What is anomaly detection?
3.3 Cfengine anomaly detection
3.3.5 Towards variables classification
Os resultados desta investigação sugerem claramente que a liderança em enfermagem influência directa e significativamente a qualidade dos cuidados de enfermagem, reforçando um vasto conjunto de ideias veiculadas ao longo de toda a literatura que sugerem a pertinência dessa relação, embora alguns estudos sugiram não haver correlação entre a qualidade percepcionada pelos profissionais de saúde e a liderança, como por exemplo no caso de Marcos et al. (2004).
As unidades de saúde são organizações complexas, quer em termos de relações humanas, quer em termos tecnológicos que interferem directamente nos seus trabalhadores. Os enfermeiros são profissionais de saúde com competências específicas, legalmente habilitados para prestar os cuidados de enfermagem ao utente ao longo do ciclo vital e aos grupos sociais em que estão integrados para que se mantenham, melhorem e recuperem a saúde, ajudando- os a atingir a sua máxima capacidade funcional tão rapidamente quanto possível.
Assim, a enfermagem como classe profissional inserida numa organização hospitalar, detentora de hierarquia estratificada, tem muita importância nas organizações de saúde bem como um grande potencial de estudo na liderança. Esta, se for adequada e impulsionadora de comportamentos que potencializem a qualidade dos cuidados de enfermagem bem como a satisfação dos profissionais colaboradores, pode gerar ganhos em termos de gestão o que se vem a reflectir nos cuidados de saúde prestados ao utente.
Com a evolução do desenvolvimento pessoal e profissional, é cada vez mais evidente a necessidade de definir estratégias partilhadas, em que a liderança e o espírito de equipa estejam presentes para a concretização da realização de tarefas, havendo pois a motivação necessária dos enfermeiros para atingir os objectivos da sua unidade e que estes estejam de acordo com os da organização em que estão inseridos.
Também a percepção que o enfermeiro tem sobre a equidade das oportunidades no seu serviço, motiva-o a prestar cuidados de qualidade. Essa ideia vem de encontro a Ernest et al. (2004), quando referem que os horários de trabalho dos enfermeiros devem ser optimizados para garantir benefícios, exigindo cuidados nas tomadas de decisão de modo a que haja equidade de horários por turno, preferências de turno, acordos de trabalho, para que estes se sintam satisfeitos e executem as suas tarefas e assim a missão a que se propõem, influenciando deste modo o nível de satisfação do utente.
O estudo vem de encontro às constatações dos autores Tafreshi et al. (2007), que referem que a organização dos serviços tem de se preocupar com as condições físicas das instalações a fim de fornecer os melhores cuidados para que os utentes saiam satisfeitos com os cuidados que recebem. Consideram pois, existirem factores como a gestão organizacional e liderança, recursos humanos, instalações que influenciam os cuidados de enfermagem com qualidade.
Dissertação de mestrado em Gestão de Unidades de Saúde Página 30 Burhans e Alligood (2010) são da opinião de que os líderes poderiam desenvolver estratégias identificáveis pelos seus enfermeiros colaboradores, para que a qualidade dos cuidados como o carinho, a empatia e o respeito, seja uma realidade no serviço que lideram. Os resultados desta investigação vêm reforçar essa ideia.
Kuregant, Tronchin e Melleiro (2006) mencionam que é fundamental o envolvimento dos recursos humanos da organização na implementação de estratégias que levem os profissionais de saúde a serem criativos e motivados. O Instituto de medicina americano reconheceu nos anos 2000 a necessidade de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde através da obra “errar é humano”. Delineou-se a visão para os cuidados seguros e de alta qualidade tendo as evidências como base centradas no utente. De acordo com os anteriores autores, os enfermeiros como prestadores de cuidados de primeira linha, planeiam, estimam e avaliam as necessidades dos cuidados ao utente de modo a garantir o seu conforto. Estes cuidados, quando prestados com qualidade, produzem resultados significativos na segurança do utente. A Associação americana de enfermagem refere mesmo que os enfermeiros são responsáveis pela qualidade e melhoria sistemática da prática de enfermagem.
Esta investigação vem também reforçar a ideia de que o factor “comunicação” é essencial para o exercício da influência na coordenação das actividades em grupo, de modo a efectivar o processo de liderança, visando mudanças no comportamento do indivíduo através de atitudes, desempenho que leve à satisfação profissional. Ruthes e Cunha (2009) são da opinião de que liderar a equipa, ensinar os enfermeiros, comunicar e orientar acções e a prática do cuidar tem como objectivo a competência do enfermeiro. Esta investigação vai de encontro a essas constatações, atendendo a que a comunicação corresponde a uma das 4 dimensões da liderança em enfermagem.
O líder deve utilizar ferramentas capazes de motivar os seus enfermeiros a desenvolver habilidades, conhecimentos para que a organização de saúde tenha sucesso. Também o envolvimento profissional e a oportunidade dada pelo líder de crescer profissionalmente é uma mais-valia para que a qualidade dos cuidados seja uma realidade.
Ruthes e Cunha (2008), são da opinião de que várias organizações de saúde se consciencializaram de que é no capital humano que está o potencial criativo tendo como meta a qualidade dos cuidados. O enfermeiro tem como meta o bem-estar do utente, e, nesse sentido procura estratégias para conseguir atingir o objectivo a que se propõe. Assim, procura ter ideias para simplificar métodos e procedimentos, reduzir a burocracia de forma a criar valor na sua profissão. Todos os enfermeiros estão envolvidos em actividades inovadoras, motivadas pelo desejo de melhorar os resultados dos cuidados prestados aos utentes.
Para que o desempenho profissional seja adequado, a inovação é uma das dimensões de grande importância no mercado competitivo em que se vive nos dias de hoje. É necessário inovar, pelo que o enfermeiro deve tomar consciência quando, como, porquê e para quê,
Dissertação de mestrado em Gestão de Unidades de Saúde Página 31 sendo imprescindíveis as orientações definidas pelo líder no controlo da criatividade. O mesmo se conclui através desta investigação. Os resultados sugerem que, os enfermeiros líderes devem dar importância à inovação, incentivando e permitindo que os seus enfermeiros colaboradores sejam criativos na implementação de estratégias, tendo como meta a qualidade dos cuidados ao utente, procurando, de forma contínua, formas inovadoras de prestar os serviços necessários.
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