• No results found

A exploração de recursos naturais pode constituir-se numa importante vantagem econômica para os municípios onde eles abundam porque gera um volume de rendimentos financeiros que poderiam contribuir para o crescimento econômico da região se forem devidamente utilizados. Contudo, a literatura mostra que, em localidades abundantes em recursos naturais, o crescimento tende a ser menor do que nas localidades não abundantes.

Fatores ligados ao modo como as localidades ricas em recursos naturais lidam com os rendimentos resultantes da exploração desses recursos explicam o porquê da relação negativa entre recursos naturais e crescimento econômico - tais como a maneira de se utilizar os rendimentos para financiar o gasto público. Dessa forma, a maldição dos recursos naturais poderia ser um efeito indireto da produtividade do gasto público.

Assim, esta pesquisa analisou como a abundância em rendimentos decorrentes da exploração de recursos naturais e a produtividade do gasto público condicionada a esses rendimentos se relacionavam com o crescimento econômico dos municípios brasileiros abundantes/não abundantes ou mais/menos abundantes.

Os resultados da pesquisa mostram, de forma geral, uma relação negativa entre as receitas municipais decorrentes da compensação financeira pela exploração dos recursos naturais em seus territórios e o crescimento econômico, o que é um indício da ocorrência da maldição dos recursos naturais nos municípios brasileiros. Foi verificado, também, que o gasto público em diferentes tipos de agregação apresenta comportamento variado com o crescimento econômico, indicando que a composição do gasto pode ser importante para os municípios.

A comparação entre municípios abundantes e não abundantes em recursos naturais mostrou que, nos primeiros, o crescimento econômico era menor do que nos segundos, principalmente nos municípios abundantes em recursos minerais e do petróleo. Quando verificado pelo nível de abundância, nos municípios com maior volume de receitas de recursos naturais o crescimento foi menor do que nos municípios onde a receita foi inferior, especialmente nos municípios com maiores receitas advindas da exploração de recursos hídricos.

Quando analisado o comportamento do gasto público, nos municípios onde a composição do gasto privilegiou o gasto corrente e seus componentes (gasto com pessoal e outros gastos correntes), o crescimento econômico foi maior que do nos municípios onde o

gasto de capital e em investimentos foram maiores. Esses resultados apontam para a produtividade do gasto corrente ante ao gasto de capital.

Nessa linha, os gastos com administração, assistência social, saúde e educação foram os que contribuíram para o crescimento econômico dos municípios entre 2003 e 2012, destacando-se a maior produtividade do último. Enquanto os gastos com o Legislativo, com urbanismo, habitação e saneamento influenciaram negativamente o crescimento dos municípios no citado período; o gasto com gestão ambiental não se mostrou um gasto importante para o crescimento.

Na análise da sensibilidade dos efeitos dos recursos naturais no crescimento econômico em função do gasto público, o gasto corrente e seus componentes (gasto com pessoal e outros custeios) e os gastos nas funções estudadas foram os que mais interferiram na relação, o que sugere que parte da maldição dos recursos naturais nos municípios brasileiros pode ser explicada pela produtividade do gasto público.

Similarmente, quando analisado o nível de abundância, a produtividade do gasto corrente e seus componentes explicam, de forma geral, parte da relação negativa dos recursos naturais no crescimento dos municípios com maiores receitas de exploração. Nos municípios mais abundantes em recursos hídricos, a relação foi influenciada pela produtividade do gasto de capital e em investimentos. Já a produtividade dos gastos por função não foi significativa na explicação da relação entre municípios mais abundantes e crescimento econômico.

Na análise da produtividade do gasto público condicionada às receitas com recursos naturais, verificou-se que, nos municípios abundantes em recursos hídricos e do petróleo, a produtividade do gasto de capital e em investimentos foi maior (e a do gasto corrente e seus componentes foi menor) do que nos municípios não abundantes. Quanto aos gastos por função, não se verificou diferença na produtividade dos gastos, apenas o gasto em saneamento nos municípios abundantes em recursos minerais e o gasto em saúde nos municípios abundantes em recursos do petróleo foram maiores do que nos municípios não abundantes.

Igualmente, observou-se que a produtividade do gasto nos municípios mais abundantes em recursos naturais não foi diferente da dos municípios menos abundantes. Apenas nos municípios mais abundantes em recursos hídricos o gasto corrente e com pessoal teve maior produtividade do que nos municípios menos abundantes. Quanto aos gastos por função, as evidências mais robustas indicaram maior produtividade do gasto em gestão ambiental e com o Legislativo nos municípios mais abundantes em recursos hídricos e do petróleo, respectivamente, em comparação com os menos abundantes.

Portanto, esses resultados sugerem evidências da maldição dos recursos naturais nos municípios brasileiros e indicam que ela pode ser explicada em parte pela produtividade do gasto público. Ainda, há poucos indícios de que os gastos condicionados às receitas com a exploração dos recursos naturais foram mais produtivos, ou seja, nos municípios abundantes em recursos naturais, as receitas de exploração pouco contribuíram para a produtividade do gasto público.

As limitações da pesquisa estão relacionadas principalmente com a disponibilidade dos dados, que restringiram o período analisado, e com as variáveis utilizadas. Os dados sobre a CFEM distribuída aos municípios limitaram o período inicial da análise, uma vez que estão publicamente disponibilizados no sítio da internet do DNPM somente a partir de 2004, embora tenha sido possível encontrar um relatório com esses dados referentes a 2003.

Até o encerramento da coleta dos dados, o IBGE não havia disponibilizado o PIB dos municípios a partir de 2013; e, devido à defasagem para frente da variável dependente, limitou-se o período da análise até 2012. Portanto, a pesquisa analisou o efeito dos recursos naturais e do gasto público de 2003 a 2007 no crescimento econômico médio dos municípios entre de 2004 a 2012.

O gasto público analisado é aquele empenhado pelo município, tendo em vista a disponibilidade dos dados do balanço orçamentário pela FINBRA para o período do estudo. Ainda, a forma de classificação da despesa no balanço orçamentário pode distorcer a informação dos gastos efetivos em determinada função, por exemplo, dentro da despesa em educação estão incluídos desde os gastos da secretaria municipal de educação (ou similar) até os gastos efetivos para melhoria do sistema escolar.

Ainda, a despesa pública é apresentada no balanço orçamentário como se fosse uma situação pontual no fim do exercício financeiro-orçamentário, embora o repasse das receitas e a execução das despesas ocorressem em períodos variados, podendo ultrapassar o exercício financeiro. Ainda assim, apesar dessas limitações, acredita-se que os resultados da pesquisa sejam robustos, tendo em vista a coerência dos procedimentos aqui adotados com o de outros estudos, bem como a adequação dos resultados com o arcabouço teórico e com trabalhos anteriores.

Para futuras pesquisas sugere-se a investigação de outros períodos – principalmente, para capturar os efeitos da crise de 2007/2008 –, a utilização da variável dependente com maior defasagem para frente, de outras variáveis de controle – como o IDH, índice Firjan, as tranferências do Fundo de Participação dos Municípios etc. –, a análise de outros recursos naturais – como o uso da terra para a agricultura, pecuária etc. –, de outros tipos de gastos

públicos (da classificação funcional), dos efeitos da receita com a exploração dos recursos naturais na arrecadação própria dos municípios, além de outras técnicas de estimação para minimizar os problemas de endogeneidade nos modelos com variáveis econômicas – como a técnica de painéis dinâmicos, sistemas de equações em dois estágios, modelos de momentos generalizados etc.

REFERÊNCIAS

ACEMOGLU, Daron; FINKELSTEIN, Amy; NOTOWIDIGDO, Matthew J. Income and health spending: evidence from oil price shocks. The Review of Economics and Statistics, v. 95, n. 4, p. 1079-1095, 2013.

ACEMOGLU, Daron; JOHNSON, Simon; ROBINSON, James; THAICHAROEN, Yunyong. Institutional causes, macroeconomic symptoms: volatility, crises and growth. Journal of

Monetary Economics, v. 50, n. 1, p. 49-123, 2003.

AGELL, Jonas; OHLSSON, Henry; THOURSIE, Peter S. Growth effects of government expenditure and taxation in rich countries: a comment. European Economic Review, v. 50, n. 1, p. 211–218, 2006.

AIKEN, Leona S.; WEST, Stephen G. Multiple regression: testing and interpreting interactions. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 1991.

ALEXIOU, Constantinos. Government spending and economic growth: econometric evidence from the South Eastern Europe (SEE). Journal of Economic and Social Research, v. 11, n. 1, p. 1-16, 2009.

ALICHI, Ali; AREZKI, Rabah. An alternative explanation for the resource curse: the income effect channel. Washington D.C.: International Monetary Fund, 2009. (IMF Working Paper, n. 112).

ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Anuário estatístico brasileiro do petróleo, gás natural e biocombustíveis: 2013. Rio de Janeiro: ANP, 2013. ANSHASY, Amany A. Oil windfall shocks, government spending, and the resource curse.

Journal of Applied Business and Economics, v. 12, n. 4, p. 44-63, 2011.

ANSHASY, Amany A.; KATSAITI, Marina-Selini. Are natural resources bad for health?

Health & Place, v. 32, p. 29–42, 2015.

ASCHAUER, David A. Is public expenditure productive? Journal of Monetary Economics, v. 23, n. 2, p. 177-200, 1989.

ATKINSON, Giles; HAMILTON, Kirk. Savings, growth and the resource curse hypothesis.

AUTY, Richard M. Industrial policy reform in six large newly industrializing countries: the resource curse thesis. World Development, v. 22, n. 1, p. 11-26, 1994.

AUTY, Richard M. Natural resource endowment, the state and development strategy. Journal

of International Development, v. 9, n. 4, p. 651-663, 1997.

AUTY, Richard M. Resource-based industrialization: sowing the oil in eight developing countries. New York: Oxford University Press, 1990.

AUTY, Richard M. The political economy of resource-driven growth. European Economic

Review, v. 45, n. 4-6, p. 839-846, 2001.

BALTAGI, Badi H. Econometric analysis of panel data. 3 ed. Chichester: John Wiley & Sons, 2005.

BALTAGI, Badi H. Econometrics. 4 ed. Berlin: Springer, 2008.

BARRO, Robert J. Economic Growth in a Cross Section of Countries. The Quarterly

Journal of Economics, v. 106, n. 2, p. 407-443, 1991.

BARRO, Robert J. Government spending in a sample model of endogenous growth. The

Journal of Political Economy, v. 98, n. 5, p. s103-s125, 1990.

BAYRAKTAR, Nihal; MORENO-DODSON, Blanca. How can public spending help you grow? An empirical analysis for developing countries. Washington, DC: The World Bank, 2010. (Policy Research Working Paper, n. 5367).

BEHBUDI, DAVOOD; MAMIPOUR, SIAB; KARAMI, AZHDAR. Natural resource abundance, human capital and economic growth in the petroleum Exporting countries.

Journal of Economic Development, v. 35, n. 3, p. 81-102, 2010.

BLEANEY, Michael; GEMMELL, Norman; KNELLER, Richard. Testing the endogenous growth model: public expenditure, taxation and growth over the long run. The Canadian

Journal of Economics, v. 34, n. 1, p. 36-57, 2001.

BLEANEY, Michael; HALLAND, Havard. The resource curse and fiscal policy volatility. Nottingham: University of Nottingham, 2009. (CREDIT Research Paper, n. 9).

BOGONI, Nadia M; HEIN, Nelson; BEUREN, Ilse M. Análise da relação entre crescimento econômico e gastos públicos nas maiores cidades da região Sul do Brasil. Revista de

BOSE, Niloy; HAQUE, M. Emranul; OSBORN, Denise R. Public expenditure and economic growth: a disaggregated analysis for developing countries. The Manchester School, v. 75, n. 5, p. 533-556, 2007.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm> Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Decreto n. 1, de 11 de janeiro de 1991. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-

1994/D0001compilado.htm> Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Decreto n. 3.739, de 31 de janeiro de 2001. Dispõe sobre o cálculo da tarifa atualizada de referência para compensação financeira pela utilização de recursos hídricos [...].Disponível em: < http:// http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3739.htm> Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 10.195, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2001. Institui medidas adicionais de estímulo e apoio à reestruturação e ao ajuste fiscal dos Estados e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10195.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 12.351, de 22 de dezembro de 2010. Dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos [...].Disponível em: <

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12351.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 12.858, DE 9 DE SETEMBRO DE 2013. Dispõe sobre a destinação para as áreas de educação e saúde de parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural [...]. Disponível em: <

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12858.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Institui, para os Estados, Distrito Federal e Municípios, compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica, de recursos minerais [...].Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7990.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 8.001, de 13 de março de 1990. Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8001.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 8.876, de 2 de maio de 1994. Autoriza o Poder Executivo a instituir como Autarquia o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8876.htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 9.478, de 6 de agosto de 1997. Dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, institui o Conselho Nacional de Política

Energética e a Agência Nacional do Petróleo e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9478.htm >. Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 9.648, de 27 de maio de 1998. Altera dispositivos das Leis no 3.890-A, de 25 de abril de 1961 [...]. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9648cons. htm > Acesso em: 5 de out. de 2015.

BRASIL. Lei n. 9.984, DE 17 DE JULHO DE 2000. Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas - ANA, entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ LEIS/L9984.htm> Acesso em: 5 de out. de 2015.

BREGMAN, D. Formação, distribuição e aplicação de royalties de recursos naturais: o

caso do petróleo no Brasil. 2007. 150 p. Dissertação (Mestrado em Economia) – Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

BRESSER-PEREIRA, Luiz C. The dutch disease and its neutralization: a ricardian approach.

Revista de Economia Política, v. 28, n.1, p. 48-71, Jan/Mar 2008.

BRITO, Geverson D. LIMA, Diana V. Uma discussão sobre o tratamento contábil das compensações financeiras decorrentes da exploração de petróleo e gás natural no setor público brasileiro. Revista Catarinense da Ciência Contábil, v. 14, n. 43, p.74-87, 2015.

BROLLO, Fernanda; NANNICINI, Tommaso; PEROTTI, Roberto; TABELLINI, Guido. The political resource curse. American Economic Review, v. 103, n. 5, p. 1759-1796, 2013. BROOKS, Chris. Introductory econometrics for finance. 2 ed. Cambrige: Cambrige University Press, 2008.

BRUNNSCHWEILER, Crista N. Cursing the blessings? Natural resource abundance, institutions, and economic growth. World Development, v. 36, n. 3, p. 399-419, 2008.

BRUNNSCHWEILER, Crista N.; BULTE, Erwin, H. Linking natural resources to slow growth and more conflict. Science, v. 320, p. 616-617, 2008a.

BRUNNSCHWEILER, Crista N.; BULTE, Erwin, H. The resource curse revisited and revised: a tale of paradoxes and red herrings. Journal of Environmental Economics and

Management, v. 55, n. 3, p. 248-264, 2008b.

BULTE, Erwin; DAMANIA, Richard; DEACON, Robert T. Resource intensity, institutions, and development. World Development, v. 33, n. 7, p. 1029-1044, 2005.

BUSSE, Matthias; GRÖNING, Steffen. The resource curse revisited: governance and natural resources. Public Choice, v. 154, n. 1-2, p. 1–20, 2013.

CAÇADOR, Sávio B. MONTE, Edson Z. Impactos dos royalties do petróleo nos indicadores de desenvolvimento dos municípios do Espírito Santo. Interações, v. 14, n. 2, p. 267-278, 2013.

CÂNDIDO JR., José O. Os gastos públicos no Brasil são produtivos? Brasília: IPEA, 2001.

(Texto para Discussão, n. 781).

CASELLI, Francesco; MICHAELS, Guy. Do oil windfalls improve living standards? Evidence from Brazil. American Economic Journal, v. 5, n. 1, p. 208-238, 2013.

CHEN, Been-Lon. Economic growth with an optimal public spending composition. Oxford

Economic Papers, n. 58, p. 123-136, 2006.

CLARIDA, Richard; NOGUER, Marta. Learning from economic data. In.: GELMAN, Andrew; CORTINA, Jeronimo. A quantitative tour of the social sciences. New York: Cambridge University Press, 2009. p. 99-110.

CORDEN, Max W.; NEARY, Peter J. Booming sector and de-industrialization in a small open economy. The Economic Journal, v. 92, n. 368, p. 825-848, 1982.

COUTINHO, Leonor. The resource curse and fiscal policy. Cyprus Economic Policy

Review, v. 5, n. 1, p. 43-70, 2011.

CRUZ, Bruno O.; RIBEIRO, Márcio B. Sobre maldições e bênçãos: é possível gerir recursos naturais de forma sustentável? Uma análise sobre os royalties e as compensações financeiras no brasil. IPEA: Brasília, 2009. (Texto para discussão, n. 1412).

DAVIS, Graham A. Learning to love the Dutch disease: evidence from the mineral economies. World Development, v. 23, n. 10, p. 1765-1779, 1995.

DAVIS, Jeffrey; OSSOWSKI, Rolando; DANIEL, James; BARNETT, STEVEN.

Stabilization and savings funds for non-renewable resources: experience and fiscal policy

implications. Washington D.C.: International Monetary Fund, 2001. (Occasional Paper, n. 205).

DEVARAJAN, Shantayanan; EHRHART, Hélène; LE, Tuan M.; RABALLAND, Gaël. Direct redistribution, taxation, and accountability in oil-rich economies: a proposal. Washington, DC: Center for Global Development, 2011. (CGD Working Papers, n. 281).

DEVARAJAN, Shantayanan; SWARROP, Vinaya; ZOU, Heng-fu. The composition of public expenditure and economic growth. Journal of Monetary Economics, v. 37, n. 2, p. 313-344, 1996.

DIVINO, José A.; SILVA Jr, Rogério L. S. Composição dos Gastos Públicos e Crescimento Econômico dos Municípios Brasileiros. EconomiA, v. 13, n. 3a, p. 507-528, 2012.

EASTERLY, William; REBELO, Sergio. Fiscal policy and economic growth: an empirical investigation. Journal of Monetary Economics, v. 32, n. 3, p. 417-458, 1993.

ECHAMBADI, Raj; HESS James D. Mean-centering does not alleviate collinearity problems in moderated multiple regression models. Marketing Science, v. 26, n. 3, p. 438-445, 2007.

FATÁS, Antonio; MIHOV, Ilian. Policy volatility, institutions and economic growth. The

Review of Economics and Statistics, v. 95, n. 2, p. 362-376, 2013.

FATÁS, Antonio; MIHOV, Ilian. The case for restricting fiscal policy discretion. Quarterly

Journal of Economics, v. 118, n. 4, p. 1419-1447, 2003.

FERREIRA, Pedro C. Infraestrutura pública, produtividade e crescimento. Pesquisa e

Planejamento Econômico, v. 24, n. 2, p. 187-202, 1994.

FERREIRA, Pedro C. Investimento em infra-estrutura no Brasil: fatos estilizados e relações de longo prazo. Pesquisa e Planejamento Econômico, v. 26, n. 2, p. 231-252, 1996.

FERREIRA, Pedro C.; MALLIAGROS, Thomas G. Impactos produtivos da infra-estrutura no Brasil – 1950/95. Pesquisa e Planejamento Econômico, v. 28 n. 2, p. 315-338, 1998.

FÖLSTER, Stefan; HENREKSON, Magnus. Growth effects of government expenditure and taxation in rich countries. European Economic Review, v. 45, n. 8, p. 1501-1520, 2001.

FÖLSTER, Stefan; HENREKSON, Magnus. Growth effects of government expenditure and taxation in rich countries: a reply. European Economic Review, v. 50, n. 1, p. 219-221, 2006.

FORLIN, Juliana A.; RODRIGUES, Rodrigo V. Finanças públicas e crescimento econômico nos municípios paulistas. Revista Economia e Desenvolvimento, v. 24, n. 2, 2012.

FRANKEL, Jeffrey A. The natural resource curse: a survey. Massachusetts: NBER, 2010. (NBER Working Paper Series, n. 15836).

GELB, Alan H. Windfall gains: blessing or curse? New York: Oxford University Press, 1988.

GHOSH, Sugata; GREGORIOU, Andros. The composition of government spending and growth: Is current or capital spending better? Oxford Economic Papers, n. 60, p. 484-516, 2008.

GUJARATI, Damodar. Econometria básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

GYLFASON, Thorvaldur. Natural resources, education, and economic development.

European Economic Review, v. 45, n. 4-6, p. 847-859, 2001.

GYLFASON, Thorvaldur; HERBERTSSON, Tryggvi T.; ZOEGA, Gylfi. A mixed blessing: natural resources and economic growth. Macroeconomic Dynamics, v. 3, n. 2, p. 204-225, 1999.

HABER, Stephen; MENALDO, Victor. Do natural resources fuel authoritarianism? A reappraisal of the resource curse. American Political Science Review, v. 105, n. 1, p. 1-26, 2011.

HARTWICK, John M. Intergenerational equity and the investing of rents from exhaustible resources. The American Economic Review, v. 67, n. 5, p. 972-974, 1977.

HOECHLE, Daniel. Robust standard erros for panel regressions with cross-sectional dependence. The Stata Journal, v. 7, n. 3, p. 281-312, 2007.

ISHAM, Jonathan; WOODCOCK, Michael; PRITCHETT, Lant; BUSBY, Gwen. The varieties of resource experience: natural resource export structures and the political economy of economic growth. World Bank Economic Review, v. 19, n. 2, p. 141-174, 2005.

JACCARD, James R.; TURRISI, Robert. Interaction Effects in Multiple Regression. 2 ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2003.

JAMES, Alex; AADLAND, David. The Curse of Natural Resources: an empirical

investigation of U.S. counties. Resource and Energy Economics, v. 33, n.2, p. 440-453, 2011.

JAMES, Alexander. The resource curse: a statistical mirage? Journal of Development

Economics, v. 114, p. 55-63, 2015.

KENNEDY, Ryan; TIEDE, Tiede. Economic development assumptions and the elusive curse of oil. International Studies Quarterly, v. 57, n. 4, p. 760-771, 2013.

KNELLER, Richard; BLEANEY, Michael F.; GEMMELL, Norman. Fiscal policy and growth: evidence from OECD countries. Journal of Public Economics, v. 74, n. 2. p. 171- 190, 1999.

LEITE, Carlos; WEIDMANN, Jens. Does mother nature corrupt? Natural resources, corruption, and economic growth. Washington D.C.: International Monetary Fund, 1999. (IMF Working Paper, n. 85).

LEITE, Eduardo T. Compensação financeira pela exploração de recursos minerais – CFEM: uma análise de sua contribuição para o desenvolvimentos dos principais municípios

mineradores de Minas Gerais. 2009. 339p. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Lavras, 2009.

LEVINE, Ross; RENELT, David. A sensitivity analysis of cross-country growth regressions.