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TRAFIKKLAST PÅ FERJEKAIER

3 FORSKRIFT FOR TRAFIKKLASTER

3.5 TRAFIKKLAST PÅ FERJEKAIER

Embora o uso de EM permita aumentar a sensibilidade, um procedimento de pré- concentração do analito é quase sempre necessário para atingir limites de detecção baixos o suficiente para determinar os níveis residuais em que os contaminantes emergentes estão presentes no ambiente (RODRIGUEZ-MOZAZ et al., 2007).

As técnicas mais utilizadas para extração ou pré-concentração de compostos são: extração líquido-líquido (ELL) ou liquid-liquid extraction (LLE), extração em fase sólida (EFS) ou solid phase extraction (SPE), microextração em fase sólida (MEFS) ou solid phase microextraction (SPME) e extração com fluido supercrítico (EFS) ou supercritical fluid extraction (SFE).

A EFS baseia-se principalmente na imobilização física ou adsorção de certos compostos orgânicos na superfície de alguns sólidos orgânicos ou inorgânicos modificados ou não que são os suportes que preenchem o cartucho de extração. A seleção dos suportes é geralmente baseada nas propriedades dos analitos de interesse a serem extraídos (DAS et al., 2012). O ajuste do pH da amostra muitas vezes é necessário para que haja protonação ou desprotonação dos compostos tornando-os compatíveis com o recheio e, consequentemente, aumentando a eficiência da extração (BUCHBERGER, 2011). Quando se trata de matrizes complexas alguns componentes destas podem coeluir com os analitos de interesse durante a

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extraçao. Por isso, em alguns casos, é necessária a etapa de clean-up da amostra (BIZKARGUENAGA et al., 2012).

A microextração em fase sólida (MEFS) é uma técnica recentemente usada para análise de multirresíduos em amostras ambientais. O princípio da técnica é a extração de compostos a partir da adsorção destes em uma fibra (polímero ou sólido adsorvente) que recobre um tubo de fibra de vidro capilar. A quantidade do composto captada pela fibra é proporcional à sua concentração na amostra à medida que o equilíbrio é atingido com auxílio de agitação. Após a extração, a fibra de MEFS é transferida para a porta de injeção do CG, onde os compostos são dessorvidos (FATTA-KASSINOS et al., 2011). Para compostos voláteis é feita a extração indireta (headspace), já que a fibra não entra em contato direto com a solução. A amostra é aquecida e os componentes voláteis são extraídos para a fibra pelo processo de sorção ou partição (OLIVEIRA et al., 2008).

O princípio da extração líquido-líquido (ELL) de dois líquidos imiscíveis (fase aquosa e fase orgânica) para a extração da substância de interesse se dá pelo coeficiente de partição do analito entre as duas fases imiscíveis. A eficiência da extração, portanto, depende da afinidade do soluto pelo solvente extrator e da razão entre as duas fases. No entanto, a ELL tem várias limitações tais como baixa recuperação, necessidade de um grande volume de amostra, baixa seletividade além da limitação para a extração de compostos hidrofílicos (KOLE et al., 2011). Uma variação da ELL convencional foi desenvolvida utilizando baixas temperaturas para facilitar a partição de fases com polaridades próximas.

2.3.3.1 Extração líquido-líquido com partição em baixa temperatura (ELL-PBT) A partição em baixa temperatura foi primeiramente relatada por Anglin e McKinley (1960) que extraíram cera utilizando acetona a -70 oC durante o clean up de extratos de plantas para determinação de DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano). Em 1997, Juhler extraiu organofosforados em matizes gordurosas da mesma forma, no entanto, a temperatura utilizada foi de -10 oC.

Em 2008, Goulart desenvolveu uma metodologia simples e de baixo custo, para análise de deltametrina e cipermetrina em leite. Este método denominado extração líquido- líquido e purificação por precipitação a baixa temperatura, consiste em colocar a amostra líquida ou sólida em contato com um solvente menos denso que a água e com ponto de fusão abaixo de -20 oC. O sistema é agitado e levado ao freezer. Após um determinado período de tempo a fase aquosa é congelada e o solvente orgânico ainda na fase líquida é separado e

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analisado por cromatografia. Esta técnica permitiu determinar piretróides em leite por cromatografia gasosa, sem a necessidade de etapas de clean up. Segundo Goulart 2004, foram avaliados alguns parâmetros relevantes na recuperação dos analitos. O solvente acetonitrila proporcionou recuperação maior que 70% para cipermetrina e deltametrina. A proporção amostra/solvente que obteve melhores resultados foi 1:2 (20 mL de leite para 40 mL de acetonitrila). Segundo ele, outros solventes e mesmo as extrações múltiplas não melhoraram a eficiência da extração. O tempo de contato do solvente com a amostra também foi avaliado durante agitação em mesa agitadora. Os resultados indicaram melhores recuperações no tempo de 20 minutos de agitação a 175 oscilações por minuto. Além disso, observou-se que entre 6 h e 48 h de congelamento não houve diferença na recuperação dos analitos.

Posteriormente, Vieira et al., (2007) otimizou a técnica de ELL-PBT para a extração simultânea de quatro piretróides: λ-cialotrina, permetrina, deltametrina e cipermetrina, em amostra de água previamente contaminada com padrões dos piretróides. Na otimização foi empregado um planejamento fatorial completo, 23, para avaliação do comportamento simultâneo de três fatores: proporção entre o volume de água e acetonitrila (1:1 e 1:2), força iônica pela adição de sal (0,020 mol/L e 0,100 mol/L de NaCl) e tempo de extração (15 min e 30 min). Pela análise cromatográfica, baseando em porcentagem de recuperação, o método otimizado consistiu em proporção amostra/solvente de 1:2, adição de sal na concentração de 0,020 mol/L, uma vez que o aumento da força iônica dificultou a separação das fases. E por último, os tempos de extração estudados não tiveram contribuição consideráveis para os resultados, portanto optou-se pelo tempo de 15 minutos.

Os extratos obtidos do procedimento de purificação por precipitação a baixa temperatura apresentam um aspecto limpo, o que pode ser observado por simples inspeção visual. Outro ponto a ser considerado é o menor número de etapas necessárias para se obter um extrato adequadamente limpo para análise cromatográfica. Isto permite reduzir os riscos de contaminação e perdas de amostras, proporcionando um nível mais alto de recuperação e de forma mais reprodutiva quando comparado com os procedimentos tradicionais (GOULART, 2004).

Em 2010, Goulart analisou três tipos de carbamato (aldicarbe, carbofuran e carbaril) em água. Foi utilizado um planejamento fatorial completo 23 para definir as melhores condições da técnica de extração. As variáveis estudadas foram tempo de extração em banho ultrassônico (2 min e 10 min), força iônica (0% m/v e 1,5% m/v) e proporção de volume de

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amostra/solvente (1:1 e 1:2). Após análise cromatográfica (CLAE-UV) as condições que tiveram melhores porcentagens de recuperação (> 90%) foram banho ultrassônico por 10 minutos, força iônica 1,5% m/v de NaCl e proporção de amostra/solvente 1:2 (2 ml de amostra para 4 ml de acetonitrila). A técnica foi então validada e aplicada em amostras de água mineral de diferentes marcas e amostras de água de rio da região da Zona da Mata.

A ELL-PBT foi utilizada por Magalhães e colaboradores (2012) para análise em LC- MS de diazepínicos em urina de usuários destas drogas. O método foi otimizado levando em conta três variáveis relevantes do método: (1) tipo de congelamento (1 h no freezer e 8 s em nitrogênio líquido), (2) força iônica da solução (0 mol/L e 2,0 mol/L de NaCl) e (3) proporção de volume amostra /solvente (1:1 e 2:1). Os resultados obtidos indicaram que para variável (1) o tipo de congelamento mais lento obteve recuperação mais elevada. Para a variável (2) o aumento da força iônica aumentou a recuperação para todos os analitos. Já para a variável (3) foi concluído que a proporção 1:1 de amostra/solvente foi a otimizada uma vez que a proporção 2:1 (1 mL de urina para 0,5 mL de acetonitrila) não proporcionou separação das fases. O método otimizado foi então validado e aplicado em amostras de urina de usuários dos diazepínicos. Os resultados demonstram claramente que a metodologia proposta é simples, rápida e sensível o suficiente para ser usado como um procedimento de rotina para a determinação de benzodiazepínicos na urina.