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De acordo com a classificação da rodovia segundo o HCM, o trecho da BR-365 entre Patos de Minas e Uberlândia é classe I. Tal informação é necessária para a avaliação do nível de serviço à partir dos indicadores operacionais encontrados no simulador CORSIM e no HCS+. O nível de serviço de rodovias classe I é calculado com base na velocidade de fluxo livre e na porcentagem de tempo seguindo em pelotão. Ao final da simulação do programa HCS+ tem-se o nível de serviço indicado no relatório gerado pelo programa.

A velocidade média já é um dado de saída do microssimulador CORSIM utilizado neste trabalho, mas o tempo trafegando em pelotões não. Entretanto o relatório gerado no final da simulação no microssimulador fornece o tempo de atraso e o tempo gasto necessário para percorrer toda a rede. Assim, calculou-se o atraso médio dividindo-se o tempo de atraso pelo tempo total gasto na rede multiplicado por 100.

É importante ressaltar que o nível de serviço em rodovias de pista simples é função do atraso dos veículos e da velocidade média, enquanto que em pista dupla é função da densidade de veículos. Assim o nível de serviço foi calculado em função do atraso e da velocidade em rodovia de pista dupla para se ter o parâmetro de comparação com a rodovia em condições atuais, ainda assim que isto não usual.

5.2.1 Resultados das simulações de tráfego na BR-365 nas condições atuais (pista simples) Com as simulações concluídas têm-se os dados de medidas de eficiência da BR-365, no trecho entre Patos de Minas e Uberlândia com as condições atuais, no programa TSIS, conforme apresentado nas Tabelas seguintes. A velocidade de fluxo livre foi considerada como sendo de 65 mph (105 km/h) próximo ao limite permitido para a via, de 100 km/h.

As medidas de eficiência do trecho 1 são mostradas na Tabela 53, onde verificma-se os indicadores de eficiência da média do volume de veículos de quinta-feira a domingo e do volume máximo horário registrado nesses dias.

Tabela 53: Indicadores operacionais do Trecho 1, pista simples

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 25,9 78,2 Sexta-feira(média) 25,9 78,0 Sábado(média) 16,1 85,9 Domingo(média) 19,9 79,9 Quinta-feira(máxima) 24,9 77,4 Sexta-feira(máxima) 23,4 78,5 Sábado(máxima) 20,8 82,0 Domingo(máxima) 23,4 78,2 Fonte: Autor (2017).

Neste trecho o tempo seguindo foi razoavelmente alto, visto que uma média de tempo seguindo de 20% não é agradável para o motorista, e uma velocidade média alta (aproximadamente 80 km/h) para uma rodovia de pista simples e sentido duplo. Uma grande quantidade de tempo seguindo em pelotões aliada com uma baixa velocidade média de viagem faz com as condições de trafegabilidade não seja a ideal principalmente para aquele motorista que tem a expectativa de desenvolver elevadas velocidades.

Tabela 54: Indicadores operacionais do Trecho 2, pista simples

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 22,8 77,5 Sexta-feira(média) 19,9 78,0 Sábado(média) 21,1 84,2 Domingo(média) 22,1 78,1 Quinta-feira(máxima) 24,4 79,6 Sexta-feira(máxima) 23,8 82,7 Sábado(máxima) 24,3 77,9 Domingo(máxima) 23,2 77,6 Fonte: Autor (2017).

O tempo seguindo foi novamente alto, próximo a 20%, e a velocidade média alta satisfatória para motoristas que utilizam este trecho (aproximadamente 80 km/h).

Para o trecho 3 têm-se os indicadores mostrados na Tabela 55.

Tabela 55: Indicadores operacionais do Trecho 3, pista simples

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 23,2 80,3 Sexta-feira(média) 24,5 80,3 Sábado(média) 23,3 77,4 Domingo(média) 22,2 76,7 Quinta-feira(máxima) 22,1 79,3 Sexta-feira(máxima) 25,9 78,1 Sábado(máxima) 25,7 77,7 Domingo(máxima) 23,3 79,9 Fonte: Autor (2017).

Neste trecho o tempo seguindo foi sempre próximo a 20%, mas sempre maior que este valor, e a velocidade média próxima a 80 km/h.

Tabela 56: Indicadores operacionais do Trecho 4, pista simples

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 24,4 72,3 Sexta-feira(média) 48,1 63,6 Sábado(média) 23,6 80,5 Domingo(média) 22,6 78,7 Quinta-feira(máxima) 25,8 68,9 Sexta-feira(máxima) 25,8 79,6 Sábado(máxima) 25,7 77,9 Domingo(máxima) 25,7 77,1 Fonte: Autor (2017).

Neste trecho as condições de trafegabilidade são mais ineficazes para os usuários, visto que o tempo seguindo é maior que nos outros trechos (aproximadamente 25%, mas chegando a 48% com o fluxo médio da sexta-feira) e a velocidade média é menor (variando de 60 km/h a 80 km/h) quando comparada aos outros trechos.

5.2.2 Resultados das simulações considerando a BR-365 duplicada

Têm-se os seguintes indicadores de eficiência com a rodovia duplicada quando utilizou-se o microssimulador CORSIM. Novamente o tempo seguindo foi calculado com base no tempo médio de atraso e no tempo total para percorrer a rede. Tal cálculo foi feito dividindo o tempo de atraso pelo tempo total. A velocidade média já é um parâmetro de saída fornecido pelo relatório de saída de dados do programa.

As medidas de eficiência do trecho 1 são mostradas na Tabela 57, onde têm-se os indicadores de eficiência da média do volume de veículos de quinta-feira a domingo e do máximo volume horário registrado nesses dias.

Tabela 57: Indicadores operacionais do Trecho 1, rodovia duplicada

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 2,0 96,3 Sexta-feira(média) 2,3 108,4 Sábado(média) 2,4 106,5 Domingo(média) 3,0 107,7 Quinta-feira(máxima) 2,3 103,7 Sexta-feira(máxima) 2,5 106,9 Sábado(máxima) 2,5 107,5 Domingo(máxima) 2,4 103,7 Fonte: Autor (2017).

Neste trecho o tempo seguindo e a velocidade média mostrou-se bastante eficaz para os usuários da rodovia, com um tempo seguindo máximo de 3% e uma velocidade média mínima de 96,3 km/h.

No Trecho 2, as condições de trafegabilidade da rodovia são mostradas na Tabela 58. Tabela 58: Indicadores operacionais do Trecho 2, rodovia duplicada

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 2,5 102,3 Sexta-feira(média) 2,3 98,7 Sábado(média) 2,5 102,3 Domingo(média) 3,4 102,9 Quinta-feira(máxima) 1,2 103,5 Sexta-feira(máxima) 1,1 101,5 Sábado(máxima) 0,9 103,0 Domingo(máxima) 2,5 102,3 Fonte: Autor (2017).

A velocidade média mostrou-se bastante alto para este trecho (aproximadamente 100 km/h) e o tempo seguindo bastante baixo (máximo de 3,4% do tempo seguindo) o que mostrou uma grande eficácia operacional deste trecho.

No Trecho 3, têm-se os indicadores mostrados na Tabela 59.

Tabela 59: Indicadores operacionais do Trecho 3, rodovia duplicada

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 2,0 104,0 Sexta-feira(média) 2,4 98,7 Sábado(média) 2,9 100,2 Domingo(média) 3,3 103,0 Quinta-feira(máxima) 1,8 102,2 Sexta-feira(máxima) 1,8 99,1 Sábado(máxima) 1,5 99,0 Domingo(máxima) 2,8 100,2 Fonte: Autor (2017).

A eficácia operacional é também alta neste trecho, visto o baixo tempo seguindo (média de 2,0% do tempo) e a alta velocidade média (mínima de 98,7 km/h).

Para o trecho 4mas condições de operacionalidade da via são as mostradas na Tabela 60. Tabela 60: Indicadores operacionais do Trecho 4

Tempo seguindo (%) Velocidade média (km/h)

Quinta-feira(média) 1,7 102,2 Sexta-feira(média) 0,8 101,8 Sábado(média) 2,5 101,3 Domingo(média) 2,3 101,2 Quinta-feira(máxima) 1,3 100,8 Sexta-feira(máxima) 1,8 100,9 Sábado(máxima) 1,6 101,8 Domingo(máxima) 1,3 99,5 Fonte: Autor (2017).

Neste trecho as condições de trafegabilidade são novamente bastantes satisfatórias, visto o baixo tempo seguindo (máximo de 2,5% do tempo) e alta velocidade média (aproximadamente 100 km/h).

É notória a variação das condições de trafegabilidade com a rodovia em condições atuais e com a rodovia toda duplicada. Enquanto que na rodovia em condições atuais a maior velocidade encontrada foi de 85,9 km/h, a menor velocidade encontrada na rodovia duplicada foi de 96,3 km/h. No trecho ,1 a velocidade média considerando todos os volumes de tráfego foi de 79,8 km/h com a rodovia em condições atuais (pista simples) e de 105,1 km/h considerando a rodovia duplicada e o tempo médio seguindo, considerando todos os volumes foi de 22,5% do tempo com a rodovia em condições atuais (pista simples) e 2,4% considerando a rodovia duplicada. Assim uma duplicação da rodovia representa um aumento de 25,3 km/h na velocidade média e uma diminuição de 20,1% no tempo seguindo outros veículos.

No trecho 2 a velocidade média passou de 79,4 km/h com a rodovia em condições atuais (pista simples) para 102,1 km/h com a rodovia duplicada de um tempo médio seguindo de 22,7% com a rodovia em condições atuais (pista simples) para 2,0% com a rodovia duplicada, considerando a média de todos os volumes de tráfego. A duplicação melhoraria a velocidade média em 22,7 km/h e o tempo seguindo outros veículos em 20,7%.

No trecho 3 a velocidade média foi de 78,7 km/h considerando todos os volumes de veículos para a rodovia em condições atuais (pista simples) e de 100,8 km/h para a rodovia duplicada. Neste trecho o tempo seguindo médio foi de 23,8% para a rodovia em condições atuais (pista simples) e de 2,3% para rodovia duplicada. Assim a duplicação representa uma melhora de 22,1 km/h na velocidade média e 21,5% no tempo seguindo outros veículos.

Para o trecho 4, considerando a média de todos os volumes de tráfego, a velocidade média foi de 74,8 km/h para a rodovia em condições atuais (pista simples) e de 101,2 km/h para a rodovia duplicada e o tempo seguindo médio foi de 27,7% para a rodovia em condições atuais (pista simples) e 1,7% para a rodovia duplicada. Logo a duplicação melhorou em 26,4 km/h a velocidade média e 26% do tempo seguindo.

Essa grande variação das velocidades médias e dos tempos seguindo outros veículos mostra o quão melhoraria a operacionalidade da rodovia com a duplicação.