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Tiltak, metoder og strategier for å fremme inkludering og deltakelse

2. TEORETISK RAMMEVEK

2.2 A UTISMESPEKTERFORSTYRRELSE

2.2.5 Tiltak, metoder og strategier for å fremme inkludering og deltakelse

Actualmente, é concedida na farmácia comunitária muita atenção à dispensa do medicamento, descurando-se, por vezes, outros sectores da área farmacêutica. Na realidade, e

face às constantes mudanças do sector, é necessário encontrar novas formas de financiamento da farmácia comunitária, para que serviços inovadores sejam postos em prática com eficiência (Hopefl, 1992; Fincham, 1998; Bennett et al. 2000; Benrimoj et al. 2000; Pires et al. 2006).

A implementação de um programa de CF não foge a esta regra, verificando-se que é fundamental procurar stakeholders que auxiliem no suporte dos custos deste tipo de programas. As entidades governamentais e as seguradoras enquadram-se neste papel, constatando-se, no entanto, a dificuldade associada ao desenvolvimento de sistemas de reembolso para os serviços farmacêuticos fornecidos (Gouveia e Shane, 1997; Bradberry e Srnka, 1998; Côte et al. 2003; DeWalt et al. 2005; Milgate e Hackbarth, 2005). A este propósito, foram publicados alguns artigos, onde são referidos os vários passos a executar para que sejam obtidos os apoios necessários, bem como experiências de negociações com seguradoras já realizadas (Poirier et al. 1999; Ganther, 2002; Fridy et al. 2002; Dole e Muraski, 2007; Nutescu e Klotz, 2007).

Fridy et al. (2002) relatam um estudo de caso de uma farmácia norte-americana localizada numa pequena cidade de Alabama. Esta investigação tinha vários objectivos. Por um lado, pretendia melhorar a condição financeira da farmácia, apresentando, para isso, alterações a um contrato inicial, com base em dados reais obtidos com serviços prestados aos utentes. Por outro, queria determinar-se o tempo dispendido na negociação deste contracto com as 9 seguradoras seleccionadas e traduzir este tempo em custos salariais. Os resultados obtidos indicam que nenhuma das seguradoras contactadas aceitou alguma das alterações propostas, tendo em média cada negociação demorado 48,4 minutos. Dependendo da divisão de trabalho entre o farmacêutico e o técnico de farmácia, o custo variou de $14.68 a $18.73.

Mas, antes que as farmácias comunitárias possam procurar obter o reembolso pelos seus serviços, é importante que se registem como prestadoras de serviços de saúde, desenvolvam e reúnam uma boa base de dados com os resultados das suas intervenções e criem planos financeiros e de marketing, de modo a sustentarem a sua estratégia.

O pagamento dos serviços farmacêuticos específicos prestados só é possível se a farmácia adquirir as informações da seguradora do utente, obtiver uma declaração do médico assistente sobre a necessidade de medicação especial (como medicamentos para a hipertensão e diabetes) e preencher a documentação da seguradora, anexando todos os resultados de seguimento farmacoterapêutico obtidos. A experiência demonstra que, apesar de muitas propostas iniciais de reembolso serem recusadas, elas são geralmente aceites, após pequenas alterações, numa segunda submissão (Bradberry e Srnka, 1998 e Poirier et al. 1999).

No entanto, autores como Simpson (1997), Larson (2000) ou Ganther (2002) defendem que, se os farmacêuticos comunitários quiserem maior cobertura, por parte das seguradoras, aos seus serviços, é fundamental promover e cobrar os CF prestados aos utentes. Deste modo, os utentes irão pressionar as suas companhias de seguros a comparticiparem os programas de CF em que participam. Mas antes de efectuarem este passo, Gouveia e Shane, (1997), Bennett et al. (2000) e Ibáñez et al. (2003) constatam que existe ainda a necessidade de os farmacêuticos comunitários darem a conhecer melhor o seu trabalho, quer aos utentes quer aos outros profissionais de saúde, aumentando assim as suas expectativas em relação ao serviço que pode ser prestado.

A este propósito, Larson (2000) realizou um estudo onde procurou determinar o nível de frequência de PCF em 43 estados norte-americanos e a vontade dos utentes para pagarem por este tipo de programas. Os resultados obtidos (n=174) demonstram que, apesar de a grande maioria dos respondentes não receber este tipo de cuidados, eles estão dispostos a pagar por estes serviços, tendo-se alcançado um valor médio de pagamento de $13 para a primeira visita e de $28 para um ano de seguimento. Estes valores sobem para $23 e $50, respectivamente, se forem apenas considerados os inquiridos com disponibilidade em pagar (56%).

Mais recentemente, um grupo de investigadores de Belo Horizonte (Pires et al., 2006) efectuou uma pesquisa para determinar a necessidade de um serviço de CF numa farmácia comunitária, entrevistando 236 utentes, dos quais cerca de 67% mostraram estar interessados em participar. Destes, 50% consideraram que o serviço deveria ser gratuito, 39,9% afirmaram que dependia do valor a desembolsar, ao passo que 10,1% estariam dispostos a pagar.

Neste trabalho, Pires et al. (2006) optaram por utilizar uma pergunta fechada em relação a este pagamento, disponibilizando 4 tipos de resposta: (i) menos de 5 reais; (ii) 5 a 10 reais; (iii) 11 a 15 reais; e (iv) mais de 16 reais. Os resultados obtidos demonstram que a maioria (62,4%) dos que estariam dispostos a pagar, poderia fazê-lo até 10 reais, isto é, enquadram-se nos dois primeiros tipos de resposta.

Todos estes projectos permitiram identificar as principais barreiras no reembolso dos projectos de CF. Assim, factores como: a falta de entendimento por parte das agências governamentais e seguradoras sobre o papel dos farmacêuticos nos Cuidados de Saúde; a inexistência de códigos exactos que enumerem os serviços farmacêuticos; a impreparação dos próprios farmacêuticos para lidarem com termos económicos e financeiros; e a escassez de planos estratégicos de marketing sobre os serviços farmacêuticos comunitários influenciam os meios de reembolso dos CF (Gouveia e Shane, 1997; Bennett et al. 2000).

Para colmatar algumas destas falhas, foi criada uma base de dados onde estão referenciados os tipos de serviços prestados pelos farmacêuticos, de acordo com a American Medical Association´s Current Procedural Terminology (CPT). Deste modo, desde 2006, os farmacêuticos norte-americanos são capazes de indicar o código de doença apropriado, a partir da International Classification of Diseases (ICD), relacionando-o com a CPT. A compreensão da terminologia específica utilizada na área financeira e contabilística é importante no reembolso dos serviços prestados pelas farmácias comunitárias aos utilizadores dos CF (Bradberry e Srnka, 1998; Dole e Muraski, 2007; Nutescu e Klotz, 2007).

Mas esta co-responsabilização das seguradoras em relação aos CF não apresenta só vantagens. De facto, ela pode indicar também um aumento dos custos administrativos das farmácias e uma diminuição da autonomia profissional dos farmacêuticos. Vários autores defendem que as farmácias devem começar por prestar os serviços de CF e só posteriormente procurarem o reembolso destes préstimos (Tomechko et al. 1995; Simpson, 1997; Fincham, 1998; Bennett et al. 2000; Armando et al. 2005).

Milgate e Hackbarth (2005) constataram, que estratégias que assegurem que um Sistema de Saúde providencia o apoio necessário aos doentes no seu domicílio e ao longo do tempo são fundamentais. É neste contexto que os programas e serviços de CF podem e devem ser inseridos, sendo para tal vital a demonstração e pleno reconhecimento do seu valor.