2. Transportbehov fra næringsvirksomhet
2.3 Transportbehov som følge av framtidsbildene
Esta subseção se destina a discutir a relação entre inovação e o Ciclo de Vida Organizacional, tendo em vista que as fases do Ciclo de Vida Organizacional são caracterizadas por um conjunto de elementos, que vão desde as estratégias adotadas até o estilo de tomada de decisão, diferenciados uns dos outros (MILLER; FRIESEN, 1984). Nesse sentido, o conjunto de inovações desenvolvidas em cada fase do ciclo de vida organizacional também é diferenciado. Assim, o conhecimento da inovação e seu comportamento dentro de cada fase podem contribuir para o melhor desenvolvimento das organizações.
Abernathy e Utterback (2012) reconheceram o caráter dinâmico das inovações e evidenciaram, a partir de estudo empírico, que havia padrões de inovação segundo os quais as organizações seguiriam ao longo do tempo, sendo alternados em inovações de produto e processo seguindo um fluxo contínuo e interdependente. Esses autores realizaram um estudo em que buscaram examinar como os tipos de inovação empreendidos pelas unidades produtivas mudam à medida que as próprias unidades produtivas evoluem. O estudo foi realizado com indústrias de transformação e o resultado foi que conforme as organizações crescem sua forma de inovar também se modifica.
Para os autores supracitados, as organizações passam por três padrões que se assemelham as fases do ciclo de vida organizacional, são eles: padrão de fluidez, padrão transicional e padrão específico. No padrão de fluidez, comparado à fase de nascimento da organização, a inovação é radical no produto. Isso ocorre porque nas fases iniciais a necessidade do mercado é mal definida e as tecnologias relevantes pouco exploradas, o que permite a assunção de riscos por parte das organizações. Assim, à medida que as organizações se desenvolvem e mudem de fase, a incerteza sobre os mercados diminui e os investimentos passam a ser mais fortes em pesquisa e desenvolvimento.
Em um padrão transicional, relacionado à fase de crescimento do ciclo de vida organizacional, a inovação de processo e com grau incremental passam a preponderar sobre as inovações de produto. Em um padrão específico, semelhante à fase de maturidade do ciclo de vida organizacional, a inovação tende a ser incremental no processo e no produto, tendo em vista que o sistema produtivo se mostra mais especializado, no qual são considerados as economias de escala e desenvolvimento dos mercados de massa.
Os estudos de Abernathy e Utterback (2012) vão ao encontro das discussões levantadas por Klepper (1996), ao propor um modelo para explicar as regularidades no desenvolvimento dos produtos, em que afirma que o desenvolvimento de um projeto
dominante desaceleraria a inovação de produto em detrimento da inovação de processo à medida que a organização evoluísse; e, Bos, Economidou, Sanders (2013) quando em seu estudo empírico chegaram a conclusão de que as inovações sofrem alterações conforme as organizações se tornam maduras, saindo de um padrão técnico (inovação em produto) para um padrão de eficiência (inovação em processo). Isso não significa que a inovação diminui ao longo do tempo, isto é, com a idade da organização, e sim que ela sofre adaptações conforme atinge a maturidade. Em contrapartida, o estudo realizado por McGahan e Silverman (2001), não chegam a evidências de que há uma mudança na inovação do produto para inovação em processo mediante o desenvolvimento das organizações.
De forma complementar aos achados de Abernathy e Utterback (2012), Klepper (1996) e Bos, Economidou e Sanders (2013), reconhecendo o caráter dinâmico das inovações e da necessidade de modificações por parte das organizações para a sobrevivência no mercado, torna-se necessário conhecer as características das inovações em cada fase do ciclo de vida organizacional.
Nesse sentido, tomando como base as discussões sobre os estágios do ciclo de vida organizacional e as características das inovações, tem-se que:
a) Na fase de nascimento (MILLER; FRIESEN, 1984; LESTER; PARNELL; CARRAHER, 2003) a inovação em produto tende a ser mais expressiva, por meio da introdução de novos produtos. Nesta fase, as inovações possuem alto grau de variabilidade e são caracterizadas pela rapidez e frequência de aplicação, o que permite a identificação de erros e falhas. O maior objetivo é garantir a preservação da imagem da organização, reduzir custos e aumentar a fatia de mercado (MILLER; FRIESEN, 1984). Assim, as inovações tendem a ser mais radicais no produto.
b) Na fase de crescimento, baseado nos estudos de Miller e Friesen (1984); Lester, Parnell e Carraher (2003), a inovação está direcionada a incrementos nos produtos e processos, no sentido de melhorá-los para coloca-los no mercado e para o aumento do escopo de mercado. Além disso, a inovação em produtos dá espaço à inovação de processo, com vistas à redução de custos e ineficiência na produção, ou seja, fabricar os produtos de forma ágil, eficiente e ao menor preço possível. Assim, as inovações nessa fase são de caráter incremental no produto e mais incisivamente incremental no processo.
c) Na fase de maturidade, pela estabilidade característica dessa fase (MILLER; FRIESEN, 1994), as inovações tendem a ser incrementais no processo, de forma a manter a organização sobrevivendo no mercado. Os investimentos em inovação são tímidos, o foco dessa fase está em fornecer eficientemente os produtos no mercado, em que a organização
acompanha a concorrência por meio de um comportamento conservador. Assim, as inovações de produto e processo são pouco incentivadas e desenvolvidas nessa fase, no entanto, é possível a identificação de inovações organizacionais para o controle das atividades operacionais.
d) Na fase de renovação, as organizações voltam a investir em inovação, de forma a alcançar maiores fatias no mercado e aumentar sua competitividade. Há um investimento substancial em inovação de produto e processo. Nessa fase é comum a ampliação no portfólio dos produtos, a diferenciação dos produtos e a maior assunção aos riscos. Busca por parcerias com universidades e institutos de pesquisa que potencializem sua base de conhecimento para desenvolvimento de produtos potenciais, melhoria nos processos e relacionamento com clientes. A partir da base de conhecimento fortalecida, a identificação de oportunidades de mercado é fundamental no posicionamento das organizações, por exemplo, a exploração de novos nichos de mercado não identificados por concorrentes (MILLER; FRIESEN, 1994).
e) Na fase de declínio, o nível de inovação no produto e processo é baixo, as inovações são destinadas a redução de preços e venda dos produtos existentes, esvaziamento de estoques e caracterizadas pela concentração na redução de custos, dessa forma as inovações organizacionais e de marketing podem aparecer, mesmo que de forma incipiente.
A partir do exposto, o Quadro 03 foi elaborado com a finalidade de sintetizar as fases do ciclo de vida e suas características quanto ao tipo e grau da inovação para cada fase.
Quadro 03: Síntese das fases do ciclo de vida e seu relacionamento com inovação
Inovação/Fases Nascimento Crescimento Maturidade Renovação Declínio Tipos de Inovação Produto Processo e Produto Organizacionais e Processo Produto e Processo Organizacionais e Marketing Grau de
Inovação Radical Incremental Incremental Radical e Incremental Incremental Fonte: Elaboração própria, 2016.
Diante do exposto, para cada fase do ciclo de vida organizacional as inovações apresentam características diferenciadas. Essas características específicas são consequência do conjunto de recursos que as organizações possuem para inovar e de fatores que despertam a necessidade de inovação nas mesmas. Portanto, torna-se necessário conhecer esses fatores, aqui considerados como condutores e habilitadores da inovação para entender a relação entre a inovação e ciclo de vida organizacional.