5. Prosessen og de ulike rollene
5.3 Toppleders rolle
De acordo com a pergunta de partida deste trabalho quais os efeitos do turismo na economia, pode concluir-se que o turismo apesar da sua influência crescente na economia, é sem sombra de dúvidas, parte integrante das relações internacionais. Na realidade, a atividade turística constituiu-se como parte, não só ao nível das relações internacionais como também ao nível da política internacional que regulamenta essas mesmas relações, com especial enfoque num momento de aprofundamento do fenómeno da globalização.
Do meu ponto de vista é absolutamente indissociável o turismo do âmbito das relações internacionais. Prova disso é que as várias vertentes respeitantes às práticas turísticas, sejam elas ao nível financeiro e económico como as questões cambiais, ou operações de empresas de maior ou menor dimensão, sejam questões fronteiriças, entre muitas outras vertentes que interagem o turismo, todas elas são regidas por decisões políticas.
De referir que qualquer tipo de perturbação numa determina parte do globo, seja de natureza política ou não, vai invariavelmente provocar algum tipo de instabilidade em outos destinos, que por extensão irão afetar os fluxos turísticos.
No mesmo sentido, as políticas respeitantes à prática turística são determinadas pelo poder político, que podem ou não estar sobre influência de uma determinada ideologia. Veja-se como exemplo o caso da República Popular da China que durante muito tempo criou barreiras à prática turística, mas poderiam ser mencionados outros exemplos.
Assim, é concretamente identificada a grande influência que as relações internacionais têm na prática do turismo. Em cenários de conflito, nomeadamente guerra, os turistas são obviamente desencorajados a práticas turísticas em territórios onde estes prossupostos se verifiquem. Esta dinâmica vai invariavelmente ter repercussões negativas ao nível da economia.
No caso de situações de confronto ideológico ou político entre Estados, são muitas vezes criados mecanismos de retaliação, especialmente com a implementação de embargos, ou restringindo a própria deslocação de turistas.
Neste sentido, o turismo tem sido usado regularmente pelo poder político e pelos governos e de diversas formas no âmbito das relações internacionais, mormente através dos fluxos turísticos que podem constituir-se como uma via de auxílio económico ou
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militar, mas também podem contribuir para a constituição de blocos económicos e comerciais, podendo estabelecer as bases da política externa entre Estados.
Os factos mencionados podem ser constatados nas políticas de vistos levados a cabo. Esta é aliás uma questão que permanece sempre no topo da agenda política pelas consequências que determinadas decisões podem provocar.
Outra vertente importante prende-se com a questão da liberalização do setor, através da obtenção de benefícios políticos e económicos. Estados em que, de forma mais ou menos camuflada, são aplicadas leis, que através do turismo demonstraram o país de forma diferente através do enviesamento da perceção internacional, onde se tenta demonstrar um país onde se verifica uma ordem social com a aplicação efetiva de leis e em franco desenvolvimento e progresso. E a verdade é que a maioria dos turistas não está formatado nem tem como objetivo analisar essas questões, ficando com a ideia de que as populações estão satisfeitas com a sua realidade, independentemente da sua subjugação a determinadas realidades menos democráticas.
A prática turística é também utilizada para a elevação da imigração, do espírito nacional e em última análise como arma política. O turismo incrementa a noção de legitimidade do país a par de um sentimento de segurança interna. A importância cada vez maior, atribuída ao setor pelo poder político, nomeadamente pela captação de grandes mercados, consubstancia a importância cada vez maior de os países aprofundarem a cooperação internacional e de se tornarem importantes atores nos mercados externos.
Podemos também interpretar o turismo como um elemento conciliador, na medida em que o Estado anfitrião pode interpretar a Sociologia do Estado emissor. O turismo pelos intercâmbios que proporciona, nomeadamente através das opiniões e da imagem criada pelos turistas, torna-os politicamente importantes na mediada em que podem ou não criar uma imagem mais ou menos positiva do país que visitam, e que pode ter impactos muito significativos no setor em determinada economia.
Economicamente o turismo como foi mencionado ao longo deste trabalho, tem implicações muito significativas a vários níveis, desde o investimento, ao mercado laboral, passando pela balança de pagamentos entre outros, mas também ao nível político com o estímulo mais ou menos aprofundado do fluxo turístico internacional, nomeadamente com as políticas de vistos ou restrições à entrada e saída de visitantes.
Absolutamente estratégico para Portugal, o turismo é o principal setor exportador do país e com grande margem para incrementar este indicador. Tendo como premissa que “Portugal está na moda” tivemos como objetivo analisar a importância da
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internacionalização do turismo, e examinar os impactos económicos que a atividade turística tem na economia portuguesa. Para concretizar este objetivo tive de estudar a sua história, mas também o momento que o setor atravessa, e aquilo que perspetiva para futuro. Questionaram-se várias fatores como aquilo que nos diferencia, a sustentabilidade do setor, o que somos enquanto produto turístico e aquilo que nos confere vantagem em relação aos nossos concorrentes.
Perante a investigação efetuada, partilho da convicção de que Portugal se reveste de condições muito positivas para o desenvolvimento e consolidação do setor turístico, e inevitavelmente o contributo tão importante que dá á nossa economia, mas também ao nível ambiental e social com a capacidade de encontro entre culturas e, por extensão, a valorização tantas vezes descriminada da nossa própria cultura.
Fica também percetível que a vertente política é fundamental constituindo-se como uma das bases para o turismo. Fenómenos das sociedades atuais, que se caracterizam pela sua ação transfronteiriça, afetam os fluxos turísticos independentemente da sua localização geográfica. Assim, as relações internacionais são um elemento central para o turismo na mediada em que é um garante das boas relações entre os Estados, contribuem em certa medida para a segurança internacional, e elaboram e aplicam leis de carácter transversal no sistema internacional.
Termino com uma questão central para o futuro do turismo em Portugal, que é a capacidade do País num contexto de mudança permanente, ter a capacidade de adaptação a novas realidades demográficas, tecnológicas, ambientais, socioculturais e económicas, identificando oportunidades ou possíveis constrangimentos que são um imperativo para alcançar o sucesso.
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