3.3 I NSPECTION P ROCESS : E XECUTION OF P LAN
3.3.2 Tree‐diagram: Radiographic Testing
As Areias Biosiliciclásticas ocorrem a oeste da área em estudo em forma de lentes com área total de 134,72 km2, distribuídas entre a profundidade de 6 m a 18 m. Próximo a desembocadura do rio Jaguaribe ocorre uma pequena lente desta fácie, onde não há visibilidade do fundo submarino, profundidade de 8m. Esta fácie ocorre ainda como duas lentes paralela a linha de costa seguindo a cota batimétrica de -12m, onde o fundo submarino apresenta dunas obliquas. Por fim, outras duas lentes ocorrem paralelas a linha de costa seguindo a cota de -18 m.
Dissertação de Mestrado/PPGG-UFRN Capítulo IV - Resultados e Discussões 100
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Figura 4.39 – Mapa faciológico confeccionado com base na classificação sedimentológica de Freire et al. (1997), modificada por Vital (2005).
Fortim
Aracati
Caracterização Morfológica e Sedimentologia da Plataforma Continental Brasileira... Oliveira, P.R.A. – 2009 4.3.2.4. Areia Cascalhos Bioclástica
A fácie Areia Cascalhosa Bioclástica ocorre de forma pontual próximo a oeste da desembocadura do rio Jaguaribe a uma profundidade de 8 m, estando inserida no contexto da zona 1. Esta fácie ainda ocorre a uma profundidade 20 metros no extremo oeste das dunas transversais submersas. As duas ocorrências totalizam uma área de 4,7km2.
4.3.2.5. Areia Cascalhosa Biosiliciclástico
A fácie Areia Cascalhosa Biosiliciclástica ocorre pontualmente a oeste da desembocadura do rio Jaguaribe em profundidade inferior a 10 m. Abrange uma área total de 5,1km2, estando inserida no contexto da zona 1.
4.3.2.6. Areia Cascalhosa Silicibioclástica
As Areias Cascalhosas Silicibiclásticas, com concentrações de carbonato de carbonato de cálcio entre 30% e 50%, totalizam uma área aproximada de 9,97 Km2. Ocorre em forma de uma lente, interrompida pelas fácies biosiliciclástica e areia cascalhosa biosiliciclástica, a oeste da desembocadura do rio Jaguaribe e profundidade inferiores a 10 m. As formas de fundo submarino, onde ocorre esta fácie, não é visível devido a baixa visibilidade do fundo submarino da zona 1.
Dissertação de Mestrado/PPGG-UFRN Capítulo V - Conclusões 102
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CONCLUSÕES
A integração de dados batimétricos, processamento digital de imagens, sonográficos e sedimentológicos (fig. 5.1), mostrou-se apropriada para a caracterização morfológica e sedimentológica da Plataforma Continental Cearense, adjacente aos municípios de Fortim, Aracati e Icapuí.
As ferramentas geofísicas de investigação indireta foram eficientes para a realização de estudos em regiões submersas de difícil acesso, sendo de custo relativamente baixo e acessível. Tais técnicas, principalmente PDI, possibilitaram a inferência da presença e atuação das correntes de deriva litorânea, através do material particulado em suspensão e a delimitação de quatro zonas que apresentam diferentes concentrações do material em suspensão em função da profundidade: zona 1 (0-8 m), zona 2 (8-10m), zona 3(10-14 m) e zona 4 (14-30 m), sendo a zona 1 de maior e a zona 4 de menor concentração.
A partir dos dados batimétricos e sonográficos foram identificados diferentes formas de fundo, tais como: fundos rochosos, banco de sedimentos bioclásticos, paleocanais submersos, leito plano e campo de dunas longitudinais, transversais e obliquas (fig. 4.5).
A tectônica da área atribui características peculiares à Plataforma Continental da área em estudo, exercendo um controle na geração e evolução das morfologias de fundo submarino, na distribuição sedimentológica e na dinâmica costeira local. As feições de fundo submersas identificadas na plataforma continental em estudo ilustram bem a
Caracterização Morfológica e Sedimentologia da Plataforma Continental Brasileira... Oliveira, P.R.A. – 2009 existência desse controle, como por exemplo, a ocorrência das dunas longitudinais que se restringem penas à adjacências da área de estudo, não ocorrendo na porção central. Provavelmente, devido as modificações na hidrodinâmica em resposta ao alto topográfico identificado pela batimetria, defronte a localidade de Icapuí. Além da incisão do paleocanal submerso, que aparenta ter sido formado por controles de falhas presentes no embasamento e estar sendo preservado ao longo do tempo por estar sendo protegido da ação direta da hidrodinâmica pelo alto topográfico supracitado.
Quanto a distribuição sedimentológica, pode-se confirmar o caráter misto da Plataforma Continental Cearense, em que a concentração de carbonato de cálcio aumenta em direção a porção mais distal à costa. Neste estudo foi possível a identificação de 6 fácies sedimentares, sendo elas: Areia Bioclástica, Areia Siliciclástica, Areia Biosiliciclástica, Areia Cascalhosa Bioclástica, Areia Cascalhosa Biosiliciclástica e Areia Cascalhosa Silicibiclástica. Sendo as duas primeiras fácies as que ocorrem em maior abundância. Observa-se que o relevo submarino exerce notória influência sobre a distribuição sedimentológica da Plataforma Continental Cearense. Os registros sonográfcios revelaram a complexidade da distribuição dos sedimentos superficiais e das feições encontradas, demonstrando uma inadequação de mapeamentos sedimentológicos do fundo do marinho realizados somente com amostragens sedimentológicas pontuais.
Os elementos morfosedimentar descritos no presente trabalho poderiam ser correlacionados a um período de nível de mar baixo ocorrido durante o mar glacial, no Neopleistoceno, cerca de 20.000 A.P. Nesse período, segundo Peltier (1998), o nível do mar desceu aproximadamente 107 m abaixo do atual, expondo a plataforma continental até sua borda. Propiciando incisão de vales e canais, deposição de sedimentos provindo do continente, mais litoclásticos, e conseqüente, preenchimento dos canais e formações de dunas que posteriormente foram afogados. Período em que o clima provavelmente
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Caracterização Morfológica e Sedimentologia da Plataforma Continental Brasileira... Oliveira, P.R.A. – 2009 era diferente do atual e os rios apresentavam maior competência para o transporte desse material até a borda da plataforma.
Para uma melhor compreensão desta região da plataforma continental brasileira sugerimos a realização de estudos mais detalhados das condições hidrodinâmicas da área em estudo, mofoscopia, mineralogia e geoquímica dos sedimentos para fornecer informações acerca da proveniência do material depositado na plataforma, bem como testemunhagem e sísmoestratigrafia para o reconhecimento da estratigrafia de sub- fundo, de modo a se determinar com maior precisão os processos sedimentares e ambientes de deposição responsáveis pela construção desses registros sedimentares descritos. Assim como, possibilitar a determinação de ambientes potencialmente análogos para reservatórios de petróleo.
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Figura 5.1 – Modelo digital do terreno associado a imagem de satélite LANDSAT 5 TM de 2008 composição I1 ilustrado a integração de todos as feições descritas no presente trabalho. Exagero vertical de 500 vezes.
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