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Trade-offs between Genetic Gain and Loss of Genetic Variability in Breeding Programmes

In document CM_2000_F_03.pdf (2.744Mb) (sider 47-51)

Tem-se discutido, mais intensamente, em anos recentes, sobre a inclusão de alunos que estão acima da média nas escolas brasileiras.

Averigua-se, que os debates se tornam mais contundentes quando as falas são originadas de estudiosos da temática do talento e educadores e gestores.

Há pontos centrais nas discussões, pois, parecem estarem alheias à educação inclusiva. Exemplo disso são os encontros e eventos. Os especialistas da área do talento entendem e defendem o talento como NEE nas ações inclusivas dos sistemas educacionais, por outro lado, os especialistas de outras áreas da Educação Especial remetem para a inclusão dos alunos com deficiências ou síndromes. Como se as demandas, ações e práticas inclusivas só estivessem relacionadas a esses alunos. Pela própria experiência da autora, em participação de eventos e congressos de educação/especial/inclusiva, percebe-se que a área do talento é mera formalização categorial de NEE ou idealismo dos especialistas da área.

A Educação Inclusiva tem por princípio geral e legal que os alunos estejam matriculados na escola regular e que aprendam juntos, no entanto, os alunos mais capazes têm um aspecto que os diferencia de outras categorias de NEE, eles já estão matriculados. Se incluir parte do passo inicial, a matrícula, então, os mais capazes estão excluídos mais enfaticamente, pois, diferentemente de uma pessoa com deficiência ou síndrome, com diagnóstico, que é matriculada sob essa condição (RANGNI; COSTA, 2010, 2011a).

Segundo Delou (2010) e demais estudiosos da área do talento assinalam o preconceito para com os alunos que estão acima da média como barreira para seu reconhecimento e desenvolvimento. A média, que os sistemas e educadores idealizam para os alunos tem tolhido aqueles que se destacam por sua capacidade. Assim, uma sugestão para que o quadro se modifique é mexer com a estrutura dos sistemas escolares que perpassa em proporcionar formação aos profissionais sobre a área do talento e, mesmo assim, nota-se, que se os educadores não quiserem mudar internamente suas convicções para a queda dos preconceitos sobre os alunos talentosos, a formação será inútil. Como ocorre em cursos, capacitações, workshops, palestras, eventos que abordam a área, ainda se presencia ausência de ações que cheguem efetivamente aos alunos.

Sinteticamente, os estudiosos da área do talento, no Brasil, propagam:

a) Os alunos talentosos estão invisíveis nas escolas, pois, ali já estão e sem reconhecimento;

c) Os sistemas de ensino devem se adaptar curricularmente aos alunos com sua diversidade de talentos;

d) Devem ser criadas condições, nos sistemas de ensino, para que os alunos talentosos recebam serviços educacionais especializados, em contraturno;

e) Os sistemas de ensino devem operacionalizar os serviços aos alunos talentosos em parceria com a família e comunidade, pois, por si só a escola não dá conta de tais serviços;

f) Formação de professores inicial e continuada para reconhecer e desenvolver os talentos nos alunos;

e) Que os dispositivos legais que comportam o reconhecimento dos alunos talentosos sejam garantidos, entre outros.

Muitos educadores e gestores, submissos aos seus sistemas educacionais, viabilizam explicações que conduzem, certamente, à realidade dissonante aos conceitos de inclusão. Pois, o censo escolar mostra que as matrículas dos alunos mais capazes são ínfimas se comparadas às cifras apresentadas pela Lei de Probabilidade (3 a 5%) e de Gagné (10%).

Diante disso, pretende-se, assinalar algumas posições de autores da área do talento, sobre a educação inclusiva e sugestões e orientações para professores, no Quadro 11. Autor Freeman,Guenther (2000); Guenther (2006a) Incluir – sugestões/orientações

“Os alunos dotados e talentosos precisam ser olhados com mais cuidado no cenário de uma escola inclusiva do que nas tradicionais ‘turmas homogeneizadas’, para evitar que ele perca o interesse e o estímulo para produzir, e eventualmente venha a excluir a escola como referencial e fonte de crescimento” (GUENTHER, 2006).

Professores: “Todo corpo docente, técnico e administrativo da escola deve ser

envolvido em apresentar e implementar Políticas Educativas, pois, se crianças e adolescentes potencialmente capazes e talentosos passarem todo o seu tempo em companhia de professores apáticos e desinteressados, e não com aqueles que estão motivados a ajudá-los, eles, dificilmente, irão se sentir encorajados avançar com suas idéias e interesses”(FREEMAN; GUENTHER, 2000).

Sabatella (2005)

“Os superdotados talentosos deverão cursar, como os demais alunos, a escola comum, nos diversos níveis de escolaridade, em turmas não muito numerosas, a fim de facilitar o atendimento as suas diferenças individuais, bem como sua integração escolar, utilizando currículo e material didático existente” (p. 130). Professores: “alunos superdotados demandam excelência dos educadores. Acarreta a melhoria do ensino, trazendo a chance que o mesmo aconteça para os demais alunos” (SABATELLA, 2005, p. 136).

Delou (2010)

“Diante da falta de exemplos de escolas das redes regulares de ensino que atendam aos alunos com altas habilidades/superdotação em classes comuns, em salas de recursos ou em programas de enriquecimento, aprofundamento e/ou aceleração de ensino, o que resta é alertar a comunidade docente para o fato de que, hoje, esse direito é mais que reconhecido para efeito de leis” (p. 101).

Professores: “têm a possibilidade de constatar, tanto pela frequência como pela consistência, dos comportamentos manifestados em atividades individuais e/ou coletivas se o aluno apresenta este ou aquele perfil. O professor pode diferenciar competências e habilidades individuais. O professor pode avaliar graus diferenciados de aprofundamento dos conteúdos. O professor tem a possibilidade de ver o aluno em ação no contexto social. O professor pode constatar a capacidade de criação de cada aluno” (p.95).

Freitas; Pérez (2010)

“É no entrelaçamento da educação geral, da educação especial e da proposta de educação para todos, nas suas dimensões relacionadas às políticas públicas, à formação de professores e às práticas pedagógicas, que se inicia a discussão em torno dos desafios, das possibilidades e das ações para que o processo de inclusão educacional da pessoa com necessidades educacionais especiais/superdotação, seja implementado (p.5).

Professores: “O professor da escola inclusiva deve avançar em direção à diversidade. Deixar de ser mero executor de currículos e programas pré- determinados, para se transformar em responsável pela escolha das atividades, conteúdos ou experiências mais adequados ao desenvolvimento das capacidades fundamentais dos seus alunos, tendo em conta o nível e as necessidades deles. Para tanto, é necessário conhecer as características individuais dos alunos com altas habilidades/superdotação e as diferentes formas de manifestação de suas singularidades por meio de observações que lhe permita identificar preferências e facilidades de cada um, assim como suas limitações” (p. 5)

Quadro 11 – Inclusão para alunos talentosos

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