Part III: The Lumpenproletariat in African Social Formations
Chapter 7: Towards a Deconstruction of the “Lumpenproletariat”
7.2 Towards a deconstruction of the “lumpenproletariat”
Utilizamos o Teste T para comparar as médias do grupo de alunos com taxas baixas e altas de reprovação, no que diz respeito ao uso de estratégias de aprendizagem do Fator 1: Autorregulação cognitiva e metacognitiva (Tabela 14). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias dos dois grupos (p valor 0,932) Utilizamos também os testes não paramétricos Independent Samples Median Test e Independent Samples Mann Whitney u Test (Tabela 15) para comparar as médias do grupo de alunos com taxas baixas e altas de reprovação quanto ao uso das estratégias de aprendizagem dos Fatores 2: Autorregulação dos recursos internos e contextuais (Independent Samples Median Test, p- valor 0,294; Independent Samples Mann Whitney u Test, p-valor 0, 284) e 3: Autorregulação social (Independent Samples Median Test, p-valor 0,769; Independent Samples Mann Whitney
0 20 40 60 80 100 120
Sexo feminio sexo masculino
Reprovações em disciplinas no curso de graduação por sexo
Reprovado Não Reprovado
82 u Test, p-valor 0, 191). Esses testes foram utilizados nos Fatores 2 e 3, pois eles violaram o pressuposto de normalidade. Da mesma forma, encontramos que não há diferença estatisticamente significativa entre os alunos com taxas altas e baixas de reprovação em nenhum dos dois fatores. Ou seja, não encontramos diferenças estatisticamente significativas entre alunos com taxas altas e baixas de reprovação no que diz respeito ao uso de estratégias de aprendizagem medidas pelo EEA-U, contrariando o esperado. A hipótese era a de que houvesse diferença no uso de estratégias de aprendizagem entre alunos com taxas altas e baixas de reprovação.
Tabela 14 – Teste T para comparar as médias do Fator 1
gl Sig. (2-tailed) t Fator 1: Autorregulação cognitiva e metacognitiva 172 0,932 -0,085 Nível de significância à 0,05 Fonte: Elaborada pela autora
Tabela 15 – Testes não-paramétricos: comparação das médias dos alunos com taxas baixas e altas de reprovação para os Fatores 2 e 3
Teste Sig.
Fator 2: Autorregulação ds recursos
internos e contextuais Independent Samples Median Test
0,294
Independent Samples Mann Whitney u Test 0,284
Fator 3: Autorregulação social Independent Samples Median Test 0,769
Independent Samples Mann Whitney u Test 0,191
Nível de significância à 0,05 Fonte: Elaborada pela autora
Não localizamos nenhuma pesquisa que, utilizando a EEA-U, comparasse o uso de estratégias de aprendizagem de estudantes universitários, considerando suas taxas de reprovação ou seu desempenho acadêmico. Contudo, encontramos pesquisas que, utilizando
83 outros instrumentos, compararam o uso de estratégias de aprendizagem entre alunos com alto e baixo desempenho acadêmico, ou que abordaram o tema da reprovação.
Em um estudo sobre reprovação na Faculdade de Estudos Superiores, em Zaragoza, no México, Maldonado et al. (1998) utilizaram o Inventario Diagnóstico de Fatores Associados ao Rendimento Académico (Martínez-Maldonado y cols., 1993), o Inventario Internacional de Habilidades de Estudo (SAKAMOTO, 1989) e o Teste Grupal de Figuras Ocultas (WITKINS, 1972). Os autores encontraram resultados condizentes com a existência de diferenças no uso de estratégias de aprendizagem entre alunos aprovados e reprovados. Eles observaram uma tendência dos alunos aprovados serem mais motivados, mais criativos e terem melhores hábitos de estudo do que os reprovados, sendo que as habilidades de estudo mais eficientes foram organização das anotações, tomar notas e leitura para entender. Motivação e criatividade foram variáveis que se diferenciaram significativamente entre os alunos aprovados e reprovados. Além disso, Maldonado et al. (1998) também observaram que, para os estudantes, seus problemas de rendimento acadêmico estavam associados à carência de habilidades de compreensão da leitura em inglês, às dificuldades para manter a concentração seletiva da atenção, para tomar notas, compor, preparar para os exames, memorizar informações, preparar resumos e para extrair ideias principais.
Outra pesquisa que aborda, em seus resultados, as semelhanças e diferenças nos hábitos de estudos dos alunos é a de Duarte et al. (2016), sobre reprovação no Ensino Superior com alunos do curso de Ciências Contábeis. Os autores observaram que, apesar das diferenças pontuais registradas entre os alunos aprovados e os reprovados, ambos os grupos indicaram estudar apenas nos fins de semana, entre uma e três horas, sendo esse hábito mais acentuado para os alunos aprovados. O acompanhamento diário das matérias entre os alunos aprovados é mais frequente também entre os alunos que estudam de uma a três horas.
Muñetón et al. (2013), por exemplo, encontraram diferença no uso de estratégias de aprendizagem entre alunos com desempenhos acadêmicos diferentes. Os pesquisadores utilizaram a Escala de Estratégias de Aprendizagem (ACRA; ROMÁN; GALLEGO, 1994) junto aos de estudantes de graduação da Universidade de Boyacá, e encontraram que os alunos com alto desempenho acadêmico diziam empregar, principalmente, estratégias de aprendizagem na fase de recuperação, o que mostra que esses alunos tendiam a ter um melhor planejamento do estudo e preparação para os exames, enquanto os alunos cujo desempenho acadêmico era intermediário utilizavam mais estratégias de aprendizagem da fase de aquisição, com destaque para o uso de estratégias de atenção, responsáveis por explorar a
84 informação prévia e fragmentada para relacioná-la com o conteúdo dos conhecimentos prévios.
De Zoysa, Chandrakumara e Rudkin (2014), empregando o instrumento LASSI na pesquisa com estudantes de graduação em Contabilidade Gerencial da universidade australiana Red Brick, também encontraram diferenças estatisticamente significativas no uso de estratégias de aprendizagem em 6 de 10 fatores medidos pelo LASSI (ansiedade, atitude, processamento de informações, motivação, seleção das ideias principais e testar estratégias aplicadas) entre estudantes com alto e baixo desempenho acadêmico, sendo que os estudantes com alto desempenho apresentaram maiores pontuações nesses seis fatores, o que indica maior uso dessas estratégias de aprendizagem. Os alunos com baixo desempenho acadêmico foram significativamente piores nos fatores habilidades do processamento de informações, capacidade de selecionar a ideia principal e estratégias de teste.
Semelhantemente, Yip (2007), utilizando o LASSI em sua pesquisa com estudantes do segundo e terceiro anos de graduação na universidade chinesa de Hong Kong, encontrou que os estudantes com menor desempenho acadêmico eram significativamente diferentes, em termos de suas estratégias de estudo, daqueles com alto desempenho acadêmico. Aqueles com maior desempenho acadêmico, geralmente, tinham classificações mais altas do que os alunos do grupo de baixo desempenho acadêmico, na maioria dos fatores ou subescalas, como atitude, concentração, processamento da informação, motivação, planejamento, seleção das ideias principais, autoavaliação, auxiliares de estudo e estratégias de teste, sendo que os fatores que mais discriminaram os estudantes com alto desempenho daqueles com baixo desempenho foram atitude e motivação.
Portanto, apesar das estratégias de aprendizagem serem consideradas como fatores que contribuem para o processo ensino e aprendizagem (MARTINS; ZERBINI, 2016), o que reflete na aprovação e no desempenho acadêmico do aluno (QUEZADA CASTILHO 1998), nossos resultados indicam que não existe diferença estatisticamente significativa no que diz respeito ao uso de estratégias de aprendizagem entre alunos com taxas altas e baixas de reprovação. Esse resultado está no sentido contrário de outras pesquisas com objetivos semelhantes.
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