3.3 Anerkjennelse
3.3.1 Tre grunnleggende former for anerkjennelse
B
REAKSA ideologia de cidade está associada a um místico de sentimentos turbulentos, uma vez que ao pensarmos numa cidade podemos atribuir-lhes várias caraterísticas como agitação, movimento, poluição, economia, comércio, industria, habitações, entre outros. No entanto, as cidades podem ser olhadas não apenas como centros urbanos, onde prevalece a “confusão”, como também podem ser encaradas como locais de lazer com uma história e uma cultura para oferecer.
78 Canevacci (1997, p. 22), considera que uma Cidade é “a presença mutável de uma série de eventos dos quais participamos como atores ou espectadores, e que nos fizeram vivenciar aquele determinado fragmento urbano de uma determinada maneira que, quando reatravessamos esse espaço, reativa aquele fragmento de memória”.
Segundo Luchiari (2001, p. 108) as cidades turísticas representam uma nova forma de urbanização, uma vez que são organizadas para o consumo de bens e serviços e paisagens, ao contrário das cidades industriais que eram organizadas para a produção. Muitas cidades reestruturam-se economicamente de forma a atrair turistas para consumo e lazer, promovendo paisagens atrativas, reproduzindo a natureza, a cultura e a autenticidade de práticas sociais.
São múltiplas as atrações que são oferecidas numa cidade (monumentos históricos, museus, parques de diversões, espetáculos, acontecimento desportivo como “Jogos Olímpicos”, negócios, comércio, etc.) e que, tendo em conta os seus atributos, poderão transforma-la num destino urbano turístico de excelência. Segundo Henriques (2003, pp. 164-168), na maioria das vezes os turistas não procuram as cidades por uma atração individual que esta tenha para oferecer, mas pela “própria experiência de viver a cidade, o seu colorido e movimento, respirar a atmosfera local, incutir-se no espírito do lugar,…”, noutros casos procuram as cidades apenas com o intuito de tirar férias e saírem da sua rotina diária.
Ana Brandão (2007, p. 15) apresenta as três caraterísticas mencionadas por autores da área que distinguem os destinos urbanos dos restantes: i) a singularidade dos elementos intangíveis e insubstituíveis constituintes de uma cidade (nos centros urbanos podemos encontrar atrações únicas como, por exemplo, as ofertas monumentais e culturais da cidade de Lisboa, em contraste com o destino de sol e praia que existem em variados destinos); ii) as cidades são áreas multifuncionais, o que lhes permite abranger diferentes tipos de turistas, conforme aquilo que procuram; iii) as atrações particulares que estas áreas originam, têm uma diversidade de produtos e serviços que tornam difícil a delimitação da sua dimensão e que abrangem outras atividades económicas.
79 Henriques (2003, pp. 44-45) menciona Page (1995) que identificou dez diferentes tipologias que compõem os destinos turísticos urbanos: cidades capitais (Londres, Paris, Nova Yorque) e cidades culturais (Roma); centros metropolitanos, cidades históricas dentro de muralhas (Canterbury, York) e pequenas cidades; grandes cidades históricas (Oxford, Cambridge, Veneza); áreas no centro da cidade (Manchester); revitalização de frentes de rio (Docas de Londres, Sydney Darling Harbour); cidades industriais (Bradford), resorts marítimos e de desportos de inverno (Lillehammer); complexos de diversão turístico (Disneylândia, Las Vegas); centros de serviços turísticos especializados (Lurdes); e cidades de arte/culturais (Florença). Judd e Fainstein (1999) definem apenas três tipos básicos de cidades turísticas: as cidades resort (locais destinados para o consumo de visitantes), cidades históricas turísticas (caraterizadas por possuírem uma identidade cultural que as tornam há muito tempo como locais de visita) e as cidades reconvertidas (que construíram infraestruturas para atraírem visitantes ou que se adaptaram às infraestruturas existentes associadas a atividades que ali eram desenvolvidas noutros tempos).(ibiem)
Segundo Cosma (2012, p. 1) cerca do 80% da população europeia vive em cidades, o que torna a europa um dos continentes mais edificados do mundo. As áreas urbanas são, por isso, os locais onde a maioria dos europeus vivem e onde as atividades sociais, económicas e culturais estão mais concentradas.
Tendo em conta a multiplicidade de produtos e serviços que uma cidade oferece e, consequentemente a diversidade de pessoas que a visitam, podemos concluir que estamos perante um local turístico que pode aglomerar diversos tipos de turismo de nicho. Os profissionais de marketing devem desenvolver estratégias para as cidades, tendo em conta o perfil dos seus turistas bem como as motivações que os levam a escolher estes destinos turísticos em detrimento de outros, de forma a perceber melhor os desejos e as necessidades dos seus visitantes. Só após uma análise profunda destes aspetos é que a cidade poderá identificar quais os seus nichos de mercado e apostar no desenvolvimento de estratégias que as permitam diferenciarem-se de outras.
80 O City Breaks é um nicho de mercado do turismo que se desenvolve no meio urbano. Segundo um estudo feito para o Turismo de Portugal (2006, p. 9), define-se como um setor cuja motivação principal é “conhecer uma cidade e as suas atrações monumentais, arquitetónicas, culturais, comerciais, gastronómicas, etc”, através da realização de atividades com “estadia de curta duração para visitar várias atrações de uma cidade”. O mesmo estudo considera a existência de três mercados distintos neste setor: City Breaks Standard - os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atrações relacionadas com uma variedade de temas (histórico, cultural, social, etc.). Durante a sua estada, ficam alojados em hóteis confortáveis de 2-3 estrelas e procuram produtos e serviços com preços acessíveis; City Breaks Upscale – os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atrações relacionadas com uma variedade de temas (histórico, cultural, social, etc.). Durante a estada procuram serviços personalizados de alta qualidade, boutiques de hóteis, hóteis de 4-5 estrelas e com charme, menus de degustação e provas de vinho, etc.; City Breaks Temáticos – os turistas viajam para uma cidade com o objetivo de visitar atrações e de viver experiências relativas a um tema específico, por exemplo, assistir a um evento musical, teatral, cinematográfico, desportivo, de moda, etc. Trata-se de um conceito recente associado ao turismo e, segundo Azevedo (2010, p. 36), tem crescido de forma bastante rápida devido a diversos fatores como as linhas aéreas de baixo custo, os alojamentos com preços mais acessíveis, o aparecimento de novos destinos e a maior facilidade na marcação de viagens através da internet. A Europa é um dos continentes onde se tem verificado um aumento bastante significativo deste tipo de turismo ao longo dos tempos. Segundo Moital et al. ( (2005, p. 68), entre 1996 e 2002, o mercado do City Break teve um aumento de 75% nos destinos turísticos europeus. Os autores, mencionando Mintel (2002), referem que uma caraterística interessante verificada durante este período, foi o aumento do interesse dos turistas pelas cidades tradicionalmente menos importantes em detrimento das principais cidades. Este facto poderá ter origem no reforço da competitividade das cidades tradicionais e no aumento do número de competidores.
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