1. Introduction
2.1 Torque and Drag – Johancsik Model
2.1.3 Torque Model
À medida que o tempo passa e novas informações se tornam disponíveis, os analistas revisam suas previsões. BROWN et al. (1997) documentaram que à
medida que se aproxima a data do anúncio dos resultados, as previsões dos
Variáveis do modelo Mikhail et. al.
Nome da Variável Medida Procura Captar Hipótese
LOGMAPE Valor absoluto do lucro efetivo - Previsão do analista, deflacionados pelo preço
Acurácia da Previsão do Analista REPEAT Núm.de trim. anteriores que o analista emitiu um
previsão para a firma.
Experiência com a Firma - INDCONC Núm.. de Firmas no mesmo setor Conhecimento de tendências na firma. - INDEXP Núm. de trim. anteriores que o analista emitiu um
previsão para qualquer firma na indústria
Experiência com a Indústria - GENEXP Núm. de trim. Anteriores que o analista emitiu uma
previsão para qualquer firma Nível geral de experiência com previsão - INFOINT Núm. de outros Analistas seguindo a firma Proxy do montante de informação revelada, a acurácia
pode crescer mais rápido. - SWITCH Igual a 1 se o analista emite uma previsão com 30
dias após mudar de brokerage houses
Diferenças no ambiente de trabalho que podem afetar a acurácia.
Não está claro FCAGE Núm. de dias entre o lançamento de uma previsão e
a data de anúncio do resultado Para evitar descobertas espúrias de incremento da acurácia provocado pela relação negativa entre a idade da previsão e a sua acurácia.
+
QTR4DUM igual a 1 se a previsão é para o quarto trimestre Disponibilidade de previsões de resultado pela gestão da firma.
Não está claro
Variáveis do modelo de Clement
Nome da Variável Medida Procura Captar Hipótese
PMAFE Erro de previsão absoluto proporcional menos a média da firma-ano.
Desempeho do Analista DFEXP Núm. de anos em que o analista emitiu pelo menos
uma previsão para a firma j Experiência específica de previsões na firma - DGEXP Núm. de anos para o qual o analista i emitiu pelo
menos uma previsão durante os primeiros 11 meses do ano.
Nível geral de experiência na firma -
DNCOS Núm. de firmas para as quais o analista i emitiu pelo
menos uma previsão durante o ano. Deseconomias de escala de seguir várias firmas + DNSIC2 N. de setores industriais para os quais o analista
ofertou pelo menos uma previsão durante o ano. Deseconomias de escala de seguir multiplas indústrias + DTOP10 Variável dummy;1 se o analyst i é empregado por
uma firma no top decil de tamanho durante o ano t.
Diferentes recursos em grandes e pequenas firmas. -
DAGE Idade em dias da previsão do analista para o
resultado da firma j no momento t Para evitar descobertas espúrias de incremento da acurácia provocado pela relação negativa entre a idade da previsão e a sua acurácia.
analistas vão se tornando mais acuradas. O que é absolutamente razoável, à medida que, também, novas informações vão sendo processadas e a incerteza vai se reduzindo.
Interessantes são os dois fatos que emergem da literatura internacional sobre as revisões de previsões dos analistas. Primeiro, as revisões de previsões são informativas para o mercado, tendo efeito na variação dos preços dos títulos. Existe uma imediata resposta do mercado às revisões de previsões, ocorrendo quando elas são liberadas. Segundo, a revisão parece ser incompleta no curto prazo. Após a revisão, as variações nos preços continuam no mesmo sentido da revisão por um prazo mais longo.
Entre as evidências que demonstram esse fato, cabe citar os trabalhos de GIVOLY & LAKONISHOK (1980), os primeiros a documentar uma mudança de comportamento nos retornos de ações após uma revisão de previsões de analistas. LYS & SOHN (1990) constataram que as previsões dos analistas são informativas, ainda que tenham sido precedidas de outra previsão, ou de anúncio de resultados recentes pela firma. STICKEL(1991) demonstrou que as firmas que tiveram as suas previsões de consenso revisadas para cima tiveram um retorno anormal positivo, mantido durante 3 a 12 meses que se seguiram.
Essas condições se mantêm até os dias de hoje, como se constata por GLEASON & LEE (2003), que observaram que as revisões são informativas não apenas no período em torno da revisão, como também num período mais longo. Essas evidências parecem indicar que, ao contrário do que se acreditava, os ajustamentos de preços no mercado às novas informações não são instantâneos.
GLEASON & LEE (2003) inovam ao apresentar um novo instrumental para avaliar as revisões. A literatura apreciava as revisões apenas no âmbito quantitativo, sem apreciar aspectos qualitativos. Mais do que a magnitude da revisão, as qualidades diferenciais de uma revisão podem ter um poder explicativo sobre a resposta do mercado. Os autores constataram que a revisão será mais ou menos informativa, dependendo se ela está inovando ou apenas está imitando (ou herding) as revisões anteriores.
Uma questão interessante seria verificar se o mercado responde, de algum modo, ao desempenho passado dos analistas. Em outras palavras, no caso de uma revisão de previsões, a acurácia passada do analista teria algum impacto na qualidade informativa de sua revisão? Nessa linha, CLEMENT & TSE (2003) constataram que o mercado parece desprezar o desempenho passado dos analistas. Os investidores parecem estar preferindo confiar em características facilmente visíveis (tais como o status da broker house que emprega os analistas) como proxies da acurácia, do que tentar identificar analistas mais precisos, através do controle de seus atributos.