4.3 Tilknytningsstil hos unnvikende pf
4.3.1 To-dimensjonelle modeller
O Projeto Político-Pedagógico da unidade foi construído coletivamente pelos pares da unidade escolar e através do seguinte excerto pode-se observar o objetivo pretendido pela unidade para a educação das crianças e adolescentes:
(...) é preciso reconhecer e assegurar o educando como um sujeito de direitos e deveres, um indivíduo singular e único, estimulando o pleno desenvolvimento de suas potencialidades.
Pensar em um indivíduo que não desenvolva somente a sua competência cognitiva, mas também competências afetivas, éticas, estéticas, sociais etc. (PPP, 2008, p.19).
A concepção de aluno relatada no Projeto Político-Pedagógico revela que a equipe de profissionais pensa o aluno enquanto “um sujeito singular e único que possuem visões de mundo, escala de valores, sentimentos, emoções, desejo, projetos com comportamentos e hábitos que lhe são próprios” (PPP, 2008, p.06).
No que concerne o desenvolvimento e características da faixa etária de seis anos, foram elaborados objetivos para o trabalho docente com a finalidade de atender aos seguintes campos: sociais/ afetivos, cognitivos/ linguagem, físico/ motor.
O referido documento ressalta, ainda, que:
(...) os alunos não aprendem do mesmo jeito no mesmo espaço de tempo, portanto, para administrar tal situação de heterogeneidade será necessário observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem de acordo com uma abordagem formativa. (PPP, 2008, p.16).
Sobre a avaliação dos alunos, a equipe diretiva da escola esclareceu que os alunos são avaliados individualmente de forma processual e os que apresentam dificuldades contam com aulas de reforço escolar para sanar as dificuldades apresentadas e ainda, mencionou que um mesmo conceito pode ter significados diferentes para cada aluno. Fatos estes justificados pelos alunos encontrarem-se em momentos/estágios divergentes do conhecimento e também pelo fato de a escola contar com alunos atendidos pela educação especial, que requerem um currículo adaptado, definido pela escola como uma possibilidade desta estar:
Entendendo e reconhecendo a diversidade existente na população escolar e na necessidade de respeitar e atender a essa diversidade, buscamos dimensionar o sentido e o alcance que se pretende dar as adaptações
curriculares no sentido de adequar as ações educativas às maneiras peculiares de os alunos aprenderem. (PPP, 2008, p. 16).
A idéia da escola sobre currículo adaptado é pautada nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, especificamente no volume referente a Adaptações Curriculares, que orienta que tais adequações sejam realizadas para auxiliar nas dificuldades de aprendizagem dos alunos. De acordo com o referencial citado a expressão “portador de necessidades especiais” pode ser utilizada para:
(...) referir-se a crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades de aprender (...) o termo surgiu para evitar os efeitos negativos de expressões utilizadas no contexto educacional – deficientes, excepcionais, subnormais, superdotados – (...) tem o propósito de deslocar o foco do aluno e direcioná-lo para as respostas educacionais que eles requerem, evitando enfatizar os seus atributos ou condições pessoais. (BRASIL, 1999, p. 22).
Nas salas de seis anos observadas, duas crianças eram consideradas incluídas, ou seja, portadores de necessidades educativas especiais e realizavam atividades adaptadas, devido ao fato de possuírem dificuldades para aprender, não conseguiam identificar e/ou diferenciar letras e números, além de apresentarem dificuldades relativas à coordenação motora.
Como se pode observar, os objetivos, as metas e as organizações realizadas na PPP e estabelecidas na instituição escolar para a educação das crianças e adolescentes são pautados em documentos oficiais, como: Constituição Federal; Plano Nacional de Educação; PCNs; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96.
Para as crianças de seis anos que não têm atividades adaptadas, é previsto um trabalho de preparação para alfabetização, respeitando as características infantis mencionadas no documento enviado pelo MEC, “Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações gerais”, que foi estudado pelos professores do 1º ano do ciclo I, juntamente com a professora coordenadora. E, para refletir esta preocupação com o respeito às características infantis na PPP, foi elaborado um quadro com as características infantis de cada faixa etária, dentre as características elencadas, podemos citar as descritas para as crianças de seis anos:
• Inicia sua participação em espaços públicos; • Adaptação/ desejo de ser aceito;
• Dependência afetiva e nas ações práticas em relação aos adultos; • Início da liberação do egocentrismo social;
• Grupo de amigos como agente socializante que ajuda a criança a agir em sociedade;
• Início do processo de reflexão concreta; • Observação minuciosa de objetos;
• Influência emocional nas relações espaço/ proporção/ cor;
• Lidam com três elementos de representação: desenho/ letras/ números;
• Dramatiza a fantasia sem acreditar nela; • Início da percepção de reversibilidade;
• Não consegue manter conversa muito longa sobre um mesmo assunto;
• Superação do nível intuitivo;
• Age sobre o ambiente através de ações concretas; transição do estágio pré-operatório para o operacional concreto;
• Uso do desenho para expressar vivências e sentimentos;
• Necessidade de uma rotina organizada como norteadora de suas ações nesses tempos e espaços;
• Maturação cerebral;
• Desenvolvimento crescente de recursos de contenção motora; • Crescimento dos ossos e músculos;
• Aprimoramento da coordenação motora fina e ampla. (PPP, 2008, p. 11-14).
Na infância vista e retratada na Proposta Político-Pedagógica, a partir dos documentos oficiais do Ministério da Educação, não é possível notar um processo de reflexão sobre a infância e a educação oferecida às crianças. A impressão que nos foi passada é a de que o material foi construído em um curto espaço de tempo e com poucas reflexões.
A escola em questão organiza o ensino através de complexos temáticos, por meio de quatro diretrizes curriculares: socioantropológica - através do reconhecimento das relações sociais e culturais da comunidade; sociopsicopedagógica- pelo entendimento das aprendizagens; epistemológica - dá-se pela ação interdisciplinar e filosófica pela diferença de cada individuo nos ciclos de formação. (PPP, 2008, p.16).
A preocupação em não transformar este primeiro ano de ciclo em uma antecipação da antiga primeira série é uma constante entre o grupo, que relata, ser muito difícil na
prática cotidiana escolar não tratar o ano de ciclo desta forma. Preocupam-se ainda com os conteúdos e com o trabalho com o 2º ano do ciclo I, acreditando que muitas vezes um torna-se a repetição do outro, o que é considerado pelo grupo como um inibidor da motivação das crianças em aprender. A preocupação existe, contudo, não foi possível observar movimentos que impeçam que isto ocorra.