• No results found

II. THEORETICAL BACKGROUND AND PREVIOUS

4. TRANSACTION COST THEORY AND M&As

Define-se como vida útil de um gerador de vapor a quantidade de horas de fogo que pode suportar em condições normais de funcionamento, isto é, vaporizando a pressão máxima de trabalho admissível para a qual tenha sido projetada (NOGUEIRA, 2005).

Na caldeira flamotubular, após determinado número de anos de trabalho, além do problema da inutilização de tubos, é comum ocorrerem problemas como deformação das fornalhas, corrosão ou desgaste, reduzindo as dimensões úteis de partes metálicas, fissuras, fendas e outras descontinuidades, desnivelamentos e dilatações ou contrações térmicas reversíveis ou irreversíveis (NOGUEIRA, 2005). Há registros no diário da caldeira mencionando a substituição de tubos internos da caldeira 11 no mês de dezembro.

A vida útil de uma caldeira depende, fundamentalmente, do método de trabalho que tenha sido realizado, do sistema de vaporização (regime constante ou variável), da qualidade da água de alimentação, da freqüência das limpezas externas e internas, etc., motivo pelo qual não é possível determinar sem cometer erros consideráveis o tempo médio de vida para cada caldeira (NOGUEIRA, 2005).

6. CONCLUSÃO

A transferência do processo de usinagem química para outra unidade fabril fez com que o sistema de vapor fique superdimensionado. Para contornar essa situação a Engenharia de

manutenção de fábrica da empresa propôs um sistema que inicialmente é adequado, intercalando a operação das caldeiras em principal e auxiliar.

O processo de geração de vapor estudado apresenta os seguintes pontos positivos:

- Aproveitamento do condensado de retorno, que proporciona economia de energia e economia operacional no tratamento da água de alimentação.

- Pré-aquecimento da água desmineralizada, aproveitando o calor rejeitado por um compressor que fornece ar comprimido para outros sistemas da fábrica.

- Descarga de fundo a cada duas horas, evitando o acúmulo de material corrosivo na parte inferior da caldeira.

- A caldeira que funciona como auxiliar é mantida pressurizada, evitando danos por corrosão em espelhos, tubos e casco.

- Quando as caldeiras são desligadas, elas são mantidas pressurizadas o que mantém a temperatura, de maneira que quando são religadas não levam muito tempo para aquecer o sistema.

Infelizmente após a desativação da usinagem química, não existe mais a preocupação em controlar o custo da tonelada de vapor, não há ênfase em aumentar a eficiência do sistema e diminuir o consumo de energia.

Outro ponto negativo é que não há manutenção programada para os purgadores de vapor, assim como para a bomba de retorno de condensado.

No geral o processo de geração de vapor é satisfatório, porém existem pontos e possibilidades de melhoria, que podem ser estudados em trabalhos futuros:

1- Definição dos processos que utilizarão o vapor;

2- Balanço completo de massa e energia de todo o sistema; 3- Verificação dos gases de exaustão;

4- Adequação do registro no diário da caldeira evitando dados falsos; 5- Instalação de medidores de vazão de vapor e de condensado de retorno;

6- Definir programa de manutenção dos purgadores, linha de distribuição, dos queimadores, bomba de retorno de condensado, instrumentação (verificação das normas, calibração);

REFERÊNCIAS

AALBORG INDUSTRIES S.A.. Catálogo da Aalborg Industries em Inglês.

Disponível em: <http://www.aalborg-industries.com.br/downloads/cat-ing.pdf>.

Acesso em: 14 fev. 2012.

BALESTIERI, José Antonio Perrella. Máquinas Térmicas: material de apoio à

disciplina. Guaratinguetá: Unesp, 2009.

BANWEG, A.. Boiler and Feedwater Treatment. In: RICHARDSON, Tony (Org.).

Shreir. Durham: Elsevier, 2010. Cap. 428, p. 2971-2989. Disponível em:

<http://dx.doi.org/10.1016/B978-044452787-5.00162-1>. Acesso em: 30 jul. 2012.

BIZZO, Waldir A.. Geração, distribuição e utilização de vapor: Apostila de curso.

Campinas: Unicamp, 2003. Disponível em:

<ftp://ftp.fem.unicamp.br/pub/EM722_ES606/>. Acesso em: 29 fev. 2012.

CHATTOPADHYAY, P.. Boiler operation engineering: questions and answers. 2.

ed. Haldia: Mcgraw Hill, 2001.

CICI BOILER ROOMS INC. 400 Series Firetube Wetback. Disponível em:

<http://www.ciciboilers.com/boiler_hurst_scotch.htm>. Acesso em: 20 nov. 2012.

DONOHUE, John M.. Water Conditioning, Industrial. In: MEYERS, Robert A.

(Comp.). Encyclopedia of Physical Science and Technology. 3. ed. Warrington:

Elsevier Science Ltd, 2003. p. 671-697. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1016/B0-

12-227410-5/00819-X>. Acesso em: 06 jul. 2012.

KITTO, J. B.; STULTZ, S. C. (Ed.). Steam: its generation and use. 41. ed. Barberton,

Ohio: The Babcock & Wilcox Company, 2005.

LIAO, Z.; DEXTER, A. L.. The potential for energy saving in heating systems through

improving boiler controls. Energy And Buildings, Oxford, p. 261-271. 10 dez. 2003.

LORA, Electo Eduardo Silva et al. Caldeiras de Vapor Convencionais e de

Recuperação. In: LORA, Electo Eduardo Silva; NASCIMENTO, Marco Antonio Rosa

do. Geração Termelétrica: planejamento, projeto e operação. Rio de Janeiro:

Interciência, 2004. p. 171-248.

MAHESHWARI, G.p.; AL-HADBAN, Y.. Energy-efficient operation strategy for

industrial boilers. Energy, Kuwait, p. 91-99. jan. 2001. Disponível em:

<http://dx.doi.org/10.1016/S0360-5442(00)00050-5>. Acesso em: 30 jan. 2012.

NOGUEIRA, Luiz Augusto Horta. Eficiência energética no uso de vapor. Rio de

Janeiro: Eletrobrás, Procel, 2005. Disponível em:

<http://www.eletrobras.com/pci/main.asp?Team={28E0A622-909E-4AF1-BF96-

B90EA35B5D3E}>. Acesso em: 27 out. 2012.

PERA, Hildo. Geradores de vapor: um compêndio sobre a conversão de energia com

vistas à preservação da ecologia. 2. ed. São Paulo: Fama, 1990.

REZNIKOV, M. I., LIPOV, Y. M. Steam boilers of thermal power plants. Mir,

Moscou, 1985.

SENEVIRATNE, Mohan. Chapter 7: Steam Systems. In: SENEVIRATNE, Mohan. A

Practical Approach to Water Conservation for Commercial and Industrial

Facilities. Queensland: Elsevier, 2006. Cap. 7, p. 132-156. Disponível em:

<http://dx.doi.org/10.1016/B978-185617489-3.50010-2>. Acesso em: 30 jul. 2012.

TAYLOR, D. A.. Chapter 4: Boilers. In: TAYLOR, D. A.. Introduction to Marine

Engineering. 2. ed. Hong Kong: Elsevier, 1996. Cap. 4, p. 73-98. Disponível em:

<http://dx.doi.org/10.1016/B978-075062530-2/50005-2>. Acesso em: 30 jul. 2012.

WALKER, E; BLAEN, R. J. Industrial boilers. In: SNOW, Dennis A.. Plant

Engineer. 2. ed. Woburn: Butterworth-Heinemann, 2003. Cap. 10, p. 1-28. Disponível

em: <http://dx.doi.org/10.1016/B978-075064452-5/50065-1>. Acesso em: 30 jul.

2012.