3.3. Machine learning models
3.3.2. Tree-based models and Boosting
No inverno europeu de 2005, no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, Nicholas Negroponte incitou os Chefes de Estado e de Governo, assim como os maiores banqueiros e empresários do Mundo ali presentes, a desenvolverem, desde tenra idade, o ensino das tecnologias da informação. Em junho desse ano, Negroponte e Seymour Papert encontraram-se em Brasília com o Presidente Luís Inácio Lula da Silva que assumiu o compromisso de testar esse desafio em algumas escolas públicas, considerando que seria uma ferramenta de inclusão digital e que levaria a uma melhor qualidade da educação. Após esta reunião, foi anunciado que o governo brasileiro estaria disposto a comprar um milhão de laptops de US$100 – desenvolvidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), para serem distribuídos nas escolas públicas. Mas, aos poucos, o projeto MIT foi substituído pelo dos fabricantes, nacionais, sobretudo o da Positivo Informática, que contava com o apoio do Presidente. Esta substituição deve-se ao fato de que o preço de US$100 só ocorreria se o Brasil comprasse os laptops em larga escala, pois o governo teria que assumir o compromisso, para além do milhão para formalizar o programa, de comprar de 5 a 10 milhões de laptops.
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados (CAET) reconheceu, de imediato, a importância deste programa do governo, apoiou-o, acompanhou o processo e participou nele. `#E o responsável por um estudo avaliativo que subsidiasse discussões sobre a temática - quer ao nível executivo, quer ao nível legislativo.
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O governo Brasileiro, assim como o CAET consideram que “Um computador por aluno”, enquanto estratégia de políticas públicas, abre oportunidades em termos económicos
para o país. Este tipo de tecnologia apresentava vários aspetos inovadores em diversas áreas, assim como os investimentos necessários por parte do poder público. O relator do relatório
“Um computador por aluno: a experiência brasileira”, publicado pela câmara dos Deputados,
Lustosa (2008) justifica os investimentos a partir da análise de avaliações internacionais da seguinte forma:
I. A imersão tecnológica da escola propicia o desenvolvimento de uma “cultura digital”, na qual os alunos têm suas possibilidades de aprendizagem ampliadas pela interação com que uma multiplicidade de linguagens ao mesmo tempo em que potência a inclusão digital de toda a comunidade escolar;
II. O viés da equidade social e o da competitividade econômica convergem ao serem estimuladas as novas habilidades e competências que a era digital exige. Assim, espera-se que novas formas de comunicação sejam disseminadas, que a educação abranja outros tipos de letramentos além do alfabético e orienta-se para o desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender;
III. A mobilidade e a conectividade do equipamento permitem ampliar os tempos e espaços de aprendizagem de professores e alunos, fundamentais para desenvolver a autonomia que possibilita a educação por toda a vida, como defende a UNESCO;
IV. Por último, a utilização dos Laptops conectados à Internet permite a constituição de múltiplas comunidades de aprendizagem, que, interligadas em rede, favorecem a interculturalidade, o trabalho cooperativo e colaborativo e a autoria e coautoria entre estudantes e professores na construção do conhecimento, resultantes da quebra de hierarquia e linearidade nas relações. O objetivo é contrapor-se ao modelo tradicional de educação, ampliando a relevância e a contextualização do processo educacional (pp.16,17).
Dada a abrangência do Programa e até das incertezas iniciais, no que concerne à sua viabilidade – tecnológica, pedagógica, logística, de gestão e económica – o programa foi feito em duas fases.
Fase 1. Em 2007, a implementação do UCA foi implantado em cinco escolas públicas.
Fase 2. Foram comprados 150 mil Laptops para serem distribuídos em 300 escolas públicas, tendo cada uma delas até 500 alunos. O início desta 2ª fase estava previsto para 2008. Surgiram, contudo, alguns problemas, sobretudo no que concerne a preços mais elevados do que o previsto pelo Ministério da Educação.
Com este programa pretendia-se uma mudança de paradigma, na forma de inserção da informática nas escolas. A combinação escola/computador ganha uma nova forma com a introdução dos PCs. É hoje aceite, por todos, que a Educação Tecnológica é muito importante mas deve ser acompanhada com outras iniciativas, das quais destacamos a importância de preparar/formar os professores para as utilizarem e tirar delas o máximo partido.
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Em 2007, com o apoio da Intel e da Encore dá-se início à experiência piloto em cinco escolas, nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins, e Distrito Federal. Os protótipos foram acompanhados ao nível técnico pelas seguintes entidades: CERTI – Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras, (Florianópolis); LSI / TEC /USP – Laboratório de Sistemas Integráveis (São Paulo) e CPRA – Centro de Pesquisa Renato Archer, (Campinas).
Para proceder ao acompanhamento de ordem pedagógica organizou-se um grupo de trabalho, criado por portaria do Ministério da Educação em março de 2007 com experiência em investigação e ensino de informática em várias universidades brasileiras de diferentes Estados. A referida portaria foi apresentada em novembro de 2007 a representantes de todos os Estados brasileiros, com o objetivo de dar início à fase 2 do UCA – Um computador por aluno. O UCA, em 2009, recebeu, aquando da assinatura de um acordo de cooperação, um apoio significativo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 400 mil que se destinavam a financiar um estudo sobre as primeiras aplicações da experiência levada a cabo no Brasil.