3. Metode
4.1. Trekk ved tradisjonell og moderne afrikansk musikk
A satisfação das necessidades é feita ao longo da vida de uma forma dependente e independente, sendo que numa primeira fase são satisfeitas por terceiros e o mesmo acontece à medida que a idade vai avançando, dado que as capacidades que a pessoa possui para a satisfação das mesmas se vão tornando mais limitadas progressivamente, resultante do processo de envelhecimento e das patologias associadas. As necessidades básicas são na essência as mesmas em que outras etapas da vida, o enfermeiro tem um papel preponderante na promoção da autonomia, confiança, autovalorizarão e qualidade de vida do idoso (Imaginário, 2004). As AVD fazem parte do dia-a- dia de cada pessoa, sendo atividades de autocuidado para satisfazer as necessidades e exigências do quotidiano (Orem, 2001). O EEER aquando da sua intervenção junto da pessoa idosa, com alteração da mobilidade, deve estar ciente das competências que permitem promover o seu autocuidado da forma mais independente possível para aquele caso e de forma segura (Hoeman, 2011).
Orem (2001), define autocuidado como a prática de atividades, iniciadas e executadas pelo indivíduo, em seu próprio benefício, no sentido de manter a vida, a saúde e o seu bem-estar. Para a mesma autora, o autocuidado é assim todo o cuidado que é “prestado pelo próprio ao próprio”. A capacidade de autocuidado é a competência que a pessoa tem de realizar comportamentos de autocuidado, sendo esta influenciada por vários domínios, como o cognitivo, físico e psicossocial. Neste sentido quando a própria pessoa não tem capacidade para realizar o seu autocuidado, necessita de cuidados especializados por parte da enfermagem como o agir ou fazer pela pessoa, guiar e orientar, ensinar, proporcionar apoio físico e psicológico e manter um ambiente de apoio ao desenvolvimento da pessoa (Orem, 2001; Silva et al, 2009). Dessa forma, o EEER como avalia o potencial, capacidade, preferências e a participação da pessoa, para que a planificação das suas intervenções sejam adequadas, obtendo assim melhores resultados e mais realistas
(Hoeman, 2011), para que esta reassuma o seu próprio cuidado. Avaliar a dependência implica o estudo das atividades em que a pessoa necessita da ajuda de terceiros (Kearney e Pryror, 2004). Tendo em conta o que já foi referido anteriormente, entende-se que a pessoa idosa com alteração da mobilidade após um período de hospitalização, poderá apresentar défice de autocuidado. Uma vez que a mobilidade influencia uma série de AVD, atividades estas essenciais à própria pessoa para se manter, esta pode apresentar dificuldade em realizá-las com maior ou menor grau de dependência, devido à sua condição física ou à implicação do ambiente circundante na sua esfera individual.
2.1. Enfermeiro especialista em reabilitação na promoção do autocuidado
Em certas situações patológicas (alterações neurológicas, reumatismais, ortopédicas, vasculares, etc.), assim como em algumas alterações associadas ao envelhecimento, que impliquem alterações da mobilidade, podem surgir obstáculos ou mesmo incapacidades na amplitude de movimentos. Assim, para o idoso vestir uma camisola, poderá tornar-se uma situação de extrema dificuldade que anteriormente não o era. Também no seu domicílio podem aparecer obstáculos que anteriormente não passavam, por exemplo de objectos de decoração, um simples tapete que não permite deambular com segurança, o degrau para a base de duche que não o deixa tomar banho. Situações em que a capacidade para o autocuidado se encontra em risco. Em situações como as descritas anteriormente o EEER poderá recorrer e aconselhar quando necessário, ajudas técnicas/produtos de apoio ou tecnologias de apoio, com intuito de promover o autocuidado da pessoa idosa de forma mais independente (Hoeman, 2011).
Segundo a International Organisation for Standartisation (ISO) e o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das pessoas com Deficiência (2002), produto de apoio é um produto, equipamento ou sistema técnico, que quando usado pela pessoa que sofre de incapacidade, previne,
compensa ou neutraliza essa mesma incapacidade. Pelo facto dos produtos de apoio serem muito diversificados, foram classificados e reunidos por áreas, de acordo com as funções a que se destinam. Pequenas adaptações como adaptadores de sanita, corrimãos, andarilhos, entre outros, podem ser indispensáveis ao bem-estar e à autonomia da pessoa idosa permitindo uma atividade mais independente, com maior comodidade, menor esforço e dispêndio de energia, no seu autocuidado (Menoita, 2012). A selecção destes produtos deve fazer-se com base em vários critérios: a motivação da pessoa, as suas possibilidades funcionais, a evolução da sua desvantagem, as suas capacidades intelectuais, os seus recursos financeiros e o seu ambiente. A capacidade funcional e a fase de recuperação em que se encontra, vai determinar se o utente necessita de uma ou de várias produtos de apoio (Botelho, 2008). É da competência do EEER a escolha adequada dos produtos de apoio e o seu aconselhamento junto da pessoa idosa, tendo em conta a sua individualidade (possibilidade económica, adesão, gosto, objetivos) e fundamentalmente que proporcione uma efectiva melhoria da sua mobilidade e consequente adaptação ao seu domicílio.
Para além destes equipamentos que podem ser extremamente úteis na promoção da mobilidade da pessoa idosa, modificações físicas no seu espaço de vida podem aumentar de modo significativo a independência nas AVD, pode bastar uma simples rearrumação da mobília, e a pessoa idosa consegue mobilizar-se mais facilmente e de forma mais segura (Barreto, 2008). Deste modo os produtos de apoio e a adaptação do meio envolvente da pessoa idosa pode e é um campo de intervenção importante na promoção da mobilidade e consequente autocuidado.
Para além, dos produtos de apoio no sentido de se promover a mobilidade da pessoa idosa, há que implementar programas de intervenção onde se incluam exercícios como a marcha, exercícios aeróbicos, treino de resistência, equilíbrio e flexibilidade. Estes programas são descritos como tendo ganhos positivos na promoção da mobilidade (Hoeman, 2011; Yeom,
Keller, Fleury, 2009), e ao mesmo tempo impede a progressão da debilidade motora associada ao envelhecimento.
É da competência do EEER um cuidar dinâmico, contínuo e progressivo, tendo sempre como objetivos a recuperação funcional da pessoa, a reintegração na família comunidade e sociedade (Menoita, 2012). Pretendendo-se que a pessoa idosa após o período hospitalar retorne às condições de vida anteriores à doença (Israel, Guimarães de Andrade e Teixeira, 2011) mantendo-se ativa e independente por mais tempo, no seu ambiente familiar. Se se conseguir promover a mobilidade da pessoa idosa, promove-se o seu autocuidado e consequentemente uma adaptação positiva ao seu domicílio. Não esquecendo que intervenção do EEER tem sempre em conta a pessoa idosa na sua globalidade, uma abordagem holística e abrangente, em que é necessária a intervenção de um grupo de profissionais de diferentes disciplinas, na qual o EEER se enquadra, e onde se compartilham valores e objetivos comuns, cuja meta é o bem-estar da pessoa idosa e a sua máxima autonomia.