9. DISKUSJON OG VURDERINGER
9.4 Tjenesteproduksjon og myndighetsutøvelse
Comecemos por recordar que os alunos que cumpriram a escolaridade obrigatória na Escola da Cárceres não tiveram acesso a orientação escolar e profissional (OEP) e que os alunos da Escola D. Duarte e de Marcarena foram orientados segundo modelos distintos; os primeiros foram assistidos por uma conselheira de OEP em regime de voluntariado (embora tenha abrangido 91,4% da população daquela escola), enquanto os segundos foram acompanhados curricularmente por um psicólogo durante a hora de Educação para a Cidadania.
Posto isto, a primeira questão que se nos colocou foi evidentemente a de saber até que ponto a indecisão manifestada no segundo questionário afectaria sobretudo os alunos que não fizeram OEP. Os dados revelaram-nos, não só que 54,2% dos indecisos não fizeram OEP, mas que o facto de a terem feito teve influência sobre a evolução do processo de decisão, já que 90,9% dos alunos que tomou a decisão entre Fevereiro e Junho fez OEP e que 12,3% dos que a frequentaram repensaram o seu projecto vocacional, isto é, mudaram de agrupamento ou especificaram o curso pretendido. Neste sentido, parece-nos fundamental que 71,4% dos que no Io questionário
pretendiam um curso de carácter geral, tendo optado em Junho por um curso tecnológico ou profissional tenham feito OEP. O que vem reforçar a ideia de falta de conhecimento sobre o ensino profissionalizante (tecnológico e profissional), suplantada no caso dos alunos que tiveram acesso à OEP, mas aparentemente incontornável para os que não puderam usufruir destes serviços. A influência da OEP estende-se à evolução da decisão quanto à meta e à profissão, sobretudo quando olhamos para a distribuição dos indecisos, ainda que perca significância estatística.
Comparando os dois modelos de OEP, cruzando o facto de terem tido OEP com a variável escola e a evolução registada quanto ao curso ou agrupamento escolhido, verificamos que houve mais alterações ao projecto vocacional inicial na Escola de Marcarena do que entre os alunos que fizeram OEP na D. Duarte (17,2% contra 8,5%), o que levantaria a hipótese de o modelo curricular de orientação, ao ser extensível a toda a população ter maior abrangência e por isso ser mais eficaz. Contudo, verifica-se que a percentagem de indecisos é também superior no caso da Escola de Marcarena
(17,1% contra 9,4%) o que, se por um lado pode indiciai- um estado de moratória ,
pode também revelar que esta fase de elaboração do projecto vocacional se deu tardiamente, atendendo a que estávamos a uma semana do final do ano lectivo, pondo em causa a eficácia do projecto, que assim sendo deveria iniciar-se mais cedo63.
Se atendermos a que 45,3% dos alunos que fizeram OEP na D. Duarte mantiveram as decisões do primeiro questionário, o que encontra correspondência em apenas 8,6% no caso de Marcarena, fica em aberto a possibilidade de serem as características culturais, sociais e económicas dos alunos de Marcarena que os tornam uma população particularmente instável e com projectos vocacionais menos reflectidos, especificidade esta a que o carácter curricular da OEP parece querer fazer frente, mas que face ao exposto parece dever aplicar-se mais cedo. Em contrapartida, tudo indica que os alunos da D. Duarte constituam uma população que, por razões culturais, sociais e económicas iniciam a construção do projecto vocacional mais cedo, têm maior acesso a informação alternativa e maior acompanhamento familiar, pelo que a OEP se vem revelar um complemento no processo de decisão, muitas vezes isolado no caso dos Marcarena. Neste sentido, ainda tentámos traçar o perfil dos alunos que optaram por frequentar a OEP na D. Duarte, mas a única conclusão que conseguimos retirar foi a de que à medida que a área de residência se vai afastando da cidade vai diminuindo o número de alunos que fizeram OEP (100% dos alunos que residem na cidade, 83,3% dos que residem na periferia e 75% dos que vivem em meio rural), o que pode indiciar uma desvalorização da OEP, mas a que não será estranha a menor disponibilidade dos alunos que dependem de transporte para ir para casa. Por outro lado, verificamos que a burguesia dirigente e profissional se destacava por ser aquela em que os filhos menos recorrem à OEP, representando 33,3% dos que não a frequentaram.64
Por tudo o que atrás foi dito e porque não sabemos o que teria acontecido se não houvesse OEP, ou seja não podemos isolar este factor dos outros, revela-se evidente a impossibilidade de avaliar a eficácia dos dois modelos, através dos inquéritos realizados. A alternativa poderá estar no recurso à avaliação que os próprios alunos dela fazem, isto é ao significado que os actores atribuem a esta experiência, mas também aqui os dados são inconclusivos, já que em ambos os casos é elevada a
Onde a exploração das alternativas possíveis constitui a atitude mais marcante (ver capítulo3) Como aliás defende o Psicólogo da escola.
percentagem de alunos que a considerava infrutífera em Fevereiro (60,5% na D. Duarte e 63,6% em Marcarena). Olhando para os alunos que no segundo questionário
afirmam ter decidido em desacordo com a OEP obtemos indirectamente a avaliação
final que dela fazem. Aqui o que os dados nos dizem é que 47,2% dos alunos de Marcarena afirmam não ter decidido com a orientação dada, contra apenas 22% dos alunos que fizeram OEP na D. Duarte, mas mais uma vez temos de admitir a influência de factores sociais, económicos e culturais sobre esta decisão, além do carácter obrigatório da OEP em Marcarena.
Foi neste sentido que tentámos descobrir o perfil doa alunos que não tomaram a sua decisão de acordo com a OEP. Cruzando esta variável com o género, a origem social, a escolaridade dos pais, o meio de residência e o número de reprovações, verificámos que onde encontramos alguma correlação é no número de reprovações, no sentido em que à medida que aumenta o número de reprovações, aumenta a percentagem de alunos que não decidiram de acordo com a OEP. Relativamente à escolaridade dos pais, verifica-se que são sobretudo os filhos de pais com baixa escolaridade que não fazem OEP, mas a percentagem volta a subir quando estes possuem curso superior, uma tendência confirmada pelo facto de serem por um lado os filhos da burguesia e por outro os do operariado, quem mais rejeita a OEP.
Esta concepção polarizada do valor atribuído aos serviços de OEP parece remeter para a esperança em aceder a uma escolarização mais longa, diferencialmente vivida pelos diferentes estratos sociais.
Se vimos já como a origem social, nomeadamente o capital cultural familiar, interfere, através do (in)sucesso escolar registado, com a possibilidade dos alunos virem a prosseguir os estudos, a percepção diferenciada do sucesso obtido durante a escolaridade obrigatória parece remeter para o conceito de esperança subjectiva. Como demonstra Pierre Bourdieu em Os Herdeiros: o Ensino Superior e as
Desigualdades Sociais, a esperança subjectiva de aceder ao ensino superior tende a ser
para os mais desfavorecidos ainda mais fraca do que as possibilidades objectivas dada a desvalorização dos seus recursos culturais:
Convidados a exprimirem a sua opinião sobre o seu próprio valor escolar, classificando-o numa escala, os estudantes de origem burguesa, mais dificilmente que os estudantes das classes inferiores ou médias, admitem a sua inclusão em categorias médias (75% contra 88%), situando-se mais frequentemente nas categorias de «bons» e «muito bons» (18% contra 10%), enquanto os estudantes das classes médias ostentam sempre atitudes intermédias. Ora, neste mesmo grupo, os estudantes das classes inferiores tinham resultados sistematicamente melhores do que os estudantes das classes superiores: 58% dentre eles tiveram pelo menos um louvor nos exames anteriores contra 39% dos estudantes das classes superiores; a diferença é ainda mais manifesta no grupo dos estudantes que tiveram pelo menos dois louvores, uma vez que os estudantes das classes inferiores são aí proporcionalmente duas vezes mais numerosos, ou seja, 33,5% contra 18%. (Pierre Bourdicu in MÓNICA, 1971:88)
Síntese
Podemos então caracterizar a população inquirida como relativamente indecisa no que diz respeito a projectos escolares e profissionais, sobretudo entre os alunos que apresentam pelo menos uma reprovação. Em Fevereiro de 2002, uma percentagem significativa de alunos não sabia ainda qual a área de estudos em que pretendia ingressar, a percentagem desce em Julho, demonstrando que é sobretudo durante o terceiro período escolar, ou mesmo na altura das matrículas, que uma parte significativa dos alunos faz as suas opções.
Cerca de um terço destes alunos apresenta pelo menos uma reprovação durante a escolaridade obrigatória, atribuída genericamente à falta de interesse e empenho pessoais. O insucesso parece ser reincidente nos casos em que a escolaridade dos pais não vai além do Io CEB, crescendo a presença de alunos sem qualquer reprovação à
medida que aumenta a escolaridade do pai mas, sobretudo, da mãe. O insucesso escolar é também visível no termo da escolaridade obrigatória, sendo particularmente relevante para a construção das expectativas escolares dos alunos, mas aqui a relação com o nível de escolaridade da mãe tende a esbater-se, demonstrando a importância do apoio pedagógico destas durante os primeiros anos de escolarização, quando está em causa, sobretudo, a integração na cultura escolar.
Ainda que a grande maioria dos alunos aspire a um curso superior, não deixa de ser curioso que seja entre os filhos dos que detêm apenas o Io CEB que surge a maior
percentagem de candidatos a este nível de ensino. Na verdade, parecem ser os filhos dos menos escolarizados que, quando apresentam um percurso escolar positivo, querem chegar mais longe.
Não obstante, o número dos que põe a hipótese de se ficar pelo 9o ano é
significativo, sobretudo entre os filhos da pequena burguesia de execução e em meio suburbano. A percentagem de alunos que tenciona abandonar a escola após o termo da escolaridade obrigatória é particularmente significativa se atendemos a que aumenta entre o primeiro e o segundo questionário, reflectindo eventualmente a passagem de um projecto disperso a um projecto realista por força de um ano lectivo menos bem sucedido. Contudo, se apenas 1,5% dos alunos reduziu as aspirações entre os dois questionários, tudo aponta para que seja entre os indecisos que a dinâmica do processo de decisão é mais intensa, deixando antever o carácter disperso dos projectos inicialmente formulados.
Quanto ao ensino secundário, verificamos que constitui a meta prioritária para os alunos que registam algum insucesso escolar, no entanto, mais de metade dos que pretendem ficar-se pelo 12° ano não apresenta qualquer reprovação, o que acontece também com os candidatos ao ensino profissionalizante.
Em suma, parece-nos legítimo concluir que as expectativas iniciais tendem a ser mais elevadas entre as famílias com maior capital cultural e, sobretudo, em meio urbano, enquanto em meios culturalmente mais desfavorecidos a esperança subjectiva de ingresso no ensino superior é, à partida, mais baixa. Confrontados com os
resultados obtidos durante a escolaridade obrigatória os alunos de meios favorecidos
tendem a assumir posições mais realistas, enquanto os oriundos dos meios desfavorecidos, partindo de projectos realistas, assumem posições mais optimistas.
Na verdade, confirma-se ser entre as famílias com menor capital cultural que tende a acontecer o insucesso escolar, responsável pela (re)formulação de projectos realistas. Contudo, nos casos em que estes alunos conseguem superar o obstáculo inicial que representa o choque entre a cultura familiar e a cultura escolar, surgem ambições escolares particularmente elevadas, investindo estes alunos na aquisição de capital cultural como forma de ascensão social. Nestes casos, a esperança subjectiva de aceder ao ensino superior tende a elevar-se, impulsionada por resultados escolares favoráveis
e, provavelmente, pelo alargamento das redes de sociabilidade, passando os projectos vocacionais a ser dinâmicos e mais optimistas.
Ao analisarmos as opções do que pretendem prosseguir os estudos, onde os grupos menos representados são o dos alunos que residem em meio suburbano e aqueles cuja escolaridade dos pais não vai além do 2o CEB, destaca-se claramente a preferência
pela área científico-natural. Esta preferência, igualmente constatada por Sandra Mateus (2002), parece indiciar a preferência por uma área que, além de social e economicamente mais prestigiante, alarga em vez de reduzir o leque de possibilidades futuras, evitando vinculações precoces. Quanto às humanidades, onde a restrição do leque de opções é bastante mais acentuada e menos promissora no que diz respeito à aquisição de recursos económicos e simbólicos, destaca-se uma redução drástica no número de candidatos em favor de todas as outras opções, inclusive as vias tecnológica e profissional. Tal indiciará, de novo, a tendência para a reconfiguração do projecto vocacional, agora mais realista, onde a tensão entre o sucesso esperado no mercado escolar e no mercado de emprego, parece resolver-se em favor do segundo.
Não menos significativo é o aumento considerável no número de candidatos a cursos tecnológicos, sobretudo entre os filhos dos que possuem níveis de escolaridade intermédios (3o CEB e secundário), e aos cursos profissionais, nos casos dos pais
menos escolarizados. Este aumento indicia, por um lado, uma maior divulgação das alternativas aos cursos de carácter geral durante o 9o ano, muitas vezes através das
redes de sociabilidade, mas à qual não será estranha a influência dos serviços de OEP. Por outro lado, a opção pela via profissionalizante parece ser mais um sintoma da passagem a projectos realistas, não passando então de uma alternativa para quem não pode ou considera não conseguir ir mais longe.
A entrada no mercado de trabalho parece ser o argumento forte para a opção pelo tecnológico, bem como uma maior excelência numa disciplina especifica, num quadro global de fraco nível de aproveitamento. (MATEUS, 2002:125)
Quanto à escolha da escola a frequentar a partir do 10° ano, parece profundamente influenciada pela escola frequentada durante a escolaridade obrigatória. Neste sentido, a "proximidade", da residência em meio urbano e suburbano e do emprego dos pais
em meio rural, parece ser decisiva. No entanto, a forte correlação entre a escola que os alunos desejam frequentar e as motivações alegadas, aponta para representações diferenciadas das escolas existentes na região, tanto quanto para motivações sociologicamente diferenciadas.
É assim que o "seguir os amigos" surge como uma preocupação essencialmente urbana e típica das fracções de classe média/alta, a qual tende a recair sobre o antigo Liceu. Em meio rural os alunos parecem mais preocupados com o "bom ambiente", associado preferencialmente à Secundária Afonso Lopes Vieira. Trata-se afinal de manifestações diferenciadas do peso atribuído às redes de sociabilidade, a primeira enquanto fonte de identificação, a segunda enquanto fonte de segurança. O currículo disponível, bem como a qualidade dos professores e do equipamento escolar parecem ser sobretudo uma preocupação das famílias assalariadas e com baixo capital cultural, uma orientação eventualmente mais pragmática que tende a recair sobre a antiga Escola Comercial e Industrial.
No que diz respeito às aspirações profissionais são ainda bastante fluídas e dispersas, mas a medicina e as engenharias surgem como as profissões mais ambicionadas, seguidas de perto pelo aumento de candidatos a técnicos de informática.
Quanto às motivações para a escolha de uma profissão, sobressai a falta de coerência entre as respostas dadas nos dois questionários, revelando alguma falta de reflexão sobre o assunto. Em todo o caso, a procura de satisfação pessoal surge como a principal orientação dos alunos inquiridos, seguida de uma orientação altruísta, particularmente visível entre as raparigas e os lugares de classe economicamente privilegiados, que contrasta com uma orientação tendencialmente mais calculista entre os rapazes e nas fracções de classe mais desfavorecidas.
No que diz respeito à unidade de decisão, destaca-se em primeiro lugar a autonomia percepcionada por estes alunos, já que os pais se limitam a apoiar os filhos e, uma percentagem significativa, procura mesmo não intervir, sobretudo entre as fracções menos escolarizadas. Nestes casos, tende a ganhar peso a influência dos irmãos, bem como dos amigos, sobretudo nos casos em que estes frequentam já o ensino secundário, assumindo-se como informadores privilegiados.
Podemos, no entanto, dizer que a influência familiar no processo de decisão se faz sobretudo de forma indirecta, já que uma percentagem próxima de 50% dos projectos definidos apresenta alguma continuidade com o universo profissional dos pais ou dos irmãos. Esta tendência surge sobretudo nos casos em que o capital adquirido pelas famílias precisa de ser rentabilizado: capital essencialmente económico no caso da pequena-burgesia proprietária e predominatemente cultural no caso da pequena- burguesia técnica e de enquadramento.
Neste sentido, os rapazes tendem a seguir os pais e irmãos, enquanto as raparigas parecem seguir mais as mães, apontando para uma estrutura profissional ainda muito marcada pela divisão sexual do trabalho.
Quanto ao valor atribuído aos serviços de OEP, parece diminuto, quer porque a maioria teve acesso a eles apenas no final do 9o ano, quer porque a avaliação que deles
fazem parece pouco favorável. Neste sentido, a descoberta vocacional, a confirmação de ideias previamente concebidas e a mera procura de informação relativa à oferta educacional, parecem ser as funções que os alunos esperam ver preenchidas por estes serviços, expectativas estas cuja frequência tende a frustrar pelo carácter continuado e reflexivo que estes serviços tendem a assumir.
A este respeito, tal como Sandra Mateus encontramos uma configuração sociologicamente polarizada do valor atribuído à OEP, já que são sobretudo as famílias com menor capital cultural que rejeitam a OEP, mas também as fracções mais escolarizadas. Esta constatação parece remeter, no primeiro caso, para uma baixa
esperança subjectiva de aceder a uma escolaridade mais longa, no segundo caso, para
uma elevada expectativa em aceder ao ensino superior, a qual parece dar lugar a projectos optimistas, tendencialmente marcados pelo adiamento das decisões:
O período de experimentação vai prosseguir ao longo da longa trajectória escolar esperada. Substancialemnte mais dotados de meios para decidir (em comparação com os outros) estes são os entrevistados que menos necessidade sentem de delimitar rigorosamente os seus planos. (MATEUS, 2002:129)
Não obstante, a OEP parece ter tido um peso considerável no processo de decisão (no caso dos alunos que a ela tiveram acesso), sobretudo no que diz respeito à
reconversão de projectos vocacionais dispersos, marcados pela falta de coerência entre as expectativas escolares, a área de estudos a prosseguir e a profissão ambicionada, um fenómeno particularmente visível em Marcarena.
Quanto a uma possível avaliação dos dois modelos de OEP encontrados, o maior número de projectos reformulados na escola de Marcarena parece apontar para a maior eficácia do modelo curricular, mas se atendermos a que nesta escola a percentagem de indecisos é superior nos dois momentos analisados, perfila-se a hipótese de serem antes as características económicas, sociais e culturais dos alunos as responsáveis por diferentes ritmos na construção dos projectos vocacionais: mais precoce em meio urbano, mais instável, tardio e irreflectido em meio suburbano. Recorde-se a este respeito que os dados apontam para que seja nas fracções em que se conjuga o capital cultural com o económico (e não necessariamente entre as classes que nos habituamos a designar de forma redutora como "favorecidas"), que os projectos vocacionais começam a desenhar-se mais cedo, ainda que eventualmente sujeitos a uma reconstrução constante.