da mesma em conjunto com a equipe hospitalar

Pretendeu-se conhecer a realidade com que estas se depararam enquanto prestadores de cuidados de doentes internados no Serviço de Medicina Interna IV, no ano de 2008, após a saída destes do Hospital. Foi tida em consideração a pergunta de partida e as hipóteses colocadas a fim de operacionalizar conceitos.

As entrevistas foram gravadas (com permissão) e posteriormente reproduzidas em texto para posterior análise de conteúdo.

      

In document 46-2008-clm.pdf (1.886Mb) (sider 16-0)