5. Vurdering av miljøvirkninger
5.2 Tonstad kraftverk / Sirdalsvatn / Lundevann
Capítulo 5 – Análise das entrevistas
5.1 - Alterações individualizadas
5.1.1 – Revitalização da Igreja do Rosário na Avenida João Gonçalves
A Igreja do Rosário não sofreu mudanças em sua estrutura, no entanto o espaço em seu entorno foi modificado, no entendimento da comerciante Eleni:
Sempre fui muito católica, acho que a igreja sempre deve manter o seu estilo, gosto de ver a igreja, gosto de estar lá, não entendo porque botaram grades envolta, deve ser para proteger dos mendigos que sempre passam, e ficam dormindo o tempo todo sem fazer nada, mas sei lá (...) se por um acaso quisermos dar uma voltinha e rezar de perto não conseguimos, acho também que botaram muitos carros lá dentro, é um disparate(...)
Após a revitalização da igreja do Rosário foram fixadas grades de proteção conforme demonstrado anteriormente nas imagens a Prefeitura também abriu concessão para que uma empresa de serviços de estacionamento pudesse explorar o local, na visão da depoente Raimunda:
Trabalhei sempre perto do centro, sempre passei por ali, acho que gradear a igreja deve ser por conta dos lesados, mas se for por segurança a polícia também serve, pois tem uma ali, sempre disseram que tem muito travesti neste local e que ficavam ali, acho que era ponto, mas para afastar fizeram isso, se fizeram deve ser bom.(...) Eu costumo rezar, vou a missa aos domingos, mas para mim não faz diferença, eu não pulo grade, se vejo uma igreja fechada eu vou para outra, além disso não freqüento o centro, então tanto faz(...)
A depoente Raimunda, moradora da região periférica, faz menção a delegacia de polícia que fica localizada a uma quadra da Igreja do Rosário, na Avenida Monteiro Lobato, em seu depoimento correlaciona a grade à segurança no local.
O munícipe Sinval, morador da região periférica, em seu depoimento também faz menção à modificação da igreja. Em seu entendimento:
Alguns trabalhos que faço eu faço no centro, acho que se for para embelezar que bote grade pois as pessoas não respeitam mesmo, mas pelo que sei essa igreja já é antiga e deve ser protegida, acho que fazem bem (...) falam que a noite fica muita gente estranha nesse lugar, deve ser por isso, mas
quem não tem grade hoje em casa não é mesmo?(...)
A menção feita pelo depoente também associa a grade à segurança do patrimônio; não a relaciona à concepção de revitalização, mas de proteção a um bem público. No levantamento das transcrições as menções feitas pelos outros depoentes foram relativamente breves, porém entendem, em sua maioria, que a questão da grade está associada a segurança.
5.1.2 – Revitalização do Córrego dos Cavalos e dos Japoneses – Avenida Tiradentes
Vários depoentes disseram o que achavam da criação do jardim suspenso na Avenida Tiradentes sobre o Córrego dos Cavalos e dos Japoneses, na fala do depoente Benedito, morador da região central:
Puxa rapaz eu sempre passo na avenida e nunca percebi, mas olhando para essa foto que o senhor me mostrou agora estou vendo a diferença, acho que ficou mais bonito, a prefeitura podia fazer isso para todos os córregos na cidade, mas só fizeram no centro? (...) Acho que quando estas plantas fecharem sobre o córrego ficará muito bonito.
Acho que em vez de ficar floreando a avenida a prefeitura podia ampliar ela, estamos precisando de mais espaço para carro, o trânsito em Guarulhos está uma calamidade e ainda ficam pensando em colocar planta na avenida, podiam fazer como na Avenida do Estado em São Paulo e botar uma faixa sobre o córrego. (...)Acho que deve ter algum interesse, o senhor sabe de alguma coisa? Isso é por conta do pedido dos hotéis? tudo que é lugar bonito aqui tem um hotel perto (...)
Na visão do depoente Francisco, morador da região central:
Eu vi que fi zeram um jardim suspenso sobre o córrego da Tiradentes, acho que o projeto ficou bem bonito, aliás acho que isso fez com que valorizassem as casas na região central, sei disso porque meu IPTU veio mais caro nesse ano, deve ser por essa modificação que a prefeitura está promovendo, revitalizando alguns lugares no centro (...) não sei se o mesmo projeto está sendo aplicado em outras regiões em Guarulhos, mas vejo com bons olhos tornar nosso ambiente mais agradável (...)
De acordo com a depoente Regina, moradora da região periférica, no bairro da Vila Rio:
O senhor está me mostrando esta foto e eu vejo que o córrego está mais bonito, mas porque em vez de pensar em plantar no córrego primeiro não pensam em impedir as enchentes que acontecem com eles? Na Vila Rio onde eu moro sempre tem enchente, a prefeitura não se interessa por cuidar dessa enchente, não entendo, mas em vez de pensar em florestar rio no centro podiam pensar em acabar com essa água toda nos bairros(...)
A depoente Regina faz menção às enchentes que ocorrem no Córrego dos Cubas próximo ao local onde reside, o córrego atualmente é denotado enquanto área de risco por constantes enchentes pelo Plano Diretor Municipal (PREFEITURA DE GUARULHOS, 2011).
Figura 36 – Córrego dos Cubas entre o Parque Renato Maia e a Vila Rio de Janeiro
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A depoente Izalina, moradora da região periférica, também coaduna com a percepção da depoente Regina, em suas palavras:
Eu vejo que está melhorando alguns lugares, mas eu penso que a prefeitura podia fazer algo para evitar a enchente na região, fica muito difícil quando chove, não tem saída aqui na Vila Rio, para quem depende de ônibus como eu é mais difícil
ainda (...) Eu acho que cuidar da cidade é importante mas precisa ser feito alguma coisa na nossa região para pelo menos poder ter uma condição digna pra poder trabalhar(...)
As depoentes Regina e Izalina moradoras da Vila Rio, região periférica, indicam que não existe uma rejeição à revitalização do córrego, porém esperam que o poder público também invista em infraestrutura para a respectiva região. Na visão dos depoentes Benedito e Francisco, moradores da região central, o novo paisagismo na região central foi bem recepcionado, tornou o ambiente mais bonito e valorizou os imóveis que ali se encontram.
5.1.3 – Faixas passantes para pedestres pintadas em azul e branco
Na visão do depoente Rosivaldo, morador do bairro Pimentas, região periférica, as novas faixas pintadas em azul e branco estão associadas à cor da faixa do Pavilhão da cidade:
O asfalto é o mesmo, essa faixa azul e branco deve ter um ano e meio pra cá que eles mudaram essas estruturas (...)Bom azul é uma das cores da bandeira de Guarulhos, não sei se tem alguma coisa a ver. Porque em São Paulo eu não vejo, vejo em Guarulhos (...) É localizado, acho que é devido a população que reside próximo ao centro, e não a população que reside nos Pimentas, periferia que está mais afastada.
O entrevistado associou a cor da faixa passante ao Pavilhão de Guarulhos, que tem cor predominante azul. Na interpretação do entrevistado a consolidação de faixas na cor azul está localizada apenas na região central da cidade, em sua visão o embelezamento ainda não chegou às regiões periféricas.
Na visão da depoente Eleni, comerciante do centro, as faixas facilitam o fluxo dos pedestres:
Essa foi uma boa iniciativa, boa iniciativa, acho que melhorou para quem anda bastante no centro, a pessoa sabe que tem que estar no lugar certo senão é atropelada, foi uma boa, eu mesmo só ando no azul (...) não sei se em outros lugares do mundo é assim mas o que fizeram aqui foi bom.
A depoente Eleni se identificou com a colocação da faixa passante azul, na visão da depoente Raimunda, moradora da periferia:
Acho que pintar a faixa de pedestre é o mínimo que se faz, se for branco, azul, vermelho, tanto faz, que importa que esteja lá pra poder passar para o outro lado da rua, só isso (...). Lá nos Pimentas não tem faixa nenhuma (sic) a única faixa é a dos buracos que existe na calçada para alguém não cair.