3 Contextual Background
5.2 Introduction to Biogas and Sustainable Use of this Energy Source .1 Introduction to Biogas
5.2.5 Transfer of Biogas Technology
6.8.1. Coleta do exame citopatológico
Realizou-se inspeção da vulva seguido da introdução delicada do espéculo vaginal descartável, sem lubrificantes, com exposição adequada do colo uterino. Foi observado aspecto das paredes vaginais, colo uterino durante realização do exame. Nos casos onde houve presença de conteúdo vaginal aumentado foi removido o excesso de secreção, de forma delicada, antes da coleta do material por meio de pinça Cheron e gaze. Procedeu-se a coleta tríplice de células esfoliadas do fundo de saco vaginal, da ectocérvice e da endocérvice. O material foi depositado em lâmina única de vidro histológica, devidamente identificada com as iniciais do nome e número de registro (RG). Esse material foi fixado com solução aerosol e acondicionado em caixa porta lâmina individual.
Descrição do exame:
a) Fundo de saco vaginal: com a parte arredondada da espátula de madeira descartável tipo Ayre foi removido células do local e depositadas longitudinalmente na primeira porção da lâmina, próxima a região fosca.
b) Ectocérvice: com a outra extremidade da espátula de madeira descartável com reentrância, foi realizado raspado periorificial da ectocérvice, com movimento rotatório de 360 graus e de forma firme. Esse material foi depositado de forma longitudinal na parte central da lâmina.
c) Endocérvice: com uma escova endocervical descartável foi introduzido no canal cervical com movimento rotatório de 360 graus. O material foi depositado verticalmente na última porção livre da lâmina.
A classificação dos exames citológicos obedeceu aos critérios adotados pelo sistema Bethesda, 2001 (quadro 1).
Quadro 1. Classificação de Bethesda, 2001
1. Tipo de amostra: 4. Interpretação/Resultado
Esfregaço convencional, citológico em
meio líquido ou outros x Negativo para lesão intraepitelial escamosa ou malignidade x Alterações das células epiteliais
2. Adequação da amostra: Células escamosas
x Satisfatória para avaliação
(descrever presença ou ausência de componentes endocervicais/zona de transformação e quaisquer outros
indicadores de qualidade, por
exemplo, parcialmente obscurecido por sangue, inflamação etc.)
o Células escamosas atípicas - de significado indeterminado - não é possível excluir lesão intra-epitelial escamosa de alto grau
o Lesão intra-epitelial escamosa
de baixo grau (abrangendo HPV/displasia
o Atípicas
x Insatisfatória para avaliação (especificar o motivo)
- células endocervicais, possivelmente neoplásicas - células glandulares, possivelmente neoplásicas
x Amostra rejeitada/não processada
(especificar o motivo)
o Adenocarcinoma endocervical
in situ
o Adenocarcinoma:
x Amostra processada e avaliada, mas insatisfatória para avaliação de
anormalidade epitelial porque
(especificar o motivo)
- endocervical - endometrial - extra-uterino
- sem outras especificações (SOE)
3. Categorização geral (opcional): 5. Outras neoplasias malignas (especificar)
x Negativo para lesão intraepitelial ou malignidade
6. Testes auxiliares
Fornecer uma breve descrição do método do teste e relatar o resultado de modo a ser facilmente compreendido pelo clínico
x Outras: ver interpretação/resultado (por ex., células endometriais em mulheres >= 40 anos de idade)
7. Revisão automatizada
Se o caso for avaliado com um equipamento automatizado, especificar o equipamento e o resultado
x Alteração celular epitelial: ver interpretação/resultado (especificar “escamoso” ou “glandular”, quando apropriado
8. Notas educativas e sugestões (opcionais)
As sugestões devem ser concisas e consistentes com orientações do acompanhamento clínico publicadas por organizações profissionais (referências quanto as publicações relevantes podem ser incluídas).
6.8.2. Colposcopia
a) Após posicionar a paciente foi realizada inspeção macroscópica da vulva, intróito vaginal e, posteriormente, introduzido espéculo vaginal descartável, cuidadosamente.
b) Procedeu-se a inspeção macroscópica da vagina, colo e secreções.
c) Visualização, limpeza e avaliação do colo com utilização de algodão embebido em solução fisiológica. Foi utilizado filtro verde
do colposcópio para observar os vasos sanguíneos e junção escamocolunar (JEC).
d) Aplicação da solução de ácido acético a 3% no colo de forma cuidadosa e repetida, lavando-o. Após um minuto foi inspecionado de maneira sistemática observando todo o colo e paredes vaginais. e) Em seguida foi aplicado teste iodado de Schiller para
visualização de alterações no epitélio.
f) Concluindo o exame vaginal, o espéculo foi removido lento e parcialmente fechado, banhando paredes vaginais anterior e posterior com solução de Schiller, buscando possíveis lesões. g) Após completa remoção do espéculo, aplicou-se solução de
ácido acético a 5% para avaliação da vulva, sulcos inguinocrurais, monte pubiano, região perineal e perianal.
h) Para o registro de achados colposcópicos utilizou-se a terminologia estabelecida pela Federação Internacional de Colposcopia e Patologia Cervical (IFCPC) de Barcelona, 2002 (Quadro 2).
i) Na presença de achado colposcópico anormal, procedeu-se a
realização de biópsia com pinça de Gaylor-Medina de 4 ou 5 mm. Após, utilizou-se solução hemostática à base de percloreto férrico a 50% (Hemogin®). O fragmento obtido foi fixado em frasco com solução de formol a 10% e encaminhado ao Departamento de Anatomia Patológica da UNIFESP. Os resultados dos exames anatomopatológicos obedeceram a classificação de Richart, 1990 (Quadro 3).
Quadro 2. Terminologia colposcópica, Barcelona (IFCPC, 2002)
1. Achados colposcópicos normais: 4. Colposcopia insatisfatória:
Epitélio escamoso original Junção escamocolunar não visível
Epitélio colunar Inflamação severa, atrofia severa, trauma
Zona de transformação Colo do útero não visível
2. Achados colposcópicos anormais: 5. Miscelânia:
Epitélio acetobranco plano Condiloma
Epitélio acetobranco denso Queratose
Mosaico fino Erosão
Mosaico grosseiro Inflamação
Pontilhado fino Atrofia
Pontilhado grosseiro Deciduose
Iodo parcialmente positivo Pólipo
Iodo negativo Vasos atípicos
3. Alterações colposcópicas sugestivas de câncer invasivo
Fonte: Walker et al., 2003; Netto et al., 2008.
Quadro 3. Classificação histológica de Richart,1990 Classificação
Normal Atipias
NIC I/HPV, baixo grau
NIC II, NIC III, alto grau, carcinoma in situ Carcinoma escamoso invasor
Adenocarcinoma
Fonte: Carvalho et al., 2007
6.8.3. Cirurgia por ondas de radiofreqüência (CORAF)
Para realizar a CORAF, foi necessária avaliação ginecológica utilizando espéculo vaginal com saída para aspiração e exame colposcópico para confirmação e delimitação da lesão e estabelecimento do número de fragmentos a serem retirados de acordo com a extensão da neoplasia. Utilizou-se para este procedimento eletrodo dispersivo (placa neutra) sob a paciente antes de iniciar o procedimento cirúrgico.
a) Após delimitação da lesão no colo, foi aplicada infiltração de anestésico com vasoconstritor em 3, 6, 9 e 12 horas próxima às margens externas da zona de transformação.
b) O aparelho gerador foi programado para utilizar ondas de corte de 40 watts. Selecionou-se eletrodo em alça do tamanho adequado à extensão da lesão e acionado aspirador de fumaça com filtro biológico.
c) Após o corte e retirada das peças cirúrgicas, o gerador foi reprogramado para ondas de coagulação com 80 watts, utilizando-se eletrodo em esfera para realizar hemostasia.
d) Aplicou-se camada de gel à base de percloreto férrico a 50% (Hemogin ®) no colo do útero e utilização de tampão vaginal.
e) A peça cirúrgica foi fixada em placa de isopor previamente identificada com marcação de 12 horas para o correto estudo
anatomopatológico e depositada em frasco contendo
formol a 10%.
f) A paciente foi orientada quanto aos cuidados pós-
operatórios.
g) O material foi encaminhado ao Departamento de Anatomia Patológica da UNIFESP.