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No Exército Português ainda não está implementada uma estrutura ISTAR contudo pretende-se desenvolver a capacidades de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento através da constituição de um Batalhão ISTAR.

O ISTAR na Componente Terrestre Portuguesa deverá ser organizado segundo as orientações que advêm do Conceito Estratégico Militar e cumprir as capacidades endereçadas a Portugal nos documentos Force Proposals de 2008 e no Capabilities/Statements de 2007. Sendo a questão central deste trabalho enquadrada na temática dos UAV, não foi aprofundada a estrutura ISTAR. A referência a esta estrutura serve apenas para enquadrar os UAV na sua constituição.

A estrutura ISTAR Portuguesa deverá ser um estrutura modular, constituindo-se módulos de acordo com a força que irá apoiar. Esta estrutura deverá ter a capacidade de apoiar uma brigada quando esta esteja completamente empenhada num único TO ou até três batalhões em diferentes TOs. A estrutura ISTAR deverá ser constituída por FApGeral sendo que o Pel UAV LAME faz parte destas forças.

Relativamente à tipologia de UAVs necessários para a Componente Terrestre foi feita uma correlação entre as Force Proposals de 2008 e os Capabilities/Statements de 2007 e a dimensão das forças que o ISTAR Português se destina a apoiar (Brigada e Batalhão). Desta correlação confirmou-se a hipótese “Os UAV a adquirir pela Componente Terrestre deverão ser do tipo Mini e LAME”.

Quanto à orgânica para os tipos de UAV considerados, propomos que deverá ser criado um Pelotão UAV com a constituição idêntica a de um Pel UAV LAME do Exército dos USA (24 Homens) acrescido de duas secções de Mini UAVs (a 13 Homens cada).

Os UAV do tipo LAME destinam-se a apoiar forças de escalão brigada, podendo também ser empregues no apoio a batalhões subordinados ou às FND. Os UAV do tipo Mini destinam-se a apoiar batalhões de manobra e o ERec. A necessidade do ERec ser apoiado pelos Mini UAVs justifica-se pelo facto de ser uma unidade que trabalha em prol da brigada, desempenha missões típicamente de ISTAR e é lhe atribuído uma largura de frente superior à de um batalhão de manobra. Através deste raciocínio e da entrevista feita ao MAJ Cav Patrício consideramos que a hipótese “Os Mini UAV deverão apoiar o Erec” se confirma.

Anexos

Verificada a última hipótese restava-nos apenas averiguar se “Existem em Portugal competências para a concepção de UAVs com as capacidades necessárias à Componente Terrestre”. Pela análise de informações facultadas concluímos que todas as plataformas do PITVANT podem-se enquadrar nos tipos de UAV que a Componente Terrestre necessita. As plataformas apresentadas são três, sendo uma do tipo Mini e outras duas LAME. Atendendo às características das três plataformas consideramos que o Asa-Voadora (Mini) e o Antex-X03 seriam os mais adequados. Atendendo a que é tecnologia Portuguesa consideramos que as plataformas do PITVANT poderiam ser configurados segundo as necessidades do utilizador. Aparentam ser fiáveis e ao nível dos UAVs utilizados pelo Exército dos USA, pelo que deve ser uma hipótese a considerar aquando da compra deste tipo de equipamentos. Para a formação de futuros operadores e técnicos de manutenção consideramos que seriam formados pela AFA, visto que o responsável pelo Programa da AFA refere que existindo interesse de algum comprador a AFA adquiriria essa valência sem problemas. Quanto à selecção destes formandos consideramos que deverá ter-se em conta as aptidões individuais e não a arma ou serviço de origem.

A eventual aquisição destas plataformas, a nosso ver, constituiria uma forma de projectar um produto nacional que aparenta ser fiável, adequado e com grandes vantagens. Após esta análise consideramos verificada a última hipótese e que esta além de confirmada é igualmente vantajosa.

Anexos

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BIBLIOGRAFIA

Para a elaboração da bibliografia adoptou-se o normativo da American Psychological Association (APA), da quinta edição publicada em 2001 in Sarmento (2008, p. 131).

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Anexos

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Anexos

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